Banco de Fomento diz que Portugal vai reforçar candidatura a gigafábrica de IA

O presidente do Banco de Fomento disse hoje que será reforçada a candidatura portuguesa à gigafábrica de Inteligência Artificial (IA) em Sines, incluindo no investimento previsto, considerando que aumentará as probabilidades de vencer o concurso promovido pela Comissão Europeia.

Lusa /

Num almoço-debate com gestores organizado pela consultora Ernest & Young, em Lisboa, Gonçalo Regalado disse que nas próximas semanas será anunciado um reforço da candidatura portuguesa à gigafábrica e que isso "dará mais probabilidades" a Portugal de conseguir atrair uma das gigafábricas de IA promovidas pela Comissão europeia.

"Acredito num reforço de investimento, num reforço do impacto, num reforço da dimensão", afirmou o presidente do Banco Português de Fomento.

À margem do evento, em resposta à Lusa, Regalado explicou que no ano passado foi apresentada a Bruxelas a manifestação de interesse do consórcio de Portugal e este ano, em fevereiro, abre o período das candidaturas formais.

Será essa candidatura que trará um reforço da proposta, desde logo aumentando o investimento previsto além dos 4.000 milhões de euros iniciais. O presidente do Banco de Fomento não quis adiantar o valor exato.

Gonçalo Regalado afirmou que, após a manifestação de interesse, houve mais procura por parte de empresas e parceiros o que permite que a candidatura seja "mais ampla" do que a manifestação de interesse indicava.

Afirmou ainda que, além de Sines, a candidatura apresenta outra localização, pois Bruxelas exige "redundância" de locais no projeto da gigafábrica.

Portugal é um dos 76 projetos (de 20 países) que apresentaram manifestações de interesse às cinco gigafábricas de IA que a Comissão Europeia vai promover na Europa.

Uma gigafábrica de IA é como uma infraestrutura de computação de grande escala. Na apresentação deste concurso, Bruxelas disse que quer criar estas fábricas para treinar modelos de IA de última geração para "reforçar a liderança tecnológica da Europa".

O Banco de Fomento tem doseado as expectativas sobre a possibilidade de Portugal conseguir o projeto, ainda que considerando que o país tem a vantagem de ter "só uma candidatura" num consórcio que junta setor público e parceiros privados, enquanto "a maioria dos países tem candidaturas dispersas".

O grupo Banco Português de Fomento (100% detido pelo Estado português) foi criado com o objetivo de promover a modernização das empresas e o desenvolvimento económico do país, financiando investimentos com empréstimos e participando em projetos como acionista.

O Banco Português de Fomento também gere recursos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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