Autoridade Palestiniana já é membro da UNESCO

107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções deram aos palestinianos um lugar na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, UNESCO. Estados Unidos, Alemanha e Canada votaram contra, com os norte-americanos a ameaçarem cortar 22% da verba total da agência. Israel já avisou que também vai cortar as suas contribuições.

Graça Andrade Ramos, RTP /
A Autoridade Palestiniana tornou-se o 195º membro da UNESCO, na 36ª conferência geral da organização reunida em Paris Balazs Mohai, EPA

Ao ver aprovada a resolução que admitiu a Palestina como membro da UNESCO, na conferência geral da organização realizada em Paris, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestiniana, Ryiad al-Malki, considerou que "este voto permitirá apagar uma parte ínfima da injustiça feita ao povo palestiniano".

A Itália e o Reino Unido abstiveram-se na votação, enquanto praticamente todos os países africanos, árabes e latino-americanos aprovaram a adesão.

A França, após colocar sérias reservas à adesão palestiniana, acabou por votar favoravelmente. Portugal, segundo fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros, absteve-se

"A entrada da Autoridade Palestiniana eleva o número de membros da UNESCO a 195", referiu a agência num comunicado logo após a votação.

"Politização da agência"
A candidatura palestiniana teve como ponto forte a cidade de Belém, local do nascimento de Cristo.

Esta adesão é um primeiro passo na tentativa de reconhecimento do Estado palestiniano na ONU, após o fracasso do pedido de integração da Autoridade Palestiniana como membro total da Organização, em 23 de Setembro de 2011.

Washington opôs-se a esse pedido como o argumento de que isso iria prejudicar os esforços de reavivar as negociações de paz com Israel, interrompidas no ano passado.

Já Israel afirma que o pedido palestiniao de adesão à UNESCO é uma politização da agência, que irá minar a capacidade de cumprir seu mandato.
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