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Fundação GDA cria programa "Arte sem Barreiras" para integragão de artistas com deficiência

Fundação GDA cria programa "Arte sem Barreiras" para integragão de artistas com deficiência

Lisboa, 19 out 2019 (Lusa) - A Fundação GDA vai lançar o programa "Arte sem Barreiras", no valor de 30.000 euros, que visa a integração ativa, formação contínua e capacitação" de artistas com deficiência, no mercado de trabalho, anunciou hoje a organização.

Lusa /

O programa "irá promover formação e incentivar a inclusão [de artistas] em projetos de criação artística em Portugal e no estrangeiro", "destina-se a bailarinos, atores e músicos profissionais com deficiência que pretendam progredir nas respetivas carreiras", e entra em vigor no próximo dia 28.

Esclarece a Fundação GDA que a verba prevista "será dividida em duas áreas: metade para apoiar a formação artística e o desenvolvimento de carreiras; e a outra parte para financiar a contratação de artistas".

"O programa visa contribuir para a promoção da cidadania, da dignidade e da qualidade de vida dos artistas com deficiência e, ao mesmo tempo, promover a inclusão e a coesão social", salienta a Fundação GDA em comunicado.

"Em Portugal, o acesso dos artistas com deficiência à atividade profissional é escasso e há falta de oportunidades de contratação nas artes performativas para intérpretes e executantes com deficiência", disse o diretor-geral da Fundação GDA, Mário Carneiro.

O responsável realçou que "este programa foi desenhado para apoiar o acesso e a criação de projetos de formação, e para incentivar a contratação de artistas com deficiência, por quem produz espetáculos".

"Queremos contribuir para que estes artistas possam exercer a sua atividade profissional em igualdade de circunstâncias com os seus colegas", afirma Carneiro no comunicado hoje divulgado.

De acordo com a GDA, no caso das formações artísticas e desenvolvimento de carreiras, serão admitidas candidaturas apresentadas por artistas em nome individual que tenham formação académica ou profissional, experiência profissional nas artes performativas e ainda que exerçam uma atividade profissional regular ou continuada.

Serão também permitidas candidaturas de estruturas de produção que integrem artistas com deficiência na sua equipa permanente para o acesso a ações de formação. As estruturas de produção e ensino artístico poderão ainda receber apoio para organizar estas iniciativas dirigidas a esses artistas, diz a GDA.

"O valor a atribuir para a frequência em ações de formação realizadas em território nacional não poderá exceder o montante de 750 euros. Já para formações realizadas no estrangeiro, o valor pode ir até 1.500 euros", escreve fundação.

"Para o apoio à contratação, que pretende criar condições equitativas de acesso ao mercado de trabalho de artistas com deficiência, apenas serão admitidas candidaturas apresentadas por estruturas de produção artística profissionais a operar em território nacional. Os valores atribuídos só poderão servir para pagar os `cachets` dos artistas. O programa poderá suportar até 4.000 euros por projeto. Os apoios poderão atingir até 75% dos honorários de cada artista", assegura a GDA.

Com este programa, a Fundação GDA quer "dar visibilidade às questões sociais levantadas pela deficiência" na comunidade artística. "Trata-se também de contribuir para sensibilizar e consciencializar a sociedade como um todo para este problema", conclui Mário Carneiro.

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