Cria Corvos
Filme do cineasta espanhol Carlos Saura ("Fados"), um drama alegórico sobre as esperanças e frustrações de uma infância conturbada
Ana (Geraldine Chaplin), uma mulher na casa dos trinta, relembra a sua infância triste, marcada por mortes, pesadelos e neuroses. Quando tinha nove anos de idade, acreditava ter um misterioso poder sobre a vida e a morte daqueles que viviam com ela. Após a morte dolorosa da mãe, o pai, o militar franquista Anselmo (Héctor Alterio), morre em circunstâncias estranhas. Fechada num universo de sonho, Ana julga ser responsável pela morte do pai.
Órfãs, Ana e as irmãs Maite e Irene são criadas em Madrid na casa da severa tia Paulina, juntamente com a avó muda e paralítica, e fazem o possível para se adaptarem à nova realidade. Criança melancólica, fascinada pela morte, Ana acredita ter o poder de fazer reaparecer a sua falecida mãe, e com ela mantém uma estranha relação.
Último filme de Carlos Saura, realizado durante o franquismo, marca o fim de um importante período na obra do realizador, durante o qual realizou provavelmente os seus melhores filmes. O título faz alusão a um provérbio espanhol: "Cria corvos e eles arrancar-te-ão os olhos".
Ficha Técnica
- Título Original
- Cría Cuervos
- Intérpretes
- Ana Torrent, Conchita Pérez, Mayte Sanchez, Mónica Randall, Josefina Díaz, Germán Cobos, Héctor Alterio
- Realização
- Carlos Saura
- Produção
- Elías Querejeta Producciones Cinematográficas, Olympusat
- Autoria
- Carlos Saura
- Ano
- 1975
- Duração
- 105 minutos