Fogos: ajuda internacional a caminho e ordenamento como prioridade

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Fogos: ajuda internacional a caminho e ordenamento como prioridade

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No Jornal 2 a ministra da administração interna fala da ajuda internacional de emergência, Paulo Cafôfo da situação no Funchal e os professores Rio Fernandes e Bento Gonçalves das estratégias para ordenar o espaço florestal.

Portugal fez um pedido de ajuda internacional e vai ter já amanhã a operar 2 aviões Canadair de Marrocos e um terceiro vindo de Itália.

O país está também a aguardar resposta da Rússia que deverá enviar um avião pesado Beriev, um dos maores do mundo especializados a combater incêndios florestais.

A Ministra da Administração interna confirma a ajuda internacional que pode também contar com reforços aéreos a partir da vizinha região espanhola da Galiza.

Há, neste momento cerca de 200 fogos ativos em Portugal, que mobilizam quase 4800 homens.

O fogo já matou quatro pessoas. Uma no continente, três na Madeira.

No Jornal 2, o autarca do Funchal, Paulo Cafôfo, faz a atualização em direto do momento que se vive na capital da Região Autónoma da Madeira e conversa sobre a reconstrução e a obrigatoriedade de reordenamento dos espaços urbanos e florestais nesta cidade mártir.

João Fernando Ramos tem ainda tempo para refletir com os especialistas Rio Fernandes, da Universidade do Porto, e Bento Gonçalves, da Universidade do Minho sobre o ordenamento florestal que falta ao país, e a necessidade de se apostar mais na prevenção dos fogos do que no seu combate.

O desafio político sobre esta situação foi esta quarta feira deixado pelo Presidente da república que visitou áreas ardidas quer no continente, quer na Madeira.

À prevenção o país reserva para ações todo o ano, vinte milhões de euros. O dispositivo de combate, para atuar nos quatro meses de verão, consome mais de 14 milhões de euros do Orçamento do Estado do ano corrente.

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Na Grande Entrevista da RTP, o ministro João Matos Fernandes lamentou que os problemas ambientais sejam muitas vezes menorizados.

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Uma caricatura do mundo em que vivemos.