Procuradora diz que há casos de enriquecimento ilícito

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"Não tenho nada conta a riqueza, que aliás é necessária. Mas esta é uma riqueza má porque é feita através do erário público"
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A directora do Departamento de Investigação Penal de Lisboa (DIAP) diz que há casos de enriquecimento ilícito e Portugal. Em entrevista ao jornal Sol, Maria José Morgado revela que existem "políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários".

"Os titulares de cargos políticos e os funcionários camarários metem-se nos negócios sujos porque querem enriquecer rapidamente", afirmou a magistrada.

Maria José Morgado considera que o financiamento das campanhas partidárias é "um mito" e que "não podemos justificar todos os atentados urbanísticos com o financiamento dos partidos".

"Os partidos são um pretexto, o que não quer dizer que não vá lá parar qualquer coisa", acrescentou a procuradora que defende que "tem de haver transparência e intransigência ao nível das campanhas" eleitorais.

"Quando, por exemplo, um empreiteiro cede um edifício para a sede de uma campanha: pela dinâmica natural das coisas, se o partido ganhar irá promover adjudicações ou licenciamentos", exemplificou a directora do Departamento de Investigação Penal de Lisboa.

Maria José Morgado defende uma lei contra o enriquecimento ilícito porque "permitiria a repressão penal de titulares de cargos políticos que quando iniciaram funções eram pobres e ao fim de uns anos estão milionários".

"Não tenho nada conta a riqueza, que aliás é necessária. Mas esta é uma riqueza má porque é feita através do erário público", sublinhou.

 


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DIAP, Maria José Morgado,

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