Acionistas do BCP aprovam reagrupamento de ações que aumenta valor unitário

Lisboa, 21 abr (Lusa) - Os acionistas do BCP aprovaram hoje, nem assembleia-geral anual, a proposta de reagrupamento de ações, de forma a reduzir o número de títulos do banco e aumentar o seu valor unitário.

Lusa /

Este foi o último ponto (de um total de 10) da ordem de trabalhos da reunião, na qual 99,86% dos acionistas deliberaram sobre uma operação de reagrupamento de títulos (`reverse stock split`), sem redução do capital social, em que 75 ações são reagrupadas numa só, face às 195 ações inicialmente propostas.

Fazendo as contas ao valor a que fecharam hoje as ações do BCP, que subiram 3,17% para 0,039 euros ou 3,9 cêntimos, com a aprovação desta proposta cada ação passará a valer cerca de 2,925 euros.

O banco liderado por Nuno Amado propõe a operação por considerar que o atual valor unitário dos títulos "penaliza a mensagem de banco líder e sociedade de referência para o investimento em Portugal".

Os acionistas aprovaram igualmente o aumento de capital sem direito de preferência para os acionistas com 98,54% dos votos, por 44,05% do capital presente na reunião magna.

Foi igualmente aprovada a supressão do direito de preferência em aumentos de capital que ocorram nos próximos três anos, até 20% da capitalização bolsista, com 97,83% dos votos, por 44,05% do capital.

Esta autorização é vista como uma porta aberta à entrada de novos acionistas. A futura operação de reforço em causa, para a qual querem já a autorização, será de cerca de 500 milhões de euros.

Esta proposta é justificada pela administração com a "elevada volatilidade e instabilidade dos mercados financeiros", atual e previsível para "os tempos mais próximos"

Neste cenário, argumentam os autores da proposta, "pode fazer toda a diferença o estar ou não uma instituição em condições de aproveitar e concretizar com prontidão uma eventual disponibilidade de investimento por parte de investidores qualificados ou institucionais, que pode não se compadecer com os prazos, a demora, a complexidade e, sobretudo, as incertezas de atribuição próprias de `rights issues` (ofertas públicas com preferência)".

Antes destes pontos [dez no total], os acionistas aprovaram já a alienação e aquisição de ações próprias, com 99,8% dos votos. Foram igualmente aprovadas, com 99,92% dos votos, as contas referentes a 2015, em que o banco regressou aos lucros com 235 milhões de euros positivos

A assembleia-geral decidiu igualmente que a Deloitte, que conseguiu 94,99% dos votos dos acionistas, será o auditor externo do banco até 2018, substituindo assim a KPMG..

O BCP tem como principais acionistas a petrolífera angolana Sonangol, com 17,84% do capital social, seguido do espanhol banco Sabadell, com 5,07%. O grupo EDP tem 2,71%, o Grupo Interoceânico 2,05% e o fundo de investimento BlackRock 2,22%

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