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União Europeia e Cabo Verde reforçam ligações em Bruxelas
Paulo Rangel representou a União Europeia a pedido da Chefe da Diplomacia Europeia
Os ministros dos negócios estrangeiros de Portugal e de Cabo Verde estiveram reunidos em Bruxelas. Não foi uma reunião bilateral entre países porque Paulo Rangel estava a representar a União Europeia a pedido da Chefe da Diplomacia Europeia, Kaja Kallas.

“Eu diria que foi uma reunião muito positiva, em que, designadamente, vimos todos os capítulos da relação bilateral União Europeia-Cabo Verde, e estou, obviamente, a falar nas questões que têm a ver com o comércio e as pescas, que têm a ver com a segurança marítima, que têm a ver com a questão essencial da própria integração regional e da visão sobre os assuntos, quer internacionais gerais, quer da região da África Ocidental”.
Paulo Rangel e Manuel Amante da Rosa falaram também sobre cooperações através do Programa Global Gatway da União Europeia para Cabo Verde “numa dimensão de 400 milhões de euros, praticamente, que é algo que, obviamente, tem uma importância muito grande para um país como Cabo Verde, ao mesmo tempo que no European Peace Facility, temos agora 60 milhões de euros numa estrutura de dois anos, o que é algo também inovador na União Europeia".
“Aliás, devo dizer que, em muitos aspetos, Cabo Verde foi sempre pioneiro na relação dos países africanos com a União Europeia. É absolutamente impressionante a quantidade de áreas que depois foram projetadas para outros países, mas que começaram com Cabo Verde e, portanto, eu só teria que dizer que a relação é excelente, é mesmo uma relação de primeira qualidade e que isso ficou aqui, mais uma vez, claramente documentado”.
O ministro de Cabo Verde concorda: “a nossa cooperação com a União Europeia, o diálogo permanente que temos mantido, deve-se muito ao interesse de Cabo Verde em manter uma relação próxima com a União Europeia e à União Europeia de encontrar em Cabo Verde um parceiro credível, um parceiro seguro e um parceiro onde os projetos têm sido implementados até ao fim”.
“Congratulámo-nos também porque Cabo Verde celebrará, em 2027, 20 anos da parceria especial com a União Europeia. Devo dizer que Cabo Verde é o único país africano que tem esse estatuto, junto da União Europeia, e nós temos feito muito em Cabo Verde para que se desenvolva e que traga benefícios para o povo de Cabo Verde”, referiu Manuel Amante da Rosa.
Uma maior proximidade com as regiões ultraperiféricas.
“Deixaria só uma palavra final para assinalar, a especial relação que Cabo Verde quer desenvolver com as regiões ultraperiféricas, estamos a falar dos Açores da Madeira e das Canárias, que partilham o espaço atlântico e a chamada Macaronésia, comungam muitos problemas e visões comuns, os três integrantes da União Europeia, os três com estatutos específicos de regiões ultraperiféricas, a capacidade de ter projetos conjuntos com Cabo Verde, torna esta relação numa relação íntima entre Cabo Verde e a União Europeia e, portanto, não queria deixar de enaltecer ou de sublinhar essa singularidade” salientou Paulo Rangel.
“No que se refere aos projetos com as regiões ultraperiféricas, num maior diálogo e num maior convívio e partilha dos constrangimentos e das dificuldades que as regiões arquipelágicas têm, Cabo Verde sente-se perfeitamente imbuído da vontade de fazer parte, porque muito tem a aprender com as regiões ultraperiféricas da União Europeia. E só podemos ter benefícios fazendo esse diálogo contínuo, permanente”.
Manuel Amante da Rosa saliento que “neste momento, na Ilha da Madeira, está a decorrer uma reunião das regiões ultraperiféricas, onde Cabo Verde participa ativamente”.
O caso da Guiné-Bissau
Os dois ministros concordam também na necessidade de encontrar uma solução para a questão da Guiné-Bissau, onde as eleições foram canceladas.
“Estamos atentos ao que está a passar na Guiné-Bissau. Aa eleições estavam para decorrer aparentemente sem observadores. Mas nós estamos a observar e esperamos que possa haver um diálogo entre as partes e que se encontre uma solução para a Guiné-Bissau, porque a Guiné-Bissau é parte da CPLP. O nosso desejo e as nossas ações têm sido que o diálogo possa voltar à Guiné-Bissau e que a Guiné-Bissau possa de novo fazer parte da CPLP” referiu o ministro dos negócios estrangeiros de Cabo Verde.
Paulo Rangel reforçou que “estamos todos a trabalhar de forma discreta e serena no sentido de garantir o mais depressa possível o regresso da Guiné-Bissau à plenitude de funções e obviamente queremos que isso signifique também um processo de transição que nos leve a uma democracia plena e funcional”.
E concluiu: “muitas vezes estas mediações não se podem fazer no espaço público, só pena de depois não funcionarem”.
O encontro durou 3 horas e de acordo como ministro português foi uma reunião que “consubstanciou o diálogo estratégico permanente que existe com Cabo Verde, que tem uma parceria especial com a União Europeia”.
“Eu diria que foi uma reunião muito positiva, em que, designadamente, vimos todos os capítulos da relação bilateral União Europeia-Cabo Verde, e estou, obviamente, a falar nas questões que têm a ver com o comércio e as pescas, que têm a ver com a segurança marítima, que têm a ver com a questão essencial da própria integração regional e da visão sobre os assuntos, quer internacionais gerais, quer da região da África Ocidental”.
Paulo Rangel e Manuel Amante da Rosa falaram também sobre cooperações através do Programa Global Gatway da União Europeia para Cabo Verde “numa dimensão de 400 milhões de euros, praticamente, que é algo que, obviamente, tem uma importância muito grande para um país como Cabo Verde, ao mesmo tempo que no European Peace Facility, temos agora 60 milhões de euros numa estrutura de dois anos, o que é algo também inovador na União Europeia".
“Aliás, devo dizer que, em muitos aspetos, Cabo Verde foi sempre pioneiro na relação dos países africanos com a União Europeia. É absolutamente impressionante a quantidade de áreas que depois foram projetadas para outros países, mas que começaram com Cabo Verde e, portanto, eu só teria que dizer que a relação é excelente, é mesmo uma relação de primeira qualidade e que isso ficou aqui, mais uma vez, claramente documentado”.
O ministro de Cabo Verde concorda: “a nossa cooperação com a União Europeia, o diálogo permanente que temos mantido, deve-se muito ao interesse de Cabo Verde em manter uma relação próxima com a União Europeia e à União Europeia de encontrar em Cabo Verde um parceiro credível, um parceiro seguro e um parceiro onde os projetos têm sido implementados até ao fim”.
“Congratulámo-nos também porque Cabo Verde celebrará, em 2027, 20 anos da parceria especial com a União Europeia. Devo dizer que Cabo Verde é o único país africano que tem esse estatuto, junto da União Europeia, e nós temos feito muito em Cabo Verde para que se desenvolva e que traga benefícios para o povo de Cabo Verde”, referiu Manuel Amante da Rosa.
Uma maior proximidade com as regiões ultraperiféricas.
“Deixaria só uma palavra final para assinalar, a especial relação que Cabo Verde quer desenvolver com as regiões ultraperiféricas, estamos a falar dos Açores da Madeira e das Canárias, que partilham o espaço atlântico e a chamada Macaronésia, comungam muitos problemas e visões comuns, os três integrantes da União Europeia, os três com estatutos específicos de regiões ultraperiféricas, a capacidade de ter projetos conjuntos com Cabo Verde, torna esta relação numa relação íntima entre Cabo Verde e a União Europeia e, portanto, não queria deixar de enaltecer ou de sublinhar essa singularidade” salientou Paulo Rangel.
Um ponto também reforçado pelo ministro cabo-verdiano.
“No que se refere aos projetos com as regiões ultraperiféricas, num maior diálogo e num maior convívio e partilha dos constrangimentos e das dificuldades que as regiões arquipelágicas têm, Cabo Verde sente-se perfeitamente imbuído da vontade de fazer parte, porque muito tem a aprender com as regiões ultraperiféricas da União Europeia. E só podemos ter benefícios fazendo esse diálogo contínuo, permanente”.
Manuel Amante da Rosa saliento que “neste momento, na Ilha da Madeira, está a decorrer uma reunião das regiões ultraperiféricas, onde Cabo Verde participa ativamente”.
O caso da Guiné-Bissau
Os dois ministros concordam também na necessidade de encontrar uma solução para a questão da Guiné-Bissau, onde as eleições foram canceladas.
“Estamos atentos ao que está a passar na Guiné-Bissau. Aa eleições estavam para decorrer aparentemente sem observadores. Mas nós estamos a observar e esperamos que possa haver um diálogo entre as partes e que se encontre uma solução para a Guiné-Bissau, porque a Guiné-Bissau é parte da CPLP. O nosso desejo e as nossas ações têm sido que o diálogo possa voltar à Guiné-Bissau e que a Guiné-Bissau possa de novo fazer parte da CPLP” referiu o ministro dos negócios estrangeiros de Cabo Verde.
Paulo Rangel reforçou que “estamos todos a trabalhar de forma discreta e serena no sentido de garantir o mais depressa possível o regresso da Guiné-Bissau à plenitude de funções e obviamente queremos que isso signifique também um processo de transição que nos leve a uma democracia plena e funcional”.
E concluiu: “muitas vezes estas mediações não se podem fazer no espaço público, só pena de depois não funcionarem”.