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China acolhe primeira exposição da Coleção de Arte Contemporânea do Estado fora da Europa

China acolhe primeira exposição da Coleção de Arte Contemporânea do Estado fora da Europa

A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) vai inaugurar a sua primeira exposição internacional fora do espaço europeu, em Xangai, na China, a 08 de novembro, com obras de artistas como Paula Rego, Júlio Pomar e Lourdes Castro.

Lusa /

Intitulada "Paisagem Instável / Unstable Landscape", a mostra estará patente na Fosun Foundation até 14 de dezembro de 2025, no âmbito da 7.ª edição da Shanghai International Art Trade Week, anunciou hoje a Museus e Monumentos de Portugal (MMP).

Com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, a exposição reúne obras de artistas portugueses provenientes da Coleção de Arte Contemporânea do Estado e da Coleção Millennium bcp, destacando-se nomes como Paula Rego, Ângelo de Sousa, Lourdes Castro, Jorge Pinheiro, Júlio Pomar e Maria Helena Vieira da Silva, bem como criadores de gerações mais recentes, entre os quais Alice dos Reis, Diogo Evangelista, Joana da Conceição, Carlos Bunga, Catarina Leitão e Daniela Ângelo.

Sob o tema da paisagem, entendida de forma ampliada, como território físico, mental, simbólico e social, "Unstable Landscape" propõe uma reflexão sobre as formas como os artistas portugueses têm reinterpretado este conceito nas últimas décadas.

A mostra articula diferentes linguagens, do desenho à escultura, passando pela pintura e pela fotografia, e constrói um percurso entre "memória e imaginação, matéria e metáfora, explorando o modo como o espaço é habitado, percebido e transformado pela experiência humana", explica a MMP, em comunicado.

Todas as obras apresentadas partilham a "mesma inquietação", de mapear a instabilidade do mundo, a mudança constante da natureza e das formas de viver e representar o real.

Neste sentido, "Unstable Landscape" coloca em diálogo "memórias coletivas e subjetivas, paisagens naturais e urbanas, presenças humanas e forças geológicas, construindo uma cartografia aberta das relações entre o humano, o natural e o social".

A exposição resulta de uma parceria entre a Museus e Monumentos de Portugal, o Consulado-Geral de Portugal em Xangai/Camões -- Instituto da Cooperação e da Língua, e conta com o apoio da Fundação Millennium bcp, do Turismo de Portugal e da Fidelidade Seguros.

Em destaque, a obra "Porto" (1962), de Maria Helena Vieira da Silva, cedida pela Coleção Millennium bcp e cuja exibição assinala o 30.º aniversário da geminação entre as cidades do Porto e Xangai.

A pintura, que reinterpreta a geografia urbana como um labirinto luminoso, simboliza o diálogo cultural entre os dois países e reflete o espírito da exposição: o da paisagem como construção instável e mutável.

Ao estrear-se fora da Europa, a Coleção de Arte Contemporânea do Estado reforça o seu compromisso com a internacionalização da arte portuguesa e o diálogo intercultural, projetando Portugal como parceiro ativo nas redes culturais globais.

"A mostra convida o público chinês a descobrir a pluralidade de vozes e linguagens que compõem a arte contemporânea portuguesa", acrescenta a MMP.

A exposição em Xangai insere-se no programa de circulação internacional da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, que já passou por Madrid, com "Uma Casa, Teatro do Mundo" (2023), por Berlim, com "Fresh Breeze" (2023--2024), e por Roma, com "Uma Volta ao Sol" (2024), e que prosseguirá com um regresso a Madrid, com "Inquietude. Liberdade e Democracia" (2025--2026).

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