Economia
Atenas recebe os 8 mil milhões em novembro
A sexta tranche da ajuda negociada pela Grécia com a equipa da troika vai chegar a Atenas em novembro, prazo estabelecido pelo Governo de Papandreou para o esvaziamento dos cofres do país e incapacidade para cumprir compromissos financeiros. A luz verde da equipa de credores que fez o acordo para a ajuda internacional aos gregos surgiu esta tarde, com a garantia de entrega dos 8 mil milhões já no próximo mês. Ainda que tenha concluído que a recuperação só acontecerá em 2013.
O comunicado conjunto da Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciava ao início da tarde que "a missão técnica chegou a acordo com as autoridades face às políticas económicas e financeiras necessárias para corrigir o programa económico do Governo [grego]". O empréstimo chegou a estar agendado para setembro, mas várias questões foram adiando a sua libertação
Trata-se de uma decisão que não podia ser mais oportuna, já que o Governo grego fez saber antecipadamente que a partir de novembro estaria incapaz de cumprir os seus compromissos, nomeadamente relativamente ao pagamento de salários e pensões.
"Quando o Eurogrupo e a Comissão Executiva do FMI aprovarem as conclusões da quinta análise [da 'troika'], a próxima tranche de oito mil milhões de euros será disponibilizada, o mais provável no começo de novembro", aponta a nota.
Apesar de ter acedido à libertação desses 8 mil milhões referentes à sexta tranche - do bolo total de 110 mil milhões acordados em maio de 2010 -, a equipa de técnicos que esteve em Atenas a rever as contas gregas fez questão de sublinhar que o Governo de George Papandreou vai falhar este ano todas as metas que lhe eram exigidas.
Recuperação grega só em 2013
O texto libertado pela troika aponta de forma clara que a Grécia tem neste momento números piores do que aqueles avançados em junho passado, pelo que os objetivos do défice para 2011 estão “fora de alcance”.De acordo com a troika, a recessão grega será "maior do que a antecipada em junho"
Quanto à recuperação, é esperado que aconteça apenas "a partir de 2013"
É assim praticamente garantido que a recuperação da economia helénica apenas aconteça “a partir de 2013”.
A troika acrescenta que nessa altura, 2013 e 2014, “serão provavelmente necessárias medidas adicionais de austeridade. Para já, os técnicos acreditam que as medidas decididas pelo Executivo grego deverão revelar-se suficientes para atravessar o próximo ano.
Os técnicos apontam os atrasos nos processos das privatizações como um dos fatores que está a empatar o início da recuperação grega. No entanto, de acordo com a troika, apesar de os ganhos em 2011 serem "significativamente inferiores ao esperado", Atenas deverá garantir até final de 2014 uma verba de 35 mil milhões de euros nessas privatizações.
Trata-se de uma decisão que não podia ser mais oportuna, já que o Governo grego fez saber antecipadamente que a partir de novembro estaria incapaz de cumprir os seus compromissos, nomeadamente relativamente ao pagamento de salários e pensões.
"Quando o Eurogrupo e a Comissão Executiva do FMI aprovarem as conclusões da quinta análise [da 'troika'], a próxima tranche de oito mil milhões de euros será disponibilizada, o mais provável no começo de novembro", aponta a nota.
Apesar de ter acedido à libertação desses 8 mil milhões referentes à sexta tranche - do bolo total de 110 mil milhões acordados em maio de 2010 -, a equipa de técnicos que esteve em Atenas a rever as contas gregas fez questão de sublinhar que o Governo de George Papandreou vai falhar este ano todas as metas que lhe eram exigidas.
Recuperação grega só em 2013
O texto libertado pela troika aponta de forma clara que a Grécia tem neste momento números piores do que aqueles avançados em junho passado, pelo que os objetivos do défice para 2011 estão “fora de alcance”.De acordo com a troika, a recessão grega será "maior do que a antecipada em junho"
Quanto à recuperação, é esperado que aconteça apenas "a partir de 2013"
É assim praticamente garantido que a recuperação da economia helénica apenas aconteça “a partir de 2013”.
A troika acrescenta que nessa altura, 2013 e 2014, “serão provavelmente necessárias medidas adicionais de austeridade. Para já, os técnicos acreditam que as medidas decididas pelo Executivo grego deverão revelar-se suficientes para atravessar o próximo ano.
Os técnicos apontam os atrasos nos processos das privatizações como um dos fatores que está a empatar o início da recuperação grega. No entanto, de acordo com a troika, apesar de os ganhos em 2011 serem "significativamente inferiores ao esperado", Atenas deverá garantir até final de 2014 uma verba de 35 mil milhões de euros nessas privatizações.