O HOMEM DA CÂMARA DE FILMAR
Dá conta de um dia na vida de uma grande cidade e afirma-se como um filme de tese sobre o próprio cinema
O Homem da Câmara de Filmar é provavelmente o filme que maior influência teve em toda a História do Cinema Documental.
Contemporâneo de Eisenstein, Pudovkin e outros grandes mestres do cinema soviético, Vertov acreditava nas propriedades do olho da câmara como elementos de revelação do real. Teorizou sobre o Cine-Olho ou a cine - sensação do mundo. Muito influenciado pelo futurismo e pelo construtivismo, O Homem da Câmara de Filmar proporciona uma leitura a vários níveis: dá conta de um dia na vida de uma grande cidade - como o haviam já feito Cavalcanti em Rien que les Heures e Ruttman em Berlim, Sinfonia de uma Cidade - mas vai mais longe, na medida em que se afirma como um filme de tese sobre o próprio cinema. A sua influência atravessa toda a História do Cinema e projecta-se no universo da Televisão.
A anteceder o filme entrevistas com Brian Winston, autor de Claiming de Real, uma obra de referência sobre o Documentário, Fernando Lopes, um dos grandes cineastas portugueses, Margarida Ledo, professora catedrática e investigadora do Documentário, Nina Rosenblum, cineasta destacada do cinema independente americano e Irit Batsry, artista que desenvolve o seu trabalho em torno da experimentação com as imagens em movimento.
Ficha Técnica
- Título Original
- CHELOVEK S KINOAPPARATOM
- Realização
- Dziga Vertov
- Ano
- 1929
- Duração
- 67m minutos