Lula "não me veio meter nenhuma cunha", afirma Passos

| Política
Lula não me veio meter nenhuma cunha, afirma Passos

A ver: Lula "não me veio meter nenhuma cunha", afirma Passos

Pedro Passos Coelho garantiu esta segunda-feira que Lula da Silva não tentou "meter nenhuma cunha" a favor da Odebrecht ou de outra empresa brasileira.

"O ex-presidente Lula da Silva não me veio meter nenhuma cunha para nenhuma empresa brasileira", começou por dizer o primeiro-ministro.

"Para ser uma coisa que toda a gente perceba direitinho, é assim. Não me veio dizer: há aqui uma empresa que eu gostava que o senhor, se pudesse, desse ali um jeitinho. Isso não aconteceu. E nem aconteceria, estou eu convencido, nem da parte dele, nem da minha parte", continuou Passos Coelho.

Esta é a resposta do primeiro-ministro à informação divulgada pela imprensa brasileira. O jornal O Globo revelou o teor de um telegrama em que o ex-Presidente do Brasil teria pedido a Pedro Passos Coelho para que este desse atenção aos interesses da Odebrecht na privatização da Empresa-Geral de Fomento.

Lula da Silva está a ser investigado por alegado favorecimento à construtora Odebrecht em negócios em Portugal e em Cuba. A empresa encontra-se envolvida na operação Lava Jato, que investiga eventuais desvios de dinheiro da Petrobrás, a gigantesca multinacional do setor energético e que é controlada pelo Estado brasileiro.

Em resposta aos jornalistas, no final de uma conferência, num hotel de Lisboa, o chefe do executivo adiantou que não recebeu nenhum pedido de informações das autoridades judiciais brasileiras sobre este assunto.

"Não, nenhum", garantiu o primeiro-ministro.

A informação mais vista

+ Em Foco

Em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios, José Theotónio considera que existe uma diferença de preços muito significativa em relação a mercados concorrentes.

Em entrevista à RTP, o embaixador francês analisa o atual momento do país, os populismos, os emigrantes portugueses e o interesse francês em Portugal.

    A Associação Adeptos dos Sonhos faturava cerca de 2600 euros por dia, alegadamente para ajudar crianças carenciadas, mas 90% do dinheiro que recebia ia para uma empresa privada do namorado da presidente.

    Entrevista de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, à RTP.