António Costa preocupado com ciberataque à Vodafone

O primeiro-ministro diz estar preocupado com a situação na Vodafone, que continua a tentar resolver as falhas provocadas por um ciberataque.

RTP /

Foto: Kacper Pempel - Reuters

António Costa garante que "as instituições do Estado competentes pela matéria, quer as de investigação criminal, quer as responsáveis pela cibersegurança", continuam a acompanhar o caso.

"Isto demonstra bem a necessidade de todas as instituições terem os seus planos de segurança e a capacidade necessária de reagirem e responderem", declarou o chefe de Governo.

A Vodafone Portugal foi alvo de um ataque informático na segunda-feira, mas diz não ter indícios de que os dados de clientes tenham sido acedidos e/ou comprometidos.

Esta quarta-feira, a empresa explicou que os números listados debaixo do contacto Vodafone que surgem em algumas listas de contactos dos clientes pertencem à operadora de telecomunicações, na sequência de dúvidas que têm surgido nas redes sociais.

"O objetivo desta funcionalidade é dar aos clientes a possibilidade de atender, ou não, chamadas provenientes da Vodafone", adiantou.
PJ investiga ciberataque
A operadora garante estar a reunir todos os esforços para repor a normalidade dos serviços, cujas falhas afetaram não só utilizadores particulares, como também serviços de urgência ou a rede multibanco.

A Polícia Judiciária já está a investigar o ataque informático, nomeadamente através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica.

Segundo a PJ, a situação está a investigada como um único crime informático, sendo "prematuro" associar este ataque a outros ocorridos recentemente.

"Estamos a falar exclusivamente de um ataque informático, um crime informático. As notícias que deram conta de que existiriam outros alvos ou outros ataques informáticos sobre outras instituições não correspondem à verdade", disse na terça-feira, adiantando que não houve qualquer pedido de resgate.

O CEO da Vodafone Portugal, Mário Vaz, classificou o ataque à operadora de "terrorista e criminoso".
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