BE pede que união entre as centrais sindicais se mantenha contra pacote laboral

O coordenador do BE apelou hoje à união das duas centrais sindicais contra as propostas de alteração à lei laboral que "diminuem salários e tempo para viver", e acusou o Governo de ostracizar partes do movimento sindical.

Lusa /

"Há muito pouco tempo houve uma greve geral que foi apoiada pelas duas centrais sindicais. Essa unidade tem de se manter para que haja realmente uma posição capaz de derrotar a vontade do Governo de aprovar leis que são muito gravosas para quem trabalha", considerou José Manuel Pureza.

O líder do BE participou hoje na manifestação convocada pela CGTP contra o pacote laboral e que juntou no Largo Camões, em Lisboa, milhares de pessoas em protesto rumo à Assembleia da República.

Defendendo que "só um movimento muito forte" será capaz de fazer frente às intenções do executivo, José Manuel Pureza acusou o Governo de ostracizar "partes dominantes do movimento sindical".

Em concreto, o líder partidário referia-se às declarações da ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, que disse hoje que a CGTP se "auto afastou" das negociações da reforma laboral, "ao contrário da UGT".

No que respeita às alterações à legislação laboral, o coordenador do BE considerou que eternizam a precariedade, roubam tempo da vida pessoal aos trabalhadores e diminuem o pagamento das horas extraordinárias.

"São, portanto, leis que diminuem salário e tempo para viver", resumiu.

 

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