Exposição "Arte & Moda" na Gulbenkian aberta até à meia-noite nos últimos dias
A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, estendeu o horário de visita da exposição "Arte & Moda" até à meia-noite, hoje, no sábado e no domingo, dia de encerramento da mostra inaugurada em abril.
"Arte & Moda", junta obras da coleção da Gulbenkian com peças de vestuário de criadores como Givenchy, Vivienne Westwood e Guo Pei, pode ser visita nos últimos dias entre as 10:00 e meia-noite, com a última entrada a acontecer às 23:30, segundo informação disponível no site oficial da Fundação.
A entrada na exposição "faz-se por intervalos horários", sendo recomendada a compra antecipada de bilhetes `online`, no `site` da Fundação.
"Em períodos de maior afluência, o acesso poderá sofrer um atraso até 45 minutos relativamente ao horário reservado", avisa a Fundação.
Ao todo são 270 as obras apresentadas em "Arte & Moda", entre pinturas, gravuras, porcelanas e tapeçarias da Coleção Gulbenkian e peças de vestuário de colecionadores particulares e entidades como o MUDE - Museu do Design e o Museu Nacional do Traje, em Lisboa, o Museu do Traje de Madrid, os arquivos da Givenchy, a Fundação Azzedine Alaïa, em Paris, a Maison Guo Pei, de onde chegaram seis peças "diretamente da China, algumas das quais são mostradas ao público na Europa pela primeira vez".
O comissário da mostra, Eloy Martínez de la Pera Celada, disse aos jornalistas, numa visita de imprensa em abril, que com "Arte & Moda" teve a oportunidade única "de trabalhar a `Liga dos Campeões` da Arte e da Moda".
Para o curador espanhol de arte, o maior desafio na preparação da exposição, que durou cerca de cinco anos, "foi encontrar as 140 peças de Alta Costura que conseguem dar continuidade à história que se queria contar ao público".
"Tivemos de arranjar peças de Moda ao nível das obras de arte, peças que pudessem dialogar com Rubens, Carpaccio ou uma das mais belas máscaras egípcias de ouro de sempre", disse.
"Arte & Moda" integra peças de criadores de moda como Alexander McQueen, Gianni Versace, Thierry Mugler, Vivienne Westwood, Christian Dior, Azzedine Alaïa, Yohji Yamamoto, Hubert de Givenchy, Cristóbal Balenciaga e Issey Miake, havendo também peças criadas por designers de moda portugueses, como Miguel Vieira, Maria Gambina, José António Tenente e as duplas Storytailors e Alves/Gonçalves.
Eloy Martínez de la Pera Celada salientou a grandiosidade das obras que compõem a Coleção Gulbenkian, iniciada por "um dos mais importantes colecionadores de beleza do século XX".
"Calouste Gulbenkian não era apenas um colecionador, amava beleza, e, por isso, a exposição é um tributo a este tipo de pessoas que colecionam as mais belas peças da Humanidade, que agora estão em Lisboa num dos mais belos museus do mundo", afirmou no início da visita de imprensa.
O azul e branco das porcelanas, a cerâmica islâmica, o dragão e a fénix, a cor preta, o design de tapeçarias, as filigranas, o Japão, penas e símbolos do romântico são temáticas que formam núcleos da mostra, nos quais as peças de arte são postas em diálogo com as peças de vestuário.
Ao longo do percurso, as obras destacam-se num espaço onde as paredes, o chão e o teto foram forrados a preto.
"Arte & Moda" está patente na Galeria Principal do edifício sede e "faz a ponte entre o museu fechado e o que vai abrir", afirmou na mesma ocasião o ex-diretor do Museu Gulbenkian, António Filipe Pimentel, que ainda programou a exposição, recordando que este ano se celebra o 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian.
A zona que acolhe a exposição permanente do museu está encerrada para obras de requalificação, prevendo-se a sua reabertura para 18 julho, dia em que passam exatamente 70 anos sobre a constituição da fundação.