Poeta "deu novas línguas à língua portuguesa" - SEC

| Cultura

Herberto Helder, falecido na segunda-feira, em Cascais, "deu novas línguas à língua portuguesa", afirma o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, na "nota pública de pesar" hoje divulgada.

"Herberto Helder é uma referência maior para a cultura portuguesa e para o seu lugar no mundo, e o seu contributo para a construção do Portugal contemporâneo um bem que a todos deu e do qual todos recebemos parte, enquanto Portugueses e falantes do Português", lê-se no mesmo documento.

No comunicado, Jorge Barreto Xavier "expressa público pesar pelo falecimento de Herberto Helder", aos 84 anos, e afirma que "ainda é cedo para nos apercebermos de forma inteira do modo como ele contribuiu para a renovação da linguagem poética e das formas da escrita e do pensamento contemporâneo, em torno da literatura e das vastas matérias por ele inscritas nas suas obras".

"Poucos foram os que, durante os últimos cem anos, tanto fizeram pela construção da língua portuguesa e tão influentes foram na organização da linguagem poética contemporânea", atesta Barreto Xavier.

O governante afirma ainda: "A sua concentração em torno do seu ofício, ignorando e recusando formas de espaço público para lá da sua escrita, são um dos sinais da sua determinação relativamente a um discurso sobre o seu trabalho e sobre a sua presença".

Para Barreto Xavier, a obra literária de Herberto Helder "inscreve-se num exercício de difícil classificação, como é natural no trabalho dos que ultrapassam as fronteiras e definem novas formas e novos territórios".

"Presto homenagem a um homem que nos ensina muito de Humanidade e, rompendo a discrição com que sempre viveu, sublinho a grandeza da sua contenção e do que nos deu", remata Barreto Xavier no comunicado que é acompanhado de uma "nota biográfica" do poeta, de autoria da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas.

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Barreto Xavier, Herberto Helder, Humanidade,

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