Coreógrafa espanhola Rocío Molina apresenta em Portugal "Caída del Cielo"

A coreógrafa e bailaria espanhola Rocío Molina apresenta, no Porto e na Figueira da Foz, nos próximos dias 14 e 15, "Caída del Cielo", um espetáculo em que a artista convoca o flamenco para refletir sobre feminilidade.

Lusa /

Em estreia nacional, a bailarina natural de Málaga apresenta o espetáculo no Rivoli, Porto, a 14, e no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, no dia 15, numa coapresentação do Citemor - Festival de Montemor-o-Velho, onde estará numa residência criativa em agosto, que vai culminar com a apresentação de um `site specific`, informou à agência Lusa a organização do festival.

O espetáculo "Caída del Cielo" é "uma peça construída entre opostos, em que o movimento transita do equilíbrio para a desmesura, da beleza para o grotesco, da sobriedade para a voluptuosidade, do ortodoxo para o politicamente incorreto", salienta o Citemor.

Acompanhado por músicos, o baile de Rocío Molina, que cruza o flamenco tradicional com a dança contemporânea, "é uma queda livre" que faz o público "aterrar num paraíso escuro e denso, preenchido por um corpo camaleónico e poderoso", refere a organização do festival de Montemor-o-Velho.

Depois da passagem pelo Porto e pela Figueira da Foz, Rocío Molina vai encerrar o programa do Citemor, que decorre de 25 de julho a 17 de agosto, onde vai desenvolver um `site specific` para a sua série designada "Impulsos".

De acordo com a organização do Citemor, esta série de Molina é "um conjunto de performances em que a artista se lança na conquista de espaços e situações improváveis".

Associada desde 2014 ao Teatro Nacional de Chaillot, em Paris, Rocío Molina "é atualmente uma das artistas espanholas com maior projeção internacional", tendo sido distinguida com o Prémio Nacional de Dança em Espanha, em 2010, o Prémio Max para melhor intérprete feminina, em 2017, e o National Dance Award, do Reino Unido (UK), em 2019, salienta o Citemor.

Em 2018, num perfil do El País sobre Rocío Molina, o escritor Juan José Téllez dizia ao jornal espanhol que, se o famoso guitarrista Paco de Lucía respeitava a tradição do flamenco mas também lhe desobedecia, o mesmo se sucedia com a coreógrafa natural de Málaga.

"É uma absoluta esponja que, ao mesmo tempo, extrai elementos da dança contemporânea, da música étnica e de muitas influências diversas, não apenas das canónicas", referia o escritor, considerando que a dança de Molina "é nova, mas vem de longe".

Nesse mesmo perfil, a coreógrafa sublinhava que não dança para os críticos ou sequer para o público, apenas porque necessita de bailar. "Se não, morria", contava ao El País Rocío Molina.

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