Ataque em voo para Telavive classificado como terrorismo, copiloto era já suspeito de extremismo

Ataque em voo para Telavive classificado como terrorismo, copiloto era já suspeito de extremismo

O Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos confirmou hoje que o copiloto do voo da Flydubai tentou atacar o piloto e desviar o avião, que seguia entre Dubai e Telavive, iniciando "a execução de um atentado terrorista".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O copiloto atacou o piloto com o "machado de emergência" e, hoje, o procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif al Shamsi, afirmou que "as investigações sobre o incidente ocorrido a bordo do voo FZ1073 da Flydubai revelaram que o copiloto iniciou a execução de um ato terrorista", segundo a WAM, agência oficial de notícias dos Emirados.

Hamam al-Hammami, natural de Oman e que já havia sido impedido de voar no seu país por suspeitas de comportamentos extremistas, "começou a executar o seu plano durante o voo" quando agrediu o comandante da aeronave no interior da cabina e "tentou assumir o controlo dos comandos do avião", referem as autoridades dos Emirados.

Segundo o procurador-geral, citado pela agência espanhola Efe, "as investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do incidente, os seus motivos e as ligações a ele relacionadas, além de se concluírem as verificações técnicas e a análise das provas materiais e digitais".

"Os resultados finais serão anunciados assim que os procedimentos necessários estiverem concluídos", referiu.

Segundo fontes contactadas pela agência norte-americana AP, estão em curso investigações para apurar se o suspeito agiu como um "lobo solitário ou se tem alguma ligação a grupos extremistas".

O copiloto, que, segundo as autoridades, esteve prestes a provocar a queda do avião em queda livre com 182 pessoas a bordo, foi contratado pela companhia aérea FlyDubai, sediada nos Emirados Árabes Unidos, mas não está ainda esclarecido até que ponto foi submetido a uma verificação de antecedentes.

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