Blue Man Group traz a Lisboa espectáculo interactivo com música e multimédia

Blue Man Group traz a Lisboa espectáculo interactivo com música e multimédia

Lisboa, 19 Mar (Lusa) - "How to Become a Megastar", espectáculo que o Blue Man Group, colectivo norte-americano, vem apresentar a Lisboa, consiste num manual de como atingir o estrelato musical pontuado por música, multimédia e interactividade.

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À Lusa, Brian Scott, um dos elementos do Blue Man Group, sublinhou que "How to Become a Megastar" surgiu da ideia de "criar um espectáculo de rock que seja relevante e real e que crie uma experiência entre o público e os intérpretes".

O colectivo é formado por quatro artistas, sendo que por noite actuam três elementos rodando entre si durante o período de digressão.

Brian Scott sublinha que é importante ter uma percepção de "How to Become a Megastar" do lado do público, reconhecendo o artista sentir uma pressão extra quando presente na audiência.

"Definitivamente sinto mais pressão estando a assistir no público. Em palco sinto-me um pouco nervoso antes de começar mas depois quase não penso em mais nada excepto no estar a fingir ser um `Blue Man`", concretiza.

No que refere às expectativas pela presença do colectivo em Portugal, Brian Scott adivinha como "excelente" os espectáculos agendados para o Casino Lisboa.

"No ano passado estivemos na Argentina, Brasil, Chile e mais recentemente na Alemanha e Áustria, e cada vez que vamos a um novo sítio não fazemos ideia de como o espectáculo irá correr, mas até agora em todos os sítios que fomos o espectáculo conectou bem com o público", remata.

Já Adrian Hartley, cantora que acompanha o Blue Man Group de há três meses para cá em "How to Become a Megastar", afirmou à Lusa que "o espectáculo evolui de diferentes formas".

"Os músicos mudaram um pouco desde o começo, às vezes é preciso habituarmo-nos a várias pessoas, mas as pessoas envolvem-se de uma forma muito próxima", reconhece.

A um nível pessoal, a cantora confessou à Lusa que antes de integrar o actual espectáculo do colectivo norte-americano "fazia algum dinheiro" a fazer vozes de apoio a outras bandas e a tocar em diversos clubes de concertos "por divertimento".

Sobre a integração no Blue Man Group, Adrian Hartley define-a como "fantástica".

"Ganho o maior dinheiro que alguma vez ganhei, tenho o maior divertimento que alguma vez tive e visito o maior número de países possível", remata.

Vestidos de negro e pintados de azul, as três personagens que constituem o "Grupo dos Homens Azuis" são protagonistas de um espectáculo interactivo, onde a música rock, a mímica, a comédia e a componente multimédia se aliam, gerando, segundo comunicado da promotora UAU, "instantes únicos e inesquecíveis".

O Blue Man Group apresenta-se ao vivo vestido por fatos latex azul. No seu espectáculo, incorporam, para além de música, a participação do público, num espectáculo de vincada interactividade.

Oriundo de Manhattan e com actuações residentes em Nova Iorque, Chicago, Las Vegas, Berlim e Tóquio, por exemplo, o Blue Man Group encabeçou até ao momento diversas digressões e participações em eventos corporativos e publicitários desde 1988, ano da sua formação.

O trio editou até ao momento dois álbuns: "Audio", de 1999, e "The Complex", de 2004, no qual participaram cantores como Gavin Rossdale, ex-vocalista dos Bush, Dave Matthews ou Tracy Bonham. Paralelamente, o Blue Man Group lançou no mercado diversos singles, alguns dos quais em formato vinil, incluindo "Boston Roll", de 2005, trabalho com versões dos The Who, Devo e Ozzy Osbourne.

As sessões no Casino Lisboa decorrem de terça a domingo, às 22:00, sendo que, aos fins-de-semana (sábados e domingos), decorrerão sessões extraordinárias, pelas 17:00.

PZF/AMN

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