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OS GIGANTES DO ALASCA

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Uma pesca feliz, a dos linguados gigantes, nas costas remotas do Alasca

Curioso animal, o halibute, uma espécie de linguado gigante do Norte do Oceano Pacífico e do Mar de Bering, que pode chegar a pesar duzentos e cinquenta quilos e ter mais de dois metros de comprimento.
Peixe de fundo, tem um aspecto no mínimo bizarro, senão mesmo assustador, com os seus dois grandes olhos do mesmo lado do corpo, que é negro e por vezes coberto de conchas, de um lado, e branco do outro.
O halibute tornou-se também lendário pela sua impressionante capacidade de resistência, e pela luta que dá aos pescadores quando é retirado da água, mesmo depois de horas preso no anzol do palangre. Relatos de verdadeiros combates corpo a corpo entre homem e peixe vêm regularmente ajudar à sua reputação de peixe gigante e temível.
Sendo o peixe mais caro e apreciado dos Estados Unidos, o halibute tornou-se também no sinónimo de um bom salário para muitos dos pescadores do Alasca. É o que sucede por exemplo na aldeia de Metlakatla, uma reserva índia do Sudoeste do Alasca. No pino do Verão, apesar de se estar no auge da época da pesca ao salmão, os pescadores da aldeia largam tudo para ir à procura desse peixe gigante que com um único exemplar lhes pode garantir alguns meses de tranquilidade económica. Em vez de ser presa, o salmão passa então a ser utilizado como isco. A pesca a que quase todos os homens de Matlakatla então se dedicam nas suas pequenas embarcações é tão viciante como o jogo a dinheiro : nunca sabem quando conseguirão fazer "jackpot" e capturar um enorme cardume,
com um halibute em cada anzol do palangre...
De carne branca, tenra, gorda mas sem ser em excesso, e com poucas espinhas, fácil de limpar e de conservar, o linguado gigante do Pacífico é de alguma forma o peixe perfeito.
Tão perfeito que os melhores grossistas e restaurantes da costa Oeste dos Estados Unidos guardam cuidadosamente o quase monopólio da sua comercialização, num mercado onde nem os compradores japoneses conseguem ainda entrar.
Também os aquicultores do Norte da Europa já tentaram fazer a criação do halibute em cativeiro. Sem sucesso, ao Contrário do que sucedeu com o salmão. De qualquer forma, quando se vê o que produz o mar do Alasca, a reprodução artificial surge como absolutamente desnecessária...
Talvez o mais surpreendente seja saber que esta pesca não corre qualquer risco de extinção de recursos.
De acordo com a Comissão Internacional do Halibut do Pacífico, que estuda os cardumes desde 1924, há mesmo mais
linguados gigantes actualmente do que alguma vez nos últimos setenta anos.
Esta abundância tem uma explicação: o rigor da regulamentação da pesca, que impede qualquer excesso.
As licenças de pesca são compradas e vendidas num mercado livre, sem intervenção do Estado, que apenas faz cumprir os limites de capturas.
De Dutch Harbour, no Alasca, a capital americana da pesca industrial, saem no entanto com regularidade navios com quarenta e cinco mil anzóis. A bordo, tripulações informadas das últimas cotações da bolsa, que discutem durante a faina os investimentos que vão fazer em fundos de pensões e se dedicam nas pausas do trabalho ao tiro aos pratos em alto mar.

Ficha Técnica

Título Original
LES GÉANTS DE L´ALASKA