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Projeto do IPO do Porto e do i3S ganha prémio e é distinguido em Bruxelas
O projeto foi a escolha do público que votou este ano nos prémios REGIOSTARS da Comissão Europeia que premeia os melhores projetos desenvolvidos nos 27 países.
Esta noite o TeamUp4Cancer, do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto (Ministério da Saúde) e do I3S Instituto de Investigação e Inovação em Saúde do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, foi distinguido em Bruxelas.
Júlio Oliveira, diretor do IPO Porto, subiu ao palco para receber o prémio e realçou que “este é um voto de confiança muito importante, uma demonstração de que os doentes, as suas famílias, todos os profissionais de saúde e a sociedade em geral, no norte do país, acreditam no nosso trabalho. E esta combinação de ciência e saúde está realmente a ter um enorme impacto na vida das pessoas e dos seus familiares. Por isso, acredito que este voto vem verdadeiramente do coração das pessoas, que sentem que isto é importante para a região e para elas”.
Na página oficial do projeto pode ler-se que se baseia no conceito “Bedside to Bench and Back” (B3) ilustra o funcionamento do Porto.CCC. “Bedside” representa o contacto diário do IPO Porto com as verdadeiras necessidades dos doentes oncológicos. Estes desafios clínicos motivam a investigação desenvolvida pelo i3S e pelo IPO Porto (Bench) para criar soluções inovadoras. Essas soluções são depois traduzidas em cuidados aos doentes através de ensaios clínicos (Back), fechando o ciclo da descoberta e garantindo que a investigação melhora diretamente os tratamentos e os resultados clínicos. Este processo cíclico coloca sempre o doente no centro da inovação”.
O objetivo destes prémios é distinguir projetos financiados pela UE que demonstram inovação, sustentabilidade e forte impacto social ou económico nas regiões europeias.
Júlio Oliveira garantiu que “com o financiamento deste projeto, conseguimos criar o primeiro programa de oncologia de precisão em Portugal. Isto permite também a realização de mais ensaios clínicos de fase inicial e de fase mais avançada”.
“Desta forma, as pessoas com cancro têm acesso à tecnologia mais avançada, algo que antes teriam de fazer no estrangeiro para ter acesso a estas oportunidades de tratamento. Este foi, por isso, um reconhecimento de todo o esforço dos investigadores, médicos e outros profissionais de saúde que trouxeram para a nossa região a melhor tecnologia. E este é um exemplo real e concreto de coesão na Europa".