Conselho de Segurança da ONU condena golpe de Estado no Burkina Faso

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Os 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU "condenaram veementemente" na quinta-feira o golpe de Estado no Burkina Faso e aludiram à possibilidade de sanções contra os golpistas, se não entregarem o poder.

Numa declaração unânime, os países-membros do Conselho de Segurança reiteraram o pedido de libertação imediata do Presidente, Michel Kafando, e do primeiro-ministro, detidos pelos autores do golpe militar.

Eles exigiram que os autores do golpe de Estado "restaurem a ordem constitucional e entreguem o poder às autoridades civis de transição sem demoras" e que eles respeitem o calendário da transição, "incluindo a realização de eleições livres, equitativas e credíveis", previstas para 11 de outubro.

"Os autores desta tomada inconstitucional do poder pela força devem prestar contas", afirmam os 15 países que se dizem "preparados para tomar medidas adicionais, se necessário", numa alusão a sanções.

O Conselho "exorta também todas as partes no Burkina Faso a evitarem a violência".

Além disso reafirmou o seu "forte apoio" aos esforços de mediação do representante da ONU na África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas, que se encontrou na quinta-feira com o líder dos autores do golpe, o general Gilbert Diendéré.

O líder do golpe de Estado no Burkina Faso, Gilbert Diendéré, justificou hoje a ação devido a "uma grave situação de insegurança pré-eleitoral" e prometeu libertar as autoridades da transição, numa entrevista ao semanário Jeune Afrique.

Os dois candidatos favoritos na eleição presidencial de 11 de outubro no Burkina Faso, Zephirin Diabré e Roch Marc Christian Kaboré, condenaram na quinta-feira o golpe de Estado no país.

 

 

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