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Registo de domínios em .pt aumentou 72 vezes durante o dia de ontem
Foram ontem registados em Portugal 18.220 novos domínios na Internet debaixo do sufixo .pt, um número recorde que se explica pela liberalização decidida pelo Governo para ter início no dia 1 de maio. Até agora, o número médio de registos em .pt rondava os 250 domínios diários.
"O número foi um pouco acima do esperado, mas é algo que desejávamos há muito tempo", disse à RTP Pedro Veiga, presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), que em Portugal é responsável pelo registo de domínios. "Com esta medida, Portugal passa a ter uma situação semelhante à de outros países, sem barreiras a priori, mas com um controlo posterior".
Até ontem, para registar um domínio em .pt, qualquer cidadão ou empresa tinha de possuir uma marca registada ou ser detentor de um direito sobre o nome que queria registar como, por exemplo, ser o nome da sua própria empresa. Isto tornava muito difícil o registo de domínios em .pt, mesmo as expressões mais simples como gostodegelados.pt ou musicapimba.pt.
A partir de agora, qualquer cidadão ou empresa pode registar um domínio em .pt sem ter de fazer prova de detenção de marca registada e o afluxo de ontem prova que a nova política pode trazer um aumento substancial ao número de domínios em .pt. Como se esperava, houve quem abusasse do direito e tentasse registar domínios que se confundem com outros já existentes, ou tentasse mesmo registar marcas já existentes, mas que ainda não têm domínio em Portugal. Esta prática é proibida pelas regras da FCCN.
"Todos os casos que tentaram registar domínios de marcas conhecidas vão ter de provar que detêm essas marcas e todos os que tentaram registar nomes que se podem confundir vão ser sujeitos à decisão de uma comissão arbitral", explicou Perdo Veiga. "O processo é simples e ajudará certamente a melhorar a situação dos domínios em .pt".
Segundo as novas regras, não é permitido registar "palavras ou expressões contrárias à lei, à ordem pública ou bons costumes", "nomes que induzam em erro ou confusão sobre a sua titularidade" ou nomes "de âmbito geográfico". Os registos de nomes de pessoas passam a ser completamente livres, facto que passou despercebido a quase todos os governantes: continuam disponíveis os nomes vitorgaspar.pt, nunocrato.pt ou assuncaocristas.pt.
Até ontem, para registar um domínio em .pt, qualquer cidadão ou empresa tinha de possuir uma marca registada ou ser detentor de um direito sobre o nome que queria registar como, por exemplo, ser o nome da sua própria empresa. Isto tornava muito difícil o registo de domínios em .pt, mesmo as expressões mais simples como gostodegelados.pt ou musicapimba.pt.
A partir de agora, qualquer cidadão ou empresa pode registar um domínio em .pt sem ter de fazer prova de detenção de marca registada e o afluxo de ontem prova que a nova política pode trazer um aumento substancial ao número de domínios em .pt. Como se esperava, houve quem abusasse do direito e tentasse registar domínios que se confundem com outros já existentes, ou tentasse mesmo registar marcas já existentes, mas que ainda não têm domínio em Portugal. Esta prática é proibida pelas regras da FCCN.
"Todos os casos que tentaram registar domínios de marcas conhecidas vão ter de provar que detêm essas marcas e todos os que tentaram registar nomes que se podem confundir vão ser sujeitos à decisão de uma comissão arbitral", explicou Perdo Veiga. "O processo é simples e ajudará certamente a melhorar a situação dos domínios em .pt".
Segundo as novas regras, não é permitido registar "palavras ou expressões contrárias à lei, à ordem pública ou bons costumes", "nomes que induzam em erro ou confusão sobre a sua titularidade" ou nomes "de âmbito geográfico". Os registos de nomes de pessoas passam a ser completamente livres, facto que passou despercebido a quase todos os governantes: continuam disponíveis os nomes vitorgaspar.pt, nunocrato.pt ou assuncaocristas.pt.