Centeno acredita num acordo com tempo para pessoas e empresas se adaptarem ao Brexit

| Economia

O ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, defendeu hoje, em Londres, que é possível alcançar um acordo "generoso" para o Brexit, mas os agentes económicos terão de ter tempo para se ajustarem.

"Esta é uma mudança estrutural, e isto é o mais positivo que posso ser. Como mudança estrutural, os agentes demoram tempo a ajustar-se e precisamos de tornar a transição muito clara e os políticos têm de dar tempo aos agentes para se ajustarem", disse Centeno, numa palestra na universidade britânica London School of Economics.

Centeno prevê que o Brexit resulte em fluxos de pessoas e capitais e que empresas vão entrar e vão sair do Reino Unido, mas alertou que "há muito em jogo, especialmente no setor financeiro".

O presidente do Eurogrupo alertou para os riscos que o Brexit (processo de saída do Reino Unido da União Europeia) representa para as duas economias, especialmente a britânica, e mostrou-se confiante num desfecho positivo das negociações.

"Penso que temos condições para ter um acordo sobre o Brexit que seja generoso o suficiente para os agentes económicos terem tempo de se ajustarem, uma vez que a transição for definida pelos políticos", concluiu.

O Governo britânico deu conta nos últimos dias de que intensificou os preparativos para a falta de um acordo e hoje publicou mais um lote de notas técnicas para informar pessoas e empresas sobre as consequências de uma saída da União Europeia sem um entendimento com Bruxelas.

O ministro para o Comércio Internacional, Liam Fox, disse em agosto que as probabilidades de não se chegar a um acordo eram de "60-40", mas, no início da semana, o negociador-chefe dos 27, Michel Barnier, aludiu para a possibilidade de se chegar a um consenso até novembro.

Mário Centeno esteve em Londres na qualidade de presidente do Eurogrupo para proferir uma palestra intitulada "Como pode o euro proteger a Europa de crises futuras?", em que discutiu as medidas para reformar a moeda única europeia e como é que esta pode proteger a economia europeia de choques internos e externos no futuro.

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