ARCOmadrid arranca com 13 galerias portuguesas e apresentações de projetos nacionais
A edição de 2026 da ARCOmadrid, uma das feiras de arte contemporânea mais visitadas do mundo, arranca hoje na capital espanhola com Portugal representado no programa geral por 13 galerias.
A presença portuguesa na 45.ª ARCOmadrid estende-se ainda à agenda de atividades da feira, com a apresentação de diversos projetos e coleções, assim como um espaço expositivo permanente da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC).
Esta é a primeira vez que a RPAC está presente na ARCOmadrid, que decorre ate domingo na IFEMA, o espaço de feiras de Madrid, e recebeu mais de 95 mil visitantes nas últimas edições, entre profissionais, colecionadores e outro tipo de público.
A participação da RPAC resulta de um acordo entre a Direção-geral das Artes (DGArtes) e a IFEMA e "inclui um espaço expositivo que dá a conhecer a Rede, a sua distribuição pelo território nacional e os principais valores e objetivos da DGArtes para a dinamização da arte contemporânea portuguesa", segundo um comunicado do governo português.
Além deste espaço expositivo permanente, na sexta-feira à tarde, o diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues, fará no auditório da ARCOmadrid a "primeira apresentação internacional" da RPAC (com o título "Uma rede aberta ao mundo").
Ainda na sexta-feira à tarde, o diretor artístico do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), João Pinharanda, apresentará no mesmo espaço a coleção da Fundação EDP, e a curadora da CACE -- Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Sandra Vieira Jürgens, participará no debate "Colecionismo Institucional", moderado por Ana Patrícia Severino, em que participa também o francês Martin Bethenod, diretor do Bourse de Commerce, o museu da Coleção Pinault (em Paris).
Para sábado, está prevista a apresentação na ARCOmadrid do projeto MUZEU, do grupo dst, que tem abertura prevista para abril, em Braga, e uma iniciativa do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, com o título "A Escrita da Arte. Textos de Artistas Portugueses (1958-1992)", com Désirée Pedro, Carlos Antunes e Catarina Rosendo.
A 45.ª ARCOmadrid arranca hoje com 170 galerias no programa geral, a que se somam outras representadas em três secções comissariadas.
No programa geral de 2026 da ARCOmadrid haverá 13 galerias portuguesas ou presentes em Portugal: Balcony, Cristina Guerra Contemporary Art, Foco, Fortes D`Aloia & Gabriel. Francisco Fino, Jahn und Jahn, Kubikgallery, Lehmann, Mais Silva, Miguel Nabinho, Monitor, Pedro Cera e Vera Cortês.
Além do programa geral, a edição de 2026 terá três secções comissariadas: "Opening", dedicada a novas galerias e, na qual, ao contrário dos últimos anos, não haverá desta vez presença portuguesa; "ARCO20245" e "Perfis. Arte Latinoamericana".
A ARCOmadrid sublinha que estarão representados 31 países na edição de 2026 e o peso da América Latina, com "uma especial participação do Brasil e da Argentina".
Há 15 galerias brasileiras no programa geral da ARCOmadrid de 2026 e quatro na secção "Perfis. Arte Latinoamericana".
A ARCOmadrid decorre naquela que é conhecida como a Semana da Arte de Madrid e coincide com a realização, na capital espanhola, de outras feiras e iniciativas ligadas à arte contemporânea.
Duas dessas iniciativas contam também com presença portuguesa: a Art Madrid`26 e a Feira de Arte CAN (Contemporary Art Now).
Na Art Madrid`26, feira de arte que decorre de hoje a domingo na Galeria de Cristal do Palácio de Cibeles, no edifício sede da câmara municipal de Madrid, participam três galerias nacionais: São Mamede (Lisboa), Nuno Sacramento Arte Contemporânea (Ílhavo) e Trema Arte Contemporânea (Lisboa, Portugal).
Na Feira de Arte CAN (Contemporary Art Now) Madrid, entre quinta-feira e domingo, no Matadero Madrid, estará a galeria portuguesa Underdogs, de Lisboa.
Durante estes dias, está prevista uma visita a Madrid da ministra da Cultura de Portugal, Margarida Balseiro Lopes, que inclui uma passagem pela ARCOmadrid, na quinta-feira, e pela exposição com obras da CACE que está desde outubro na Casa Encendida, um espaço cultural no centro da capital espanhola.
Margarida Balseiro Lopes visita hoje à tarde esta exposição, que tem como título "Inquietação. Liberdade e Democracia" e reúne obras de 50 artistas, que "percorrem meio século de transição democrática" em Portugal e Espanha.