Voltar a usar combustíveis russos seria um erro estratégico, diz von der Leyen
"Na crise atual, alguns argumentam que devemos abandonar a nossa estratégia de longo prazo e até mesmo voltar aos combustíveis fósseis russos. Isso seria um erro estratégico", afirmou num discurso no Parlamento Europeu.
Von der Leyen avançou que a UE está a preparar opções para reduzir os preços da energia, incluindo uma melhor utilização dos acordos de compra de energia, medidas de auxílio estatal e subsídios ou limites máximos para os preços do gás.
Bahrain redireciona aeronaves para aeroportos alternativos
Dois drones caem junto ao aeroporto do Dubai e fazem quatro feridos
Novo líder supremo iraniano "são e salvo" apesar de ferido
"Ouvi relatos de que o senhor Mojtaba Khamenei tinha sido ferido", escreveu Yousef Pezeshkian, filho de Masoud Pezeshkian e conselheiro do Governo.
"Perguntei a alguns amigos que têm contactos com ele. Disseram-me que, graças a Deus, está são e salvo", acrescentou.
Mojtaba Khamenei, líder religioso do Irão, terá sido ferido durante o ataque que matou o pai, o ayatollah Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva de norte-americanos e israelitas, a 28 de fevereiro. Contudo, os detalhes sobre a gravidade dos ferimentos são desconhecidos e Mojtaba não foi visto em público desde então.
Preço do petróleo Brent mantém-se estável nos 88 dólares
A cotação do barril do petróleo Brent para entrega em maio mantinha-se na manhã desta quarta-feira, no mercado de futuros de Londres, estável face ao encerramento, com uma ligeira variação, subindo 0,33% para 88 dólares.
De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, às 7h00 de hoje (6h00 hora de Lisboa), o Brent, a referência europeia para o crude, subia 0,33% para 88,07 dólares.
Na terça-feira, a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio terminou no mercado de futuros de Londres em forte queda de 11,28%, para os 87,80 dólares.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 11,16 dólares abaixo dos 98,96 com que encerou as transações na segunda-feira.
O acentuado recuo do Brent foi atribuído às declarações de Donald Trump, de que os ataques israelo-norte-americanos ao Irão estariam praticamente terminados e de ter dito que está disposto a falar com os dirigentes iranianos.
Na terça-feira, o Wall Street Journal noticiou que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) propôs a maior libertação de reservas de petróleo da sua história para reduzir os preços do crude.
Os países do G7 afirmaram na terça-feira estar prontos para agir "com urgência, quando necessário, e com todas as ferramentas disponíveis" para estabilizar os preços do petróleo.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.
Hong Kong reforça combate a contrabando de combustível após subida de preço
Hong Kong reforçou hoje a luta contra o contrabando de combustível em veículos vindos da China continental, devido ao crescente custo do petróleo, causado pela guerra no Médio Oriente.
Nas últimas semanas, foram intercetados mais camiões transfronteiriços suspeitos de introduzirem gasolina ilegal na cidade, muitos deles com depósitos ampliados ou modificações para transportar maiores volumes destinados a postos de gasolina ilegais, indicou hoje o comissário de Alfândega e Impostos Especiais de Hong Kong, Chan Tsz-tat.
As autoridades ordenaram a apreensão de todos os veículos envolvidos e pretendem solicitar aos tribunais que sejam definitivamente confiscados, de acordo com a legislação em vigor sobre importação e exportação e sobre produtos sujeitos a impostos especiais.
Chan sublinhou que a diferença de preços entre a China continental e o centro financeiro, juntamente com a escalada do custo internacional do petróleo bruto, gerou um "forte incentivo económico" para que os contrabandistas assumissem riscos adicionais.
O responsável assegurou, no entanto, que o departamento dispõe de um robusto sistema de inteligência e que está a realizar inspeções direcionadas que permitiram detetar numerosos casos em postos fronteiriços.
Além disso, o comissário alertou que a compra de gasolina não tributada constitui um crime que implica tanto evasão fiscal como riscos importantes para a segurança.
"As alterações na estrutura dos depósitos, os pontos de carga ocultos e o armazenamento em condições não regulamentadas aumentam o risco de fugas, incêndios e explosões, em particular em áreas densamente povoadas ou em parques de estacionamento e armazéns industriais onde operam estações clandestinas", salientou Chan.
Por isso, o comissário lembrou que os condutores responsáveis por estas operações enfrentam penas de prisão e multas ao abrigo da Portaria sobre Importação e Exportação e da Portaria sobre Produtos com Impostos Especiais.
O aumento dos casos ocorre num contexto de subida dos preços dos combustíveis impulsionada pelo conflito no Irão e pelas tensões no estreito de Ormuz, que encareceram o transporte marítimo e os seguros e elevaram as cotações de referência do Brent e de destilados como o gasóleo.
Representantes do setor de transportes de Hong Kong alertaram que estão a ser estudadas sobretaxas temporárias sobre o combustível para entregas e serviços logísticos, enquanto os operadores enfrentam contratos de longo prazo que limitam a capacidade de transferir imediatamente o aumento dos custos para as tarifas.
Paralelamente, a China aumentou na terça-feira os preços de retalho da gasolina e do gasóleo, na sequência do aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais, a maior subida em quase quatro anos.
Drones e mísseis do Irão apontados a países do Golfo
- As Forças Armadas iranianas lançaram, nas últimas horas, mais uma vaga de bombardeamentos contra países do Golfo com recurso a drones e mísseis, incluindo infraestruturas petrolíferas na Arábia Saudita. Outro dos alvos do regime foi um navio cargueiro no Estreito de Hormuz, ao largo dos Emirados Árabes Unidos;
- O Ministério saudita da Defesa afirma ter abatido pelo menos cinco drones que se dirigiam ao campo petrolífero de Shaybah e as autoridades do Kuwait afirmam ter destruído oito aparelhos idênticos. No Bahrein, ao início da manhã, soaram as sirenes de alarme. Na véspera, um ataque atribuído ao Irão atingiu um edifício residencial em Manama, provocando a morte a uma mulher e ferimentos a oito pessoas;
- No Iraque, um drone atingiu um complexo diplomático dos Estados Unidos próximo do aeroporto de Bagdade;
- Por seu turno, Israel repetiu os bombardeamentos sobre o sul do Líbano. Beirute voltou a ser abalada por explosões. Cinco pessoas morreram em ataques anteriores que atingiram o distrito de Nabatieh. Outras duas morreram em Tyre;
- A máquina de guerra dos Estados Unidos afirma ter destruído 16 navios iranianos perto do Estreito de Hormuz. Estes vasos de guerra estariam a colocar minas;
- O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está "são e salvo", embora tenha sofrido ferimentos, afiançou no Telegram Yousef Pezeshkian, conselheiro do Governo de Teerão e filho do presidente iraniano;
- O general iraniano Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas do país, renovou a promessa de retaliação contra Israel e Estados Unidos pelos seus "crimes brutais e sem vergonha";
- O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, veio advertir os iranianos, na televisão estatal, contra quaisquer ações de protesto nas ruas "a pedido do inimigo". Tais manifestantes, ameaçou, serão "confrontados como inimigos";
- Uma das futebolistas da seleção iraniana de futebol feminino que haviam recebido vistos humanitários para permanecerem na Austrália mudou de ideias e contactou, entretanto, a embaixada da República Islâmica, de acordo com o Ministério do Interior australiano;
- A Agência Internacional de Energia Atómica propôs a maior libertação de reservas de petróleo da sua história, numa tentaativa de controlar a escalada de preços. O plano ultrapassaria os 128 milhões de barris que foram injetados nos mercados em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia;
- O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, sustenta que as origens do conflito no Médio Oriente "carecem tanto de legitimidade como de legalidade" e que "a sua continuação só resultará em mais baixas desnecessárias". Por sua vez, O enviado especial chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, frisa que Pequim valoriza a moderação demonstrada pelos Emirados Árabes Unidos;
- Há ainda 200 portugueses retidos na Tailândia por causa da guerra do Médio Oriente. Passaram horas na embaixada de Portugal em Banguecoque, mas estão ainda sem soluções para regressar.
Estão ainda retidos 200 portugueses na Tailândia
Há ainda 200 portugueses retidos na Tailândia por causa da guerra do Médio Oriente. Passaram horas na embaixada de Portugal em Banguecoque, mas estão ainda sem soluções para regressar.
Guerra do petróleo. Costa diz que "Rússia é a única vencedora"
O presidente do Conselho Europeu diz que a escalada militar no Médio Oriente e a subida dos preços da energia servem os interesses de Moscovo. António Costa assume mesmo que "a Rússia é a única vencedora desta guerra".