Parlamento lamenta morte de Eurico Gonçalves, "pioneiro do ensino artístico"
A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar pela morte do pintor e professor Eurico Gonçalves, que faleceu a 10 de julho aos 90 anos, qualificando-o como um "pioneiro do ensino artístico".
"A Assembleia da República, reunida em Sessão Plenária, presta homenagem ao percurso singular e exemplar de Eurico Gonçalves enquanto artista plástico e pioneiro do ensino artístico, e expressa o seu sentido pesar pelo seu falecimento, apresentando à família e amigos as mais sentidas condolências", lê-se no voto de pesar aprovado.
Neste voto de pesar, Eurico Gonçalves é descrito como "precursor do surrealismo português e do ensino artístico em Portugal".
O pintor e professor Eurico Gonçalves, pioneiro na educação artística em Portugal, morreu durante a madrugada de 10 de julho, com 90 anos.
Nascido em 1932, em Abragão, Penafiel, Eurico Gonçalves foi pintor, professor e crítico de arte, pioneiro no âmbito da educação artística em Portugal.
Reconhecido especialista no conhecimento da expressão plástica da criança, deu o nome à Escola Básica Eurico Gonçalves, no Lumiar, em Lisboa.
Eurico Gonçalves está representado em coleções públicas e privadas, nomeadamente no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu do Chiado, na Culturgest e no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, entre outras instituições.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris e recebeu o Prémio Almada Negreiros em 1998.