Brasil pede à Arábia Saudita investimento para mapear minerais críticos

O Governo brasileiro pediu hoje à Arábia Saudita apoio financeiro através do fundo soberano para mapear os minerais críticos brasileiros.

Lusa /

O pedido foi feito pelo  ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, durante uma reunião, em Riade, com o seu homólogo saudita, Bandar El Khorayef, com o objetivo de reforçar a cooperação no setor mineiro, segundo um comunicado das autoridades brasileiras.

"Alexandre Silveira solicitou o apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) em projetos voltados ao mapeamento do potencial mineral brasileiro, ampliando o conhecimento geológico do país e criando bases sólidas para novos investimentos estruturantes", lê-se no comunicado.

De acordo com o Governo brasileiro, apenas cerca de 30% do subsolo nacional está mapeado.

"Ainda assim, o Brasil já se destaca como a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior reserva de urânio, o que reforça o otimismo do Governo em relação à ampliação de parcerias internacionais nos próximos anos", frisou Alexandre Silveira.

Além disso, manifestou interesse em que a empresa Manara, uma das parceiras do gigante brasileiro Vale na extração de níquel e cobre, amplie os seus investimentos no país.

Os ministros decidiram criar um grupo de trabalho para estudar iniciativas conjuntas no setor.

De acordo com Silveira, no atual cenário internacional, os minerais críticos são o "novo petróleo".

O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem procurado alargar o acesso a minerais raros em vários países em troca da redução das tarifas impostas anteriormente no âmbito da sua guerra comercial.

O tema tem estado presente nas negociações entre as equipas de Trump e do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com vista a reduzir a tensão comercial.

Em julho do ano passado, Lula da Silva referiu a necessidade de autorizar empresas a investigar as reservas minerais, mas salientou que o povo brasileiro tem "o direito de beneficiar dessa riqueza".

 

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