Os danos e a evolução do estado do tempo ao minuto

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Os danos e a evolução do estado do tempo ao minuto

Até dia 15, há 68 concelhos com situação de calamidade. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação climatérica em Portugal.

Inês Moreira Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /
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RTP /

Proteção Civil indica ligeira melhoria nas zonas inundadas

Durante a noite passada, a proteção civil não registou ocorrências significativas relacionadas com o mau tempo. De acordo com José Costa, houve uma ligeira melhoria da situação nas zonas inundadas.

"Foi uma noite calma, apesar de ter chovido muito até à meia-noite. Registámos 29 ocorrências dispersas por todo o território do continente. No que diz respeito às zonas inundadas, houve uma ligeira melhoria", adiantou à Lusa José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Apesar de uma melhoria do estado do tempo no domingo, estão previstos para terça e quarta-feira novos episódios de chuva forte e persistente devido a uma massa de ar com características tropicais, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
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RTP /

Situação preocupante no norte do país

Também a Agência Portuguesa do Ambiente alerta para a precipitação que vai complicar os caudais dos rios.
José Pimenta Machado, da APA, refere que a frente meteorológica que traz muita pluviosidade, vai chegar durante a próxima madrugada e vai afetar as bacias da região norte. Já a bacia do Tejo apresenta hoje uma acalmia.
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RTP /

Estradas cortadas e danificadas em Arruda dos Vinhos

Em Arruda dos Vinhos há estradas cortadas e condicionadas, devido às crateras que se formaram no alcatrão com o mau tempo dos últimos dias. Só há uma via nacional, através de Alverca, por onde a população pode passar.

Houve também vários deslizamentos de terra no concelho, o que acabou por levar ao rebentamento de uma conduta. Há sete mil pessoas sem água.
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RTP / Antena 1 /

Chuva continua e vai ser mais forte amanhã a norte

A depressão Marta já passou, mas a chuva ainda não. Há aviso amarelo da meteorologia para Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.

Foto: Erik Witsoe - Unsplash

Amanhã, terça-feira, o estado do tempo agrava-se, com mais precipitação e forte sobretudo no norte do país, como explica a meteorologista do instituto do mar e da atmosfera, Ângela Lourenço.

O vento vai soprar com menos intensidade, mas há um agravamento da agitação marítima.
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RTP /

Estradas ainda cortadas

Em santarém, a estrada nacional 365 continua submersa. A estrada que faz a ligação entre a ponte de Reguengo e Valada no Cartaxo continua interdita.

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Lusa /

Retomada circulação na linha ferroviária da Beira Baixa

A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, que estava suspensa devido ao mau, da última semana de janeiro, foi retomada, informou hoje a CP - Comboios de Portugal pelas 06:00.

Lusa

Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.

Mantém-se com constrangimentos a Linha do Norte, estando a ser efetuados os serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.

Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.

O Comboio Internacional Celta continua com circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

68 concelhos ainda em situação de calamidade. Estado do tempo piora amanhã

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15. Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Apesar de uma ligeira acalmia no dia de hoje, o tempo piora de novo amanhã.

Os distritos hoje em aviso amarelo, em fases diferentes do dia, são todos os distritos do litoral exceto Setúbal e ainda Portalegre e Évora. Nos distritos do sul o aviso acaba esta madrugada.

Segundo as previsões atualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.

Ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa nas regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.

Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.

O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
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RTP /

Arruda dos Vinhos pede estado de calamidade

Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal são as zonas mais afetadas pela fúria da tempestade

Foto: Filipa Venâncio - RTP

Rasto de destruição de norte a sul. Em Arruda dos Vinhos, o solo cedeu perante a intensidade da chuva, causando aluimentos de terras que cortaram vias e obrigaram à retirada de várias pessoas das suas casas.

Entretanto, em Alcácer do Sal, a subida das águas voltou a ditar um cenário de emergência, com a cidade a acordar inundada pelo segundo dia consecutivo.
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RTP /

Onze mil desalojados em Espanha e milhões de euros em prejuízos

As tempestades também têm estado a atingir a Espanha. O Governo de Pedro Sánchez vai declarar a Andaluzia uma "zona gravemente afetada por emergência civil" depois da passagem das tempestades Leonardo e Marta.

Hoje o mau tempo está a dar uma trégua mas ainda há cerca de 11 mil desalojados.

As autoridades receiam ainda a subida das águas do rio Guadalquivir que está a ameaçar várias localidades.

Os prejuízos das tempestades na Andaluzia são muito elevados, há centenas de casas debaixo de água, estradas destruídas e muitas colheitas perdidas.
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RTP /

Proteção Civil alerta para chuva intensa nos próximos dias, aumento dos caudais e deslizamento de terras. O risco "mantém-se"

A Proteção Civil continua em alerta devido a um possível "aumento dos caudais". No habitual briefing Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil explicou que nas próximas horas mantém-se a instabilidade, com a previsão de chuva intensa para os próximos dias.

Portugal continental vai continuar nas próximas horas com um quadro meteorológico adverso e com o risco de cheias nas zonas ribeirinhas e movimentos de terra, alertou hoje a Proteção Civil, aconselhando a população a manter a precaução.

"Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas", referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.

No 'briefing' das 19:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), Mário Silvestre referiu que ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa na regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.

Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.

O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.

Até às 18:00 de hoje, na sequência das depressões meteorológicas desde o final de janeiro, foram ativados nove planos distritais e 117 planos municipais e emitidas 19 declarações de situação de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.

O comandante sublinhou que a precipitação é o principal fator a espoletar as cedências do terreno e alertou para que a população redobre os cuidados, como não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar eletricidade e gás, proteger equipamentos elétricos e medicamentos, e manter crianças e animais em segurança.

Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos e não se aproximar de cabos elétricos caídos, que podem ainda estar em carga.

C/ Lusa 
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