O OURO DO MAR CÁSPIO
O primeiro prémio de reportagem da Mostra Atlântica de Televisão 2001, sábado à noite, em "Bombordo", o magazine do mar da RTP/2.
O caviar, e muito em particular o caviar proveniente dos esturjões beluga, foi durante séculos considerado o ouro do Mar Cáspio. Hoje, aqueles esturjões, que chegavam a atingir um peso de mais de uma tonelada, foram quase dizimados pela sobrepesca e quase já só se reproduzem em cativeiro. Quanto ao caviar, ou pelo menos ao caviar do Mar Cáspio, ele é agora uma riqueza natural em vias de extinção, pescada ilegalmente, contrabandeada, e ainda ameaçada pela poluição causada pela exploração desregrada do petróleo, actualmente o verdadeiro ouro negro das ex-repúblicas soviéticas do Cáucaso.
O Cáspio é o maior mar fechado do Mundo. Um mar rodeado por todos os lados de guerra, sofrimento, morte e ódio. Ali se desenrola agora toda uma luta sem escrúpulos por poder e riqueza. O primeiro prémio desse jogo geopolítico sangrento é o petróleo das gigantescas jazidas da região. Nessa lotaria da ambição humana, o caviar é uma saborosa terminação. E claro que a maioria dos jogadores está condenada à miséria.
Numa viagem alucinante por esse mar de problemas, entre os quais os alguns dos mais duradouros serão os da poluição deixada pelos hidrocarbonetos e pelo lixo nuclear, a reportagem da televisão estatal italiana RAI produzida e realizada por Duilio Giammaria inicia esta jornada do Daguestão, entre os pescadores clandestinos de esturjão ; faz depois escala na fronteira da Tchechénia, onde até os cemitérios estão separados por etnias; e termina no Azerbeijão, o "país do fogo", onde são inúmeras as evidências do cada vez mais desequilibrado balanço ecológico do mar Cáspio.
Ficha Técnica
- Título Original
- O OURO DO MAR CÁSPIO