Governo está "a analisar as pretensões" do setor de terraplanagens sobre os combustíveis
O ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu hoje estar "a analisar as pretensões" dos empresários ligados às terraplanagens relativamente ao preço dos combustíveis, admitindo que o setor "tem sido esquecido" nas medidas até agora tomadas pelo Governo.
"São transportadores que, muitos deles, são detentores da sua própria frota e que não foram ou que não são englobados nem nestas [últimas medidas], nem em nenhumas do passado, deste ou de outro governo", afirmou Miguel Pinto Luz em declarações aos jornalistas à margem da "CNN Portugal Summit i9 Cascais - Living the Future", que decorre hoje em Cascais.
Reconhecendo que "é um setor que, de alguma forma, tem sido esquecido" nas medidas tomadas até agora para limitar o impacto da escalada do preço dos combustíveis, o ministro considerou que "não [o] pode ser", pelo que o Governo está "a analisar as suas pretensões".
"[Com] estas empresas especificamente, porque têm um tipo de ação diferente de todas as outras, temos que ter uma abordagem diferente, é um nicho de mercado que não pode ser esquecido", sustentou.
Empresários do setor das terraplanagens promovem hoje uma marcha lenta que arrancou pelas 07:40 da entrada de Lordelo, Paredes, da A42, com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis.
O representante dos promotores da iniciativa, Miguel Machado Mendes, disse serem esperados perto de meio milhar de pesados neste protesto, que se juntarão ao longo do percurso até Coimbra.
Garantindo que "o Governo continua em diálogo e quer encontrar as soluções", Miguel Pinto Luz confirmou que irá receber os representantes destes empresários na segunda-feira, às 11:00, tal como estes já tinham avançado ao início desta manhã à agência Lusa.
"Na segunda-feira irei ouvir as reivindicações, iremos encetar o diálogo e, depois, faremos a nossa avaliação", afirmou o ministro, acrescentando: "Nessa altura tomaremos uma posição especificamente sobre este setor que agora está a reivindicar".
Garantindo que "o Governo continua em estreito diálogo com todos", o ministro das Infraestruturas e Habitação salientou que o executivo "não cristalizou o limite dos seus apoios agora".
"Continuamos a trabalhar para todos. Temos medidas, faremos mais se for preciso. Estamos a monitorizar e a perceber aquilo que vamos fazer no futuro", assegurou.
A marcha lenta organizada hoje reúne empresas ligadas à extração de inertes, transportes, movimentação de terras e outras do ramo das terraplanagens.
Este subsetor da construção civil sente-se "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo, "um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que as empresas apresentam aos clientes.
"Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro", concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, salientando que esta "subida histórica" está a levar a um "cenário insustentável".
Centenas de camiões em marcha lenta na A1
"Vou-me juntar a esta e a muitas outras até que Governo faça alguma coisa"
"Devagar, devagarinho até à A1". A RTP Antena 1 à boleia num camião
A marcha lenta de camiões que saiu de Lordelo, no concelho de Paredes está a circular há cerca de 50 minutos e fez apenas 20 quilómetros.
Cerca de uma dezena de camiões na área de serviço de Condeixa-a-Nova
Desde o início do conflito no Médio Oriente, o empresário, que tem há cerca de 10 anos uma empresa de reboques, revelou que teve um aumento de cerca de “quatro mil euros por mês”.
Utentes fazem buzinão na Ponte 25 de Abril contra preços dos combustíveis
Utentes da Ponte 25 de Abril estão hoje a realizar um buzinão contra o preço dos combustíveis e exigir a demissão da ministra do Ambiente e o regresso do teletrabalho, disse Aristides Teixeira, da associação que convocou o protesto.
Em declarações à agência Lusa, Aristides Teixeira, da Associação Utentes Ponte 25 de Abril, disse que o buzinão que começou às 08:00 de hoje visa exigir a demissão da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, pedir a reposição do teletrabalho, tal como na pandemia, e a suspensão do pagamento nas portagens bem como do IVA e ISP sobre os combustíveis.
"Este buzinão é uma forma de manifestar a nossa indignação, reprovação, em relação a este recente fenómeno de uma minitra que quando finalmente sai do casulo é para proferir pareceres que são provocatórios e de uma falta de respeito por quem trabalha, estuda e tem de recorrer ao veiculo particular para se deslocar porque não têm alternativa com transportes públicos", disse Aristides Teixeira.
Empresários do setor das terraplanagens recebidos pelo Governo na segunda-feira
Os empresários do setor das terraplanagens que hoje iniciaram uma marcha lenta de protesto contra o preço dos combustíveis a partir de Paredes, distrito do Porto, vão reunir-se na segunda-feira com o Governo, anunciou o representante dos manifestantes.
"Recebemos contacto do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação [Miguel Pinto Luz], no dia de ontem [quinta-feira], dando nota de que está atento às nossas reivindicações e na sequência da qual foi marcada uma reunião, para a próxima segunda-feira, em Lisboa", disse à Lusa Miguel Machado Mendes.
Miguel Machado Mendes falava à Lusa minutos antes do arranque da marcha lenta organizada por empresários deste subsetor da construção civil, que partiu de Lordelo, Paredes, pelas 07:40, seguindo rumo à A41, no sentido norte-sul, e depois pela A1, no mesmo sentido, até Coimbra Sul, onde terminará.
A marcha de cerca de 140 quilómetros arrancou com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis.
O representante dos promotores da iniciativa estimou hoje no local que são esperados perto de meio milhar de pesados neste protesto, que se juntarão ao longo do percurso até Coimbra.
Segundo Miguel Machado Mendes, há quatro pontos de concentração com mais viaturas que se vão juntar à coluna, o que lhes dá uma "certeza de meio milhar de viaturas pesadas nas estradas".
"O que estas empresas pedem é que as ouçam, ouçam as nossas reivindicações, que acolham os nossos pedidos. Entendemos que é uma luta justa e que defende o setor", acrescentou.
A marcha está a ser acompanhada pela GNR.
O protesto reúne empresas ligadas à extração de inertes, transportes, movimentação de terras e outras do ramo das terraplanagens.
Este subsetor da construção civil sente-se "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo, sendo este "um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que as empresas apresentam aos clientes.
"Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro", concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, admitindo que esta "subida histórica" está a levar a um "cenário insustentável".
Trânsito lento nas portagens da A41
Marcha lenta quase a partir de Lordelo
Em Lordelo, concelho de Paredes, dezenas de camionistas estão prestes a sair em direção à A42, em protesto contra o preços dos combustíveis.
Mais de 100 camiões do setor das terraplanagens saiu de Paredes
O representante dos promotores da iniciativa, Miguel Machado Mendes, estimou no local que são esperados perto de meio milhar de pesados neste protesto, que se juntarão ao longo do percurso até Coimbra. A marcha está a ser acompanhada pela GNR.
Centenas de camiões já iniciaram marcha lenta a partir de Lordelo
Preço dos combustíveis deve baixar na próxima semana
Mais de 400 camiões esperados em marcha lenta contra preço dos combustíveis
Uma marcha lenta organizada por empresários de terraplanagens pode juntar mais de 400 camiões a partir das 07h30, num percurso entre Paredes e Coimbra através da A42, A41 e A1.
Segundo explicou, a marcha lenta "resulta de um movimento espontâneo de uma série de empresas do ramo das terraplanagens, movimentação de terras, extração de inertes e transportes", um subsetor da construção civil "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo.
Salientando que "o gasóleo é um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que estas empresas apresentam aos clientes, Miguel Machado Mendes afirmou que "a subida histórica do preço dos combustíveis está a colocá-las diante de um cenário insustentável".