Proteção Civil indica ligeira melhoria nas zonas inundadas
Situação preocupante no norte do país
Estradas cortadas e danificadas em Arruda dos Vinhos
Chuva continua e vai ser mais forte amanhã a norte
A depressão Marta já passou, mas a chuva ainda não. Há aviso amarelo da meteorologia para Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.
O vento vai soprar com menos intensidade, mas há um agravamento da agitação marítima.
Estradas ainda cortadas
Em santarém, a estrada nacional 365 continua submersa. A estrada que faz a ligação entre a ponte de Reguengo e Valada no Cartaxo continua interdita.
Retomada circulação na linha ferroviária da Beira Baixa
A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, que estava suspensa devido ao mau, da última semana de janeiro, foi retomada, informou hoje a CP - Comboios de Portugal pelas 06:00.
Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.
Mantém-se com constrangimentos a Linha do Norte, estando a ser efetuados os serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.
Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.
O Comboio Internacional Celta continua com circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma.
Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
68 concelhos ainda em situação de calamidade. Estado do tempo piora amanhã
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15. Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Apesar de uma ligeira acalmia no dia de hoje, o tempo piora de novo amanhã.
Segundo as previsões atualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.
Ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa nas regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.
Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.
O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
Arruda dos Vinhos pede estado de calamidade
Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal são as zonas mais afetadas pela fúria da tempestade
Foto: Filipa Venâncio - RTP
Entretanto, em Alcácer do Sal, a subida das águas voltou a ditar um cenário de emergência, com a cidade a acordar inundada pelo segundo dia consecutivo.
Onze mil desalojados em Espanha e milhões de euros em prejuízos
As tempestades também têm estado a atingir a Espanha. O Governo de Pedro Sánchez vai declarar a Andaluzia uma "zona gravemente afetada por emergência civil" depois da passagem das tempestades Leonardo e Marta.
As autoridades receiam ainda a subida das águas do rio Guadalquivir que está a ameaçar várias localidades.
Os prejuízos das tempestades na Andaluzia são muito elevados, há centenas de casas debaixo de água, estradas destruídas e muitas colheitas perdidas.
Proteção Civil alerta para chuva intensa nos próximos dias, aumento dos caudais e deslizamento de terras. O risco "mantém-se"
A Proteção Civil continua em alerta devido a um possível "aumento dos caudais". No habitual briefing Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil explicou que nas próximas horas mantém-se a instabilidade, com a previsão de chuva intensa para os próximos dias.
"Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas", referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.
No 'briefing' das 19:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), Mário Silvestre referiu que ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa na regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.
Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.
O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
Até às 18:00 de hoje, na sequência das depressões meteorológicas desde o final de janeiro, foram ativados nove planos distritais e 117 planos municipais e emitidas 19 declarações de situação de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
O comandante sublinhou que a precipitação é o principal fator a espoletar as cedências do terreno e alertou para que a população redobre os cuidados, como não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar eletricidade e gás, proteger equipamentos elétricos e medicamentos, e manter crianças e animais em segurança.
Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos e não se aproximar de cabos elétricos caídos, que podem ainda estar em carga.