BPI saúda "medidas exequíveis" e acredita que serão mais após levantamentos
O BPI saudou hoje as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar as famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin, incluindo as moratórias nos créditos, considerando-as exequíveis no imediato, acrescentando que serão mais após um levantamento mais aprofundado dos danos.
"Numa primeira fase é importante, primeiro, ter medidas exequíveis -- e o tema das moratórias é algo que as pessoas podem agarrar já, quer para a habitação, quer para as empresas", disse João Pedro Oliveira e Costa, na apresentação dos resultados de 2025, em Lisboa.
"Poderá, eventualmente, ter de haver mais medidas. Eu estou completamente crente, depois de ter uma análise mais profunda", acrescentou o banqueiro.
O presidente do BPI considerou que "houve um esforço" do Governo e assegurou que o setor financeiro "está envolvido".
No caso das empresas, apontou que serão aplicadas moratórias de crédito a todas as empresas elegíveis, de acordo com os critérios definidos pelo Estado, a que se somam as linhas de garantia do Banco Português de Fomento (BPF), de 1.500 milhões de euros, e a isenção total de todas as comissões de contas-correntes até a um ano, "seguindo os mesmos critérios de elegibilidade".
Já para as famílias, entre as medidas estão moratórias de 90 dias para crédito habitação - no caso de ser habitação própria ou permanente - e condições para crédito ao consumo à taxa fixa de 2,25%, "que, na prática, é com `spread` zero".
"A nossa grande prioridade é fazer chegar muito rapidamente essas ajudas às pessoas", disse João Pedro Oliveira e Costa.
Segundo o responsável do banco, há cinco balcões fechados.
O banqueiro identificou ainda o trabalho da Fundação La Caixa, que vai apoiar as instituições sociais nos distritos mais afetados. Esta fundação vai avançar com o programa Iniciativa Social Descentralizada, de dois milhões de euros, que permitirá à rede do banco aprovar iniciativas locais.
O BPI é o mais recente banco em Portugal a anunciar condições diferenciadas para as zonas afetadas pelo mau tempo, juntando-se a Novo Banco, Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP ou Abanca, entre outros.