Bidon: Nação Ilhéu
A importância dos emigrantes, os chamados bidons, para as famílias e para a economia de Cabo-Verde
Em Cabo Verde "a terra longe" é romantizada como lugar de abundância. É de lá que chegam os Bidons, enviados de diferentes destinos, enchidos a vários ritmos, representando a vitória da emigração e personificando a presença daqueles que tiveram de sair do país.
"Bidon: Nação Ilhéu" costura três estórias femininas, expondo a mediação do Bidon, personagem central na vida dos cabo-verdianos, na relação entre quem ficou e quem foi.
Camila tinha 11 anos quando viu a sua mãe emigrar, para os Estados Unidos. Há 18 anos que fortificam a sua relação, encurtando a distância através da presença constante dos Bidons preparados com afeto maternal.
Dona São, nos produtos que compra dos Bidons importados por comerciantes locais, procura driblar a pobreza e sustentar os seus filhos. Os bairros periféricos da ilha são a estrada que percorre para a venda ambulante, acalentando de alcançar a ?terra longe?.
Patrícia já viveu lá na terra longe. Regressou ainda criança e procura resgatar as memórias sensoriais desta experiência comprando vários produtos importados dos Estados Unidos. Não deseja lá voltar, mas assim como a maioria das filhas e dos filhos da terra, sonha um dia realizar o sonho cabo-verdiano: receber um Bidon.
Ficha Técnica
- Título Original
- CPLP Audiovisual - DOCTV III
- Realização
- Celeste Fortes e Edson Silva
- Ano
- 2019