Prognóstico mantém-se "muito reservado"

Os quatro doentes, que correm risco de cegueira na sequência de uma intervenção oftalmológica numa clínica privada em Lagoa, continuavam ao início da manhã de hoje sob prognóstico "muito reservado". A Ordem dos Médicos anunciou entretanto que vai abrir um inquérito e um processo disciplinar ao médico oftalmologista que operou as quatro pessoas.

António Carneiro, RTP /
Clínica I-Qmed, onde foram operadas à vista quatro pessoas, que ficaram com problemas pós-operatórios. Os pacientes foram internados no hospital dos Capuchos com prognóstico reservado. Luís Forra, Lusa

Os quatro doentes, dois homens e duas mulheres, foram operados na clínica I-QMed, em Lagoa, no Algarve, e posteriormente transferidos para o Hospital dos Capuchos, que integra o Centro Hospitalar de Lisboa Central.

"O prognóstico mantém-se muito reservado", afirmou, esta manhã, uma fonte deste centro hospitalar.

Segundo a equipa clínica do Hospital dos Capuchos, que já contactou o médico da clínica de Lagoa, os doentes foram afectados por uma infecção pós-cirúrgica, mas a Inspecção-geral das Actividades em Saúde está ainda a investigar as causas.

Recorde-se que três destes doentes foram submetidos a uma intervenção de correcção de cataratas e uma das mulheres a uma cirurgia para colocação de lentes.

Processo disciplinar

Sexta-feira, a Ordem dos Médicos anunciou que vai abrir um inquérito e um processo disciplinar ao médico oftalmologista que operou os quatro doentes.

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da ordem dos Médicos, Pedro Nunes, adiantou ainda que a instituição está disponível para colaborar com todas as outras entidades na investigação a este caso.

O responsável adiantou que será ainda averiguado se o clínico, de origem holandesa, estava ou não registado ou inscrito na Ordem dos Médicos. A clínica não estava licenciada nem registada junto das autoridades de saúde.

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