Covid-19. Vacina da Pfizer com eficácia de 100% em adolescentes dos 12 aos 15 anos

A vacina contra a covid-19 da Pfizer revelou, em ensaios clínicos, uma eficácia a longo prazo de 100 por cento em adolescentes entre os 12 e os 15 anos. A informação foi avançada esta segunda-feira pela farmacêutica, numa altura em que vários especialistas alertam para o aumento dos casos de infeção pelo novo coronavírus nas faixas etárias mais jovens.

RTP /
Os dados da Pfizer foram medidos ao longo de sete dias consecutivos. Jon Cherry - Reuters

Os dados da Pfizer foram medidos ao longo de sete dias consecutivos, cerca de quatro meses após adolescentes dos 12 aos 15 anos terem recebido a segunda dose da vacina.

A empresa acredita que estes resultados poderão contribuir para a aprovação da vacinação desta faixa etária nos Estados Unidos e no resto do mundo.

A Pfizer/BioNTech vai, agora, tentar receber aprovação das autoridades reguladoras de saúde para avançar com uma dose de 30 microgramas em maiores de 12 anos.

Em maio, a vacina tinha já sido autorizada pela Food and Drug Administration (FDA) para uso de emergência em pessoas com idades entre os 12 e os 15 anos.

Pouco depois, em agosto, obteve aprovação total para uso em maiores de 16 anos.

Os mais recentes dados da Pfizer são divulgados numa altura de grande preocupação sobre o estado da pandemia, com muitas nações a regressarem ao confinamento e a reforçarem outras medidas de contenção do vírus.

A Organização Mundial de Saúde já manifestou receio perante o aumento de casos de covid-19 na Europa e advertiu que cerca de 500 mil pessoas podem morrer até março de 2022 se não forem tomadas medidas urgentes.

As preocupações incidem, em grande parte, sobre as faixas etárias mais jovens, que ainda não receberam a vacina.

Em Portugal, as pessoas com 80 ou mais anos, que há um ano eram as mais afetadas pelo novo coronavírus, foram agora ultrapassadas pelo grupo dos cinco aos dez anos de idade, por ser uma “faixa etária onde não utilizamos ainda a vacinação”, esclareceram os especialistas na última reunião sobre o estado da pandemia no país, no Infarmed.

A covid-19 provocou já pelo menos 5,4 milhões de mortes em todo o mundo, entre mais de 257 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.
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