Apoio do Fundo Ambiental à Mata do Bussaco é importante, mas insuficiente

por Lusa

O presidente da Câmara Municipal da Mealhada congratulou-se hoje com a aprovação do apoio de 300 mil euros à Fundação Mata do Bussaco, no âmbito do Fundo Ambiental, mas reconheceu que se trata de um valor insuficiente.

"Fico extremamente contente e acho que todos nós devemos ficar, no sentido de que mostra que a administração central se preocupa e reconhece o valor que tem a Mata Nacional do Bussaco", referiu António Jorge Franco.

Em declarações à agência Lusa, o autarca deste concelho do distrito de Aveiro sublinhou a importância da Mata Nacional do Bussaco e do seu "património incalculável".

"Não é só um património florestal, mas também um património cultural, um património construído e, por isso, precisa que todos nós, contribuintes, possamos também ajudar ao desenvolvimento e à manutenção daquele espaço", acrescentou.

Em 2022, a Fundação Mata do Bussaco conta com 300 mil euros, previstos no orçamento do Fundo Ambiental, segundo despacho n.º 3143-B/2022, 14 de março de 2022, no âmbito da temática conservação da natureza e da biodiversidade.

Comparativamente com o ano anterior, o Fundo Ambiental prevê mais 50 mil euros para a Fundação Mata do Bussaco.

O incentivo foi melhorado, o que faz com que "a Fundação tenha mais capacidade para desenvolver o seu trabalho de recuperação e manutenção da Mata Nacional".

No entanto, António Jorge Franco, que já foi presidente do conselho de administração da Fundação Mata do Bussaco, reconheceu que, ainda assim, este é um valor insuficiente.

"Nunca é suficiente, e falo à vontade porque já estive na Fundação, e todo o dinheiro que é enviado, através de candidaturas, é bem empregue. Dá para pouco, mas é importante também que a Fundação não esteja só a contar com as verbas que vêm de fora", destacou.

No seu entender, a Fundação Mata do Bussaco tem de conseguir criar outros meios de financiamento.

"Defendo um modelo de conseguir captar investimentos também de privados, que tragam mais visitação. Tudo isso é que é um trabalho que a Fundação tem que fazer e que eu acredito que faça, porque o Bussaco tem muitas potencialidades", apontou.

O presidente da autarquia da Mealhada defendeu que a Mata Nacional do Bussaco deve ser "um projeto autossustentável", que não dependa apenas da administração central ou local.

"Tem de ter um modelo de gestão de fazer com que tenha receita própria, receita dos visitantes, receita da venda de produtos que a Mata tem, receita do aluguer de espaços. Tem que ter atividades para captar o investimento privado", concluiu.

O incentivo de 300 mil euros do Fundo Ambiental serve para que a Fundação Mata do Bussaco possa implementar, em 2022, ações de conservação da natureza, requalificação e melhoria das condições de visitação.

De acordo com a Fundação Mata do Bussaco, em 2021, o Fundo Ambiental e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) estabeleceram o valor de 250 mil euros para tornar a Mata Nacional do Bussaco um espaço ainda mais apetecível à visitação.

"Este protocolo de colaboração técnica e financeira, que levou a cabo um conjunto de ações, foi inteiramente cumprido pela Fundação Mata do Bussaco", evidenciou.

O incentivo de 300 mil euros do Fundo Ambiental para 2022 prevê "a implementação de medidas concretas que contribuam para a conservação dos ecossistemas presentes no Bussaco e melhoria do estado de conservação do património natural da Mata Nacional do Bussaco".

"Ecossistemas equilibrados protegem-nos contra catástrofes imprevistas e, se utilizados de forma sustentável, oferecem muitas das melhores soluções para responder a desafios urgentes", frisou.

 

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