Economia
Audi elimina 9500 postos de trabalho na Alemanha até 2025
A Audi anunciou esta terça-feira um programa de reestruturação em larga escala que irá suprimir cerca de 9500 postos de trabalho até 2025 na Alemanha, com o objetivo de adaptar a produção à era da mobilidade elétrica e poupar milhões de euros.
“A poupança de cerca de seis mil milhões de euros anuais [até 2029] irá garantir uma margem de lucro estratégica de 9 a 11 por cento, que será investida em projetos do futuro como a eletrificação e a digitalização”, explicou a empresa de construção automóvel.
A empresa indicou que os meios financeiros disponíveis vão permitir "aumentar a competitividade" no quadro da "transformação da indústria automóvel para a mobilidade elétrica".
Foi ainda garantida a criação de dois mil "novos postos especializados" em domínios ligados a setores inovadores, incluindo a mobilidade elétrica.
Vendas diminuíram este ano
As vendas, o volume de negócios e os resultados operacionais do construtor recuaram nos primeiros nove meses do ano, enquanto os de outras marcas do grupo (VW, Skoda e Seat) progrediram.
"Ainda não podemos estar satisfeitos com a evolução na Audi", afirmou o diretor financeiro da marca, Frank Witter.
Confrontada com um abrandamento do mercado automóvel, a Audi vai reduzir a capacidade de produção de duas fábricas na Alemanha que já registaram uma diminuição da procura.
Este plano de reestruturação é lançado meses antes da chegada de um novo presidente, Markus Duesmann, que assumirá a liderança do construtor a partir de abril.
De acordo com a Audi, as saídas dos trabalhadores serão feitas através de passagens à reforma, sem que haja substituições ou despedimentos. Atualmente, a Audi emprega cerca de 90.000 pessoas, 60.000 das quais na Alemanha.
A empresa indicou que os meios financeiros disponíveis vão permitir "aumentar a competitividade" no quadro da "transformação da indústria automóvel para a mobilidade elétrica".
Foi ainda garantida a criação de dois mil "novos postos especializados" em domínios ligados a setores inovadores, incluindo a mobilidade elétrica.
Vendas diminuíram este ano
As vendas, o volume de negócios e os resultados operacionais do construtor recuaram nos primeiros nove meses do ano, enquanto os de outras marcas do grupo (VW, Skoda e Seat) progrediram.
"Ainda não podemos estar satisfeitos com a evolução na Audi", afirmou o diretor financeiro da marca, Frank Witter.
Confrontada com um abrandamento do mercado automóvel, a Audi vai reduzir a capacidade de produção de duas fábricas na Alemanha que já registaram uma diminuição da procura.
Este plano de reestruturação é lançado meses antes da chegada de um novo presidente, Markus Duesmann, que assumirá a liderança do construtor a partir de abril.
Duesmann, de 50 anos, vai substituir Bram Schot, que no dia 31 de março do próximo ano deixa a Audi, de comum acordo com a empresa, anunciou o grupo VW há cerca de duas semanas.
c/ Lusa