Quadro de Francis Bacon no topo de leilão de arte que arrecadou 150 milhões
A obra "autorretrato" (1972) do pintor britânico Francis Bacon ficou quarta-feira no topo de um leilão de arte moderna e contemporânea da casa Sotheby`s, em Londres, cujos negócios ascenderam a 150 milhões de euros no total.
O quadro de Bacon, posteriormente radicado nos Estados Unidos da América, pertence a um dos períodos mais intensos da sua carreira, caracterizado pela distorção dos rostos das figuras pintadas, e foi vendido por 16 milhões de libras (18,2 milhões de euros), após cinco minutos de barganha que duplicou o valor inicialmente estimado.
A seguir a Bacon, destacaram-se também retratos do seu contemporâneo Lucian Freud, outro dos artistas britânicos mais aclamados do século XX, com "Um Jovem Pintor", que estava fora dos mercados há mais de meio século, a atingir 8,2 milhões de euros, enquanto "Rapariga Loira Numa Cama", do qual a modelo foi a também artista Sophie de Stempel, alcançou 8,4 milhões de euros.
Entre os impressionistas, a "Casa do Jardineiro" do francês Claude Monet foi vendida por 9,3 milhões de euros, mas o momento de maior disputa entre os licitadores foi protagonizado pela "Piscina de Crianças, 11 horas, Sábado de Manhã, Agosto" do também britânico Leon Kossoff, considerada a sua obra prima, comercializada quase sete vezes acima do seu valor anterior, por 5,9 milhões de euros.