Embaixador do Iraque em Lisboa chamado a Bagdade

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O embaixador do Iraque em Portugal, Saad Mohammed M. Ali, foi chamado à capital iraquiana, Bagdade
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Bagdade convocou o embaixador do Iraque em Portugal, pai dos dois jovens suspeitos de terem agredido um outro adolescente em Ponte de Sor. A notícia está a ser avançada pela imprensa iraquiana, que refere que o diplomata terá sido chamado para falar precisamente sobre este caso.

O embaixador do Iraque em Portugal foi chamado para esclarecer o caso das agressões em Ponte de Sor, isto numa altura em que o jovem agredido já não está em coma, embora ainda se encontre internado no hospital de Santa Maria, em Lisboa.



O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ahmad Jamal, citado pelo Burathanews.com referiu que o Ministério convocou o embaixador do Iraque em Portugal, Saad Mohammed Ridha, no sentido de falar sobre o incidente que envolveu os seus dois filhos.
Dupla nacionalidade
Os filhos do embaixador suspeitos de agressão têm dupla nacionalidade. Ao que a RTP apurou, os dois jovens têm passaporte iraquiano e norte-americano.

Os irmãos falaram pela primeira vez do caso das agressões a Ruben Cavaco em Ponte de Sor. Em entrevista exclusiva à SIC, negaram ter atropelado o jovem de 15 anos, mas admitem as agressões, justificando-as como resultado de uma “receita perigosa”.


Magda Rocha, Rui Magalhães - RTP

Haider e Ridha afirmaram ainda não se considerar acima da lei, garantindo que não tencionam deixar o país. Mostraram-se mesmo disponíveis para todos os esclarecimentos que as autoridades considerem necessários.

No passado fim de semana o embaixador Saad Mohammed M. Ali já tinha manifestado preocupação com o caso e prometera colaborar com as autoridades portuguesas para “tomar medidas necessárias em relação à acusação”.

Desta feita vai prestar esclarecimentos junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Bagdade.
Testemunhos levaram GNR aos gémeos
De acordo com o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Portalegre, José Moisés, citado pela agência Lusa, "a GNR não detetou, em momento algum, estes dois suspeitos da prática daqueles factos [agressões] no ato da condução".Contactada pela RTP, a Procuradoria-Geral da República disse que até ao momento "não tem conhecimento da entrada no Ministério Público de queixa formal apresentada pelo embaixador do Iraque ou pelos seus filhos, relativamente aos factos ocorridos em Ponte de Sor".

Quando a GNR chegou ao local do incidente, "os suspeitos não estavam no local", encontrando apenas o jovem agredido "com ferimentos graves, testemunhas e pessoas que se encontravam naquela zona".

"Nós chegámos aos dois irmãos pelos testemunhos, pela indicação de quem seriam, pelas características e, como anteriormente já tinha acontecido uma situação [desacatos junto ao bar] em que estes dois rapazes já tinham sido referenciados, naturalmente foi fácil fazer a ligação", explicou aquele responsável.

O oficial de relações públicas do Comando Territorial de Portalegre da GNR acrescentou que não foi formalizada no posto de Ponte de Sor qualquer queixa por parte dos dois iraquianos sobre supostas agressões de que também tenham sido vítimas, não excluindo, no entanto, que os mesmos possam ter efetuado uma possível queixa em qualquer posto policial ou junto do Ministério Público.

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