Diretor do Museu de Arte Antiga participa em delegação que vai entregar manifesto ao papa

| Cultura

O diretor do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), António Filipe Pimentel, é um dos 17 historiadores de arte que entregam na quarta-feira, ao papa Francisco, em Roma, o manifesto "Arte e Cultura ao serviço da paz no mundo".

Fonte do museu, em Lisboa, revelou hoje à agência Lusa que o diretor, especialista em arte antiga, foi convidado a participar na delegação de 17 países de quatro continentes que estarão presentes na Conferência Internacional para a Cultura, Arte e Paz.

Nesse encontro vão assinar o documento oficial para a promoção do património e das atividades culturais como língua universal para o diálogo entre os povos, para entregar numa audiência geral com o papa.

Participam, entre outros, Sabine Haag, especialista em arte moderna e contemporânea, diretora do Museu Kunsthistorisches de Viena, na Áustria; Sergei Androsov, especialista na arte europeia no Museu Hermitage de São Petersburgo, na Rússia; Juan Ignacio Vidarte, especialista em arte contemporânea, diretor-geral do Museu Guggenheim de Bilbao, em Espanha.

Nina Torres, especialista em arte contemporânea, diretora executiva da Miami River Art Fair, nos EUA, e Dimitrios Pandermalis, especialista em arqueologia e arte antiga, diretor do Museu da Acrópole, em Atenas, na Grécia, estão também entre os especialistas.

Participam ainda no encontro especialistas em conservação, patronos da arte e colecionadores de todo o mundo.

Na quinta-feira decorrem encontros institucionais e os delegados irão participar num painel de debate, moderado por Alessandro Cerioli, intitulado "Arte, luz de Deus, iluminando a humanidade com a luz divina da arte".

Na sede do parlamento italiano, no Palácio Montecitorio, haverá um encontro moderado por Mario Baccini, ex-ministro da Função Pública e presidente da Agência Nacional de Microcrédito e da Fundação Foedus.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, de pintura, escultura e artes decorativas, portuguesas e europeias, e da Expansão Marítima Portuguesa, com exemplares que vão da Idade Média ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

Além dos Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, o acervo integra ainda, entre outros tesouros, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por D. Manuel I, datada de 1506, e Biombos Namban, do final do século XVI, que registam a presença dos portugueses no Japão.

Grão Vasco, Gregório Lopes, Cristóvão de Morais, Sebastião Rodrigues, Josefa D`Óbidos, Domingos António de Sequeira são alguns dos pintores portugueses patentes no MNAA.

Piero della Francesca, Hans Holbein, o Velho, Pieter Bruegel, o jovem, Lucas Cranach, Albrecht Dürer, Jan Steen, Pieter de Hooch, van Dyck, Murillo, Ribera, Nicolas Poussin, Tiepolo, Francisco de Zurbarán e Jheronymus Bosch são alguns dos mestres europeus representados na coleção do MNAA.

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