Associação de exibidoras de cinema pondera medidas de apoio do Governo
A Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas (APEC) está a estudar as medidas de apoio do Governo aos exibidores afetados pelo mau tempo e pondera um pedido adicional ao Ministério da Cultura, disse à Lusa fonte da entidade.
De acordo com o diretor-geral da APEC, Fernando Ventura, que representa as principais exibidoras de cinema no país, o mau tempo teve impacto sobretudo na região de Leiria, com o montante de prejuízo nas salas de cinema ainda a ser apurado.
"A APEC, em conjunto com os exibidores afetados, está a estudar as medidas de apoio já disponibilizadas pelo Governo, não excluindo um pedido adicional de apoio ao Ministério da Cultura", afirmou o diretor-geral.
Por causa da intempérie provocada pelas depressões Kristin e Leonardo, o complexo Cinema City de Leiria, da exibidora LNC-Cinema City, sofreu inundações e teve de ser encerrado.
Na semana passada, a exibidora revelou que todo o centro comercial NorteSul, onde funciona o CinemaCity Leiria, está encerrado desde o dia 28 de janeiro, mas só uma semana depois é que os cinemas sofreram estragos com uma inundação pelas chuvas intensas.
Fonte da APEC disse à Lusa que esta é a situação mais grave entre os seus associados e que a hipótese de fazer um pedido adicional à tutela da Cultura insere-se também "num trabalho abrangente tendo em vista o crescimento do setor, da adesão do público e a valorização do cinema em geral e do cinema nacional, em particular".
A NLC - Cinema City não tem ainda uma previsão para a reabertura do complexo de cinemas em Leiria, que funciona na cidade desde 2007, com sete salas com capacidade para 1.475 lugares.
Este é o único complexo exclusivamente dedicado ao circuito comercial no distrito de Leiria, depois do encerramento das salas da exibidora Cineplace em Leiria e nas Caldas da Rainha.
Na cidade de Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva e no Teatro Miguel Franco -- que têm alguma programação de cinema -- também foram identificadas infiltrações e danos estruturais em vidros, ar condicionado, segundo um balanço da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, afetando a programação definida.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.