Economia
China intensifica críticas a Estados Unidos um mês após captura de Maduro
A China elevou hoje o tom contra os Estados Unidos, qualificando de "atos hegemónicos" e contrários ao direito internacional a intervenção norte-americana na Venezuela, que há um mês culminou na captura do líder Nicolás Maduro.
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian acusou Washington de ter lançado "de forma aberta" operações militares contra a Venezuela e de forçar a detenção de Maduro e da esposa, ações que, nas suas palavras, "violam gravemente o direito internacional", violam a soberania venezuelana e põem em risco a paz e a estabilidade na América Latina e nas Caraíbas.
Lin disse que a China opõe-se "de forma firme" a este tipo de ações e continuará a apoiar a Venezuela na defesa da sua soberania, dignidade e direitos e interesses legítimos, estando também "disposta a trabalhar com a comunidade internacional para salvaguardar os princípios da Carta das Nações Unidas e a equidade e a justiça internacionais".
As declarações surgem um mês depois da operação militar norte-americana que resultou na captura de Maduro e da esposa, levados para Nova Iorque.
Um episódio que Pequim já tinha condenado, apelando à libertação imediata do líder venezuelano e sublinhando que as disputas internacionais devem ser resolvidas por meios pacíficos e pelo diálogo.
A Venezuela tem vivido um período de instabilidade política após a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina e o início de contactos diplomáticos exploratórios com Washington, enquanto Caracas tem assistido a manifestações a exigir o regresso de Maduro.
Pequim, aliado tradicional de Maduro, reiterou nas últimas semanas a rejeição a qualquer imposição externa e defendeu o princípio de não intervenção.
Lin disse que a China opõe-se "de forma firme" a este tipo de ações e continuará a apoiar a Venezuela na defesa da sua soberania, dignidade e direitos e interesses legítimos, estando também "disposta a trabalhar com a comunidade internacional para salvaguardar os princípios da Carta das Nações Unidas e a equidade e a justiça internacionais".
As declarações surgem um mês depois da operação militar norte-americana que resultou na captura de Maduro e da esposa, levados para Nova Iorque.
Um episódio que Pequim já tinha condenado, apelando à libertação imediata do líder venezuelano e sublinhando que as disputas internacionais devem ser resolvidas por meios pacíficos e pelo diálogo.
A Venezuela tem vivido um período de instabilidade política após a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina e o início de contactos diplomáticos exploratórios com Washington, enquanto Caracas tem assistido a manifestações a exigir o regresso de Maduro.
Pequim, aliado tradicional de Maduro, reiterou nas últimas semanas a rejeição a qualquer imposição externa e defendeu o princípio de não intervenção.