Economia
Guerra na Ucrânia
Alemanha já não é dependente da energia russa, garante ministro
O ministro alemão das Finanças garantiu quarta-feira que o país já não é dependente da energia russa, apesar de continuar a importar de outros mercados. De acordo com Christian Lindner, a Alemanha "diversificou completamente as suas infraestruturas de energia" desde que Moscovo avançou com uma ofensiva contra a Ucrânia, a fevereiro do ano passado.
“Sim, claro que a Alemanha continua dependente das importações de energia, mas hoje já não são importações da Rússia, são de mercados globais”, explicou o ministro germânico das Finanças.
Até há pouco tempo, a Alemanha importava da Rússia cerca de metade do seu gás e mais de dois terços do seu petróleo. Em agosto, porém, Moscovo cortou o fornecimento de gás à Alemanha. Berlim, por sua vez, suspendeu as importações de petróleo russo no início deste ano.
Numa corrida para encontrar novas fontes de energia, a Alemanha reabriu centrais movidas a carvão, atrasou os planos para fechar as suas três e únicas centrais nucleares e procurou aumentar a capacidade de armazenamento de gás natural importado de outros países, como a Noruega ou os Estados Unidos.
Falando no Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça, o ministro alemão das Finanças destacou a velocidade a que foi construído um novo terminal de gás natural liquefeito, ficando pronto em apenas oito meses.
“Este é apenas um exemplo das enormes mudanças nas políticas alemãs”, assegurou Christian Lindner, acrescentando que há mais investimentos em infraestruturas energéticas planeados para breve.
“Compreendemos que temos de promover a nossa competitividade após a era da chanceler Angela Merkel. Essa era focou-se nos pontos fortes do passado, e agora estamos a desenvolver os pontos fortes do futuro”, declarou à BBC.
Guerra comercial entre UE e EUA?
Referindo-se à economia alemã, o ministro das Finanças transmitiu confiança e referiu “algumas provas” de que a inflação nesse país já atingiu o pico no ano passado. “Há provavelmente uma recuperação mais rápida da economia global e das economias europeias do que o esperado”, considerou.
Quanto ao plano de subsídios para energias verdes implementado pelos Estados Unidos, que incentiva à compra de produtos nacionais e tem, por isso, levantado preocupações sobre empresas europeias que podem ficar em desvantagem, Lindner disse não querer ver a União Europeia começar uma guerra comercial com Washignton.
“Temos de evitar qualquer tipo de competição sobre quem tem capacidade de pagar mais subsídios. Isso não pode acontecer”, defendeu o responsável alemão.
Para Lindner, é importante manter o equilíbrio entre as duas partes, pelo que deveria haver negociações para um novo acordo comercial, em vez de uma tentativa da UE de superar os subsídios norte-americanos e vice-versa.
“Existe uma ameaça em jogo, mas nós [UE] estamos a gastar e a investir muito mais do que os Estados Unidos, por isso não precisamos de ter medo”, defendeu.
“Há quem, no contexto europeu, veja a Lei de Redução da Inflação como uma oportunidade para introduzir políticas que já foram propostas no passado, e eu acho que é uma boa ocasião para fortalecer a nossa competitividade ao nível europeu e negociar com os EUA um acordo de livre comércio, em vez de pagar mais subsídios”.
As novas regras norte-americanas de incentivo aos produtos locais têm originado críticas das empresas dos próprios Estados Unidos cujos artigos são total ou parcialmente fabricados no estrangeiro.
Até há pouco tempo, a Alemanha importava da Rússia cerca de metade do seu gás e mais de dois terços do seu petróleo. Em agosto, porém, Moscovo cortou o fornecimento de gás à Alemanha. Berlim, por sua vez, suspendeu as importações de petróleo russo no início deste ano.
Numa corrida para encontrar novas fontes de energia, a Alemanha reabriu centrais movidas a carvão, atrasou os planos para fechar as suas três e únicas centrais nucleares e procurou aumentar a capacidade de armazenamento de gás natural importado de outros países, como a Noruega ou os Estados Unidos.
Falando no Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça, o ministro alemão das Finanças destacou a velocidade a que foi construído um novo terminal de gás natural liquefeito, ficando pronto em apenas oito meses.
“Este é apenas um exemplo das enormes mudanças nas políticas alemãs”, assegurou Christian Lindner, acrescentando que há mais investimentos em infraestruturas energéticas planeados para breve.
“Compreendemos que temos de promover a nossa competitividade após a era da chanceler Angela Merkel. Essa era focou-se nos pontos fortes do passado, e agora estamos a desenvolver os pontos fortes do futuro”, declarou à BBC.
Guerra comercial entre UE e EUA?
Referindo-se à economia alemã, o ministro das Finanças transmitiu confiança e referiu “algumas provas” de que a inflação nesse país já atingiu o pico no ano passado. “Há provavelmente uma recuperação mais rápida da economia global e das economias europeias do que o esperado”, considerou.
Quanto ao plano de subsídios para energias verdes implementado pelos Estados Unidos, que incentiva à compra de produtos nacionais e tem, por isso, levantado preocupações sobre empresas europeias que podem ficar em desvantagem, Lindner disse não querer ver a União Europeia começar uma guerra comercial com Washignton.
“Temos de evitar qualquer tipo de competição sobre quem tem capacidade de pagar mais subsídios. Isso não pode acontecer”, defendeu o responsável alemão.
As declarações chegam numa altura em que a UE se encontra a desenvolver a chamada “Lei de Redução da Inflação”, em resposta à lei climática dos EUA. A França propôs, em concreto, incentivos à compra de produtos europeus, enquanto responsáveis da União Europeia prometeram esta semana tomar passos “decisivos”.
“Existe uma ameaça em jogo, mas nós [UE] estamos a gastar e a investir muito mais do que os Estados Unidos, por isso não precisamos de ter medo”, defendeu.
“Há quem, no contexto europeu, veja a Lei de Redução da Inflação como uma oportunidade para introduzir políticas que já foram propostas no passado, e eu acho que é uma boa ocasião para fortalecer a nossa competitividade ao nível europeu e negociar com os EUA um acordo de livre comércio, em vez de pagar mais subsídios”.
As novas regras norte-americanas de incentivo aos produtos locais têm originado críticas das empresas dos próprios Estados Unidos cujos artigos são total ou parcialmente fabricados no estrangeiro.