Cultura
EUA cortam financiamento da UNESCO
A aceitação da Autoridade Palestiniana como membro da UNESCO, esta tarde, em Paris, provocou ondas de choque. A vitória palestiniana está a ser vista como uma derrota de Israel e dos Estados Unidos. Washington anunciou a suspensão do seu financiamento a esta agência da ONU, cerca de 60 milhões de dólares, já em Novembro.
Um porta-voz da representante para a política externa da União Europeia, Catherine Ashton, reagiu à polémica. "A União Europeia apela todos os membros a refletir e a não tomar decisões precipitadas", referiu.
"Devemos fazer tudo para evitar consequências prejudiciais à ação da organização das Nações Unidas, que colocou a paz, a erradicação da pobreza, o desenvolvimento sustentável e o diálogo entre as culturas no centro da sua ação", acrescentou o porta-voz.
Um apelo direto ao Estados Unidos que anunciaram a decisão de suspender a sua contribuição à UNESCO, o qual representa cerca de 22% do orçamento da agência.
O Secretário-geral da ONU também está preocupado. "Vamos ter de trabalhar em soluções práticas para preservar os recursos financeiros da UNESCO", sublinhou o Secretario-geral da ONU, Ban Ki Moon, em Nova Iorque.
Lei EUA proíbe financiamento
"Devíamos efetuar um depósito de 60 milhões de dólares à UNESCO em Novembro e não o vamos fazer", declarou por seu lado Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado, à imprensa. E explicou que a admissão da Palestina "provoca automaticamente uma medida legislativa que impede os Estados Unidos de financiar a UNESCO".
A lei impede Washington de financiar qualquer instituição das Nações Unidas que aceite membros que não possuam os "atributos estatais internacionalmente reconhecidos", designação que é habitualmente interpretada como referindo-se à filiação na ONU.
Washinton criticou o voto, que classificou de "prematuro" e "contra-produtivo" à reabertura das negociações de paz israelo-palestinianas.
Democratas e Republicanos repudiaram também a decisão: "A ação imprudente de hoje por parte da UNESCO é anti-Israel e anti-paz", considerou a republicana Ileana Ros-Lehtinen, responsável pelo Comité dos Negócios Estrangeiros da Casa dos Representantes.
"Tragédia" para Israel
Israel anunciou que vai refletir na sua cooperação futura com a UNESCO, segundo o Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros.
Já o embaixador israelita na UNESCO, Nimrod Barkan, considerou o voto "uma tragédia".
"Forçaram um corte drástico nas contribuições à organização", disse Barkan. "A UNESCO trata de ciência, não de ficção cientifica. Forçaram na UNESCO um assunto político que não é da sua área de competência", lamentou.
"Vitória do direito" para a Autoridade Palestiniana
Para o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, a admissão na UNESCO é uma "vitória do direito, da Justiça e da liberdade", conforme foi citado pelo seu porta-voz.
Nabil Abou Roudeina acrescentou que "estamos convencidos que o mundo inteiro está hoje ao lado do povo palestiniano e que este é um voto a favor da criação de um Estado da Palestina, o mais cedo possível".
O ministro palestiniano da Cultura, Siham al-Barghouti, saudou na Cisjordânia a admissão na agência "que vai permitir aos palesinianos proteger o seu património e a sua cultura".
Já o Hamas, em Gaza, considerou o voto "uma etapa positiva que confirma os direitos autênticos do povo palestinianos na sua terra".
"Devemos fazer tudo para evitar consequências prejudiciais à ação da organização das Nações Unidas, que colocou a paz, a erradicação da pobreza, o desenvolvimento sustentável e o diálogo entre as culturas no centro da sua ação", acrescentou o porta-voz.
Um apelo direto ao Estados Unidos que anunciaram a decisão de suspender a sua contribuição à UNESCO, o qual representa cerca de 22% do orçamento da agência.
O Secretário-geral da ONU também está preocupado. "Vamos ter de trabalhar em soluções práticas para preservar os recursos financeiros da UNESCO", sublinhou o Secretario-geral da ONU, Ban Ki Moon, em Nova Iorque.
Lei EUA proíbe financiamento
"Devíamos efetuar um depósito de 60 milhões de dólares à UNESCO em Novembro e não o vamos fazer", declarou por seu lado Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado, à imprensa. E explicou que a admissão da Palestina "provoca automaticamente uma medida legislativa que impede os Estados Unidos de financiar a UNESCO".
A lei impede Washington de financiar qualquer instituição das Nações Unidas que aceite membros que não possuam os "atributos estatais internacionalmente reconhecidos", designação que é habitualmente interpretada como referindo-se à filiação na ONU.
Washinton criticou o voto, que classificou de "prematuro" e "contra-produtivo" à reabertura das negociações de paz israelo-palestinianas.
Democratas e Republicanos repudiaram também a decisão: "A ação imprudente de hoje por parte da UNESCO é anti-Israel e anti-paz", considerou a republicana Ileana Ros-Lehtinen, responsável pelo Comité dos Negócios Estrangeiros da Casa dos Representantes.
"Tragédia" para Israel
Israel anunciou que vai refletir na sua cooperação futura com a UNESCO, segundo o Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros.
Já o embaixador israelita na UNESCO, Nimrod Barkan, considerou o voto "uma tragédia".
"Forçaram um corte drástico nas contribuições à organização", disse Barkan. "A UNESCO trata de ciência, não de ficção cientifica. Forçaram na UNESCO um assunto político que não é da sua área de competência", lamentou.
"Vitória do direito" para a Autoridade Palestiniana
Para o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, a admissão na UNESCO é uma "vitória do direito, da Justiça e da liberdade", conforme foi citado pelo seu porta-voz.
Nabil Abou Roudeina acrescentou que "estamos convencidos que o mundo inteiro está hoje ao lado do povo palestiniano e que este é um voto a favor da criação de um Estado da Palestina, o mais cedo possível".
O ministro palestiniano da Cultura, Siham al-Barghouti, saudou na Cisjordânia a admissão na agência "que vai permitir aos palesinianos proteger o seu património e a sua cultura".
Já o Hamas, em Gaza, considerou o voto "uma etapa positiva que confirma os direitos autênticos do povo palestinianos na sua terra".