Agustina morre aos 96 anos. Um nome que quase dispensa apelidos

por Antena 1

Foto: João Relvas - Lusa

Agustina estava retirada da vida pública, desde 2006, devido a problemas de saúde. A escritora é reconhecida pelo brilhantismo com que passava para o papel, retratos de um país.

Agustina deixa uma marca na literatura nacional, com romances aclamados, como "A Sibila", ou "Vale Abraão".

Com um ritmo alucinante de escrita. Quase um livro publicado por ano ao longo de meio século.

Agustina Bessa Luís era também dona de um sentido de humor fora do comum. Mesmo corrosivo, segundo o poeta Manuel Alegre.

Agustina Bessa Luís foi alvo de várias distinções e condecorações.

Em 2004, aos 81 anos, recebeu mesmo o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões.

Viu também vários livros adaptados ao cinema, pelo realizador Manoel de Oliveira.

A cerimónia fúnebre da escritora Agustina Bessa-Luís decorrerá na terça-feira, na Sé Catedral do Porto, seguindo depois para o cemitério do Peso da Régua, Vila Real, revelou o Círculo Literário Agustina Bessa-Luís.

Em comunicado, a direção explica que o corpo da escritora ficará em câmara ardente na Sé Catedral do Porto, a partir das 10:30 de terça-feira. Às 16:00 "serão celebradas exéquias solenes", presididas pelo bispo do Porto.

O Governo decretou para terça-feira um dia de luto nacional pela morte da escritora.