Economia
Autoeuropa a salvo para já. Volkswagen aprova plano de reestruturação que prevê corte de 50 mil postos de trabalho
O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou por unanimidade, esta quinta-feira, um plano de reestruturação que inclui a eliminação de aproximadamente 50 mil postos de trabalho em todo o mundo até ao final da década.
A maior fabricante automóvel da Europa já tinha anunciado a sua intenção de cortar 50.000 postos de trabalho na Alemanha até 2030, principalmente na sua principal marca, a VW.
A gigante alemã justificou a decisão com a “crescente pressão competitiva global”.
"Perante a crescente pressão competitiva global, as mudanças nos padrões de procura e as transformações tecnológicas na indústria automóvel, é essencial um ajuste significativo na capacidade de produção para refletir a realidade económica", explicou a Volkswagen.
O "Plano Futuro", apresentado pelo conselho de administração da Volkswagen e aprovado em reunião do conselho de supervisão, visa tornar o Grupo Volkswagen e as suas marcas mais eficientes, mais competitivos e melhor posicionados para o futuro, afirmou a empresa em comunicado. A decisão foi anunciada após uma reunião do comité executivo do conselho, antes da reunião plenária do órgão de supervisão do grupo, com sede em Wolfsburg, na Alemanha, agendada para sexta-feira.
A empresa não forneceu mais detalhes sobre o calendário da redução da força de trabalho ou como os cortes seriam distribuídos entre as suas marcas e regiões.
Em Portugal, para já, parecem não existir sinais de que a vaga de cortes esteja a chegar à Autoeuropa.
Em declarações à RTP na semana passada, o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, Rogério Nogueira, disse não ter "qualquer indicação de reestruturação de pessoal na Autoeuropa" e mostrou estar “confiante no futuro da fábrica”.
O presidente da Volkswagen anunciou que a maior fabricante automóvel da Europa atravessa uma situação “mais do que crítica”. As causas mais comuns apontadas para a crise do grupo são uma concorrência crescente, sobretudo no mercado dos veículos elétricos, enquanto a produção suporta os custos da transição para novas tecnologias.
c/agências
A gigante alemã justificou a decisão com a “crescente pressão competitiva global”.
"Perante a crescente pressão competitiva global, as mudanças nos padrões de procura e as transformações tecnológicas na indústria automóvel, é essencial um ajuste significativo na capacidade de produção para refletir a realidade económica", explicou a Volkswagen.
O "Plano Futuro", apresentado pelo conselho de administração da Volkswagen e aprovado em reunião do conselho de supervisão, visa tornar o Grupo Volkswagen e as suas marcas mais eficientes, mais competitivos e melhor posicionados para o futuro, afirmou a empresa em comunicado. A decisão foi anunciada após uma reunião do comité executivo do conselho, antes da reunião plenária do órgão de supervisão do grupo, com sede em Wolfsburg, na Alemanha, agendada para sexta-feira.
O conselho de supervisão, composto por um número igual de representantes dos funcionários e dos acionistas, reconheceu "a existência de uma capacidade excedentária de 500.000 veículos na Europa".
Foi ainda determinado que "nenhuma capacidade de produção futura competitiva" poderia ser garantida atualmente para quatro fábricas alemãs — em Emden, Zwickau, Hanôver e Neckarsulm — entre 2031 e 2034. No entanto, a gigante alemã afasta, para já, um cenário de encerramento destas quatro fábricas, afirmando que "estão a ser analisadas alternativas".
"É importante que o conselho [da Volkswagen] tenha agora a base necessária para enfrentar as grandes tarefas que temos pela frente. Isto inclui explicitamente o desenvolvimento de cenários futuros para todas as unidades", comentou Christiane Benner, vice-presidente do Conselho de Supervisão e primeira presidente do sindicato IG Metall, segundo um comunicado de imprensa, citado pela AFP.
Para além da redução da força de trabalho, o “Plano Futuro” visa uma reformulação completa da fabricante automóvel.
A Volkswagen planeia reduzir para metade a sua gama de modelos até 2035 e simplificar a sua gama de produtos em 75%. O grupo ambiciona também uma margem operacional de 9% até 2030, em comparação com apenas 3% em 2025, e planeia investir 135 mil milhões de euros em fábricas, investigação e desenvolvimento entre 2027 e 2031.
A Volkswagen planeia reduzir para metade a sua gama de modelos até 2035 e simplificar a sua gama de produtos em 75%. O grupo ambiciona também uma margem operacional de 9% até 2030, em comparação com apenas 3% em 2025, e planeia investir 135 mil milhões de euros em fábricas, investigação e desenvolvimento entre 2027 e 2031.
A empresa não forneceu mais detalhes sobre o calendário da redução da força de trabalho ou como os cortes seriam distribuídos entre as suas marcas e regiões.
Em Portugal, para já, parecem não existir sinais de que a vaga de cortes esteja a chegar à Autoeuropa.
Em declarações à RTP na semana passada, o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, Rogério Nogueira, disse não ter "qualquer indicação de reestruturação de pessoal na Autoeuropa" e mostrou estar “confiante no futuro da fábrica”.
O presidente da Volkswagen anunciou que a maior fabricante automóvel da Europa atravessa uma situação “mais do que crítica”. As causas mais comuns apontadas para a crise do grupo são uma concorrência crescente, sobretudo no mercado dos veículos elétricos, enquanto a produção suporta os custos da transição para novas tecnologias.
c/agências