Marcelo considera que explicação do Governo às populações "não correu bem"
O presidente da República fez reparos à forma como o Governo comunicou com a população no decurso dos temporais.
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa
Ainda assim, o presidente da República entende que a resposta foi melhor que a dada há oito anos, nos incêndios que vitimaram mais de uma centena de pessoas.
Meteorologista explica quais as previsões para os próximos dias
Portugal continental com 833 ocorrências até às 23h00
Portugal continental registou entre as 00:00 e as 23:00 de terça-feira 833 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo queda de árvores ou estruturas, inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
As zonas mais afetadas com estas ocorrências foram a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, indicou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Miguel Oliveira.
Nas últimas horas, a Proteção Civil não teve registo de vítimas ou de danos significativos.
"Algumas [ocorrências] ainda são resultado das operações de recuperação das últimas intempéries, como cortes de árvore ou limpeza de vias", explicou Miguel Oliveira.
Portugal continental registou desde as 16:00 de 27 de janeiro até às 16:00 de terça-feira o total de 14.339 ocorrências devido ao mau tempo, com predominância de quedas de árvores e de estruturas e inundações, anunciou a Proteção Civil
Foram mobilizados 48.850 operacionais apoiados por 18.509 meios terrestres para dar resposta aos efeitos das depressões que têm afetado Portugal.
A Proteção Civil alertou na terça-feira para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental.
A partir da tarde de terça-feira é esperada chuva forte e persistente, vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego (perto da Figueira da Foz, no distrito de Leiria) e até 95 quilómetros por hora nas serras do Sul.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
PR questinou primeiro-ministro sobre as razões para não ativar Mecanismo Europeu de Proteção Civil
O Presidente da República disse hoje que perguntou ao primeiro-ministro o porquê de não se ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil face à depressão Kristin e a justificação foi de que "não era um contributo que fazia a diferença".
"Eu perguntei o que é que isso podia mudar efetivamente e o primeiro-ministro também me explicou é que aquilo que podia ter efeito útil em termos imediatos e rápidos não era um contributo que fazia a diferença. Pronto. Eu aí aceitei. Até prova em contrário, eu parto do princípio de que quem exerce o poder executivo ponderou isso, porque tinha sido ponderado e tinha-se entendido que não justificava", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.
O chefe de Estado falava aos jornalistas no âmbito de uma visita ao município de Ourém, no distrito de Santarém, uma das zonas afetadas pela depressão Kristin.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Muro desabou em Almada
O alerta foi dado pelas 21h40.
Ribeira da Laje já galgou as margens
“Já estamos habitados a que isto aconteça”, disse Isaltino aos jornalistas.
O presidente da Câmara de Oeiras diz que o ponto mais preocupante é Algés, para onde “foram tomadas as medidas preventivas necessárias”. Há 200 efetivos de prevenção.
Marcelo visita zonas afetadas e fala em "desafio duplo" para as autoridades nos próximos dias
Ainda há milhares de pessoas a precisar de ajudar para reconstruir ou repor habitações, sem água ou eletricidade. E espera-se uma nova depressão nos próximos dias, enquanto as autoridades ainda tentam responder às necessidades mais urgentes.
Linhas do Douro e Oeste suspensas e retomado Urbanos de Coimbra
A circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e na Linha Oeste, enquanto o serviço nos Urbanos de Coimbra foi retomado, adiantou hoje a CP - Comboios de Portugal.
Numa atualização pelas 20:00 de hoje, a CP sublinhou que foi retomada a circulação ferroviária no Ramal de Alfarelos, permitindo a realização dos comboios Urbanos de Coimbra.
O serviço ferroviário de longo curso entre Braga e Lisboa, e o Intercidades na Linha da Beira Alta já tinham sido hoje retomados, após a suspensão na sequência do mau tempo.
Continuam suspensas a Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e a Linha do Oeste, indicou a CP.
Também a IP - Infraestruturas de Portugal referiu, numa atualização pelas 18:00 de hoje, que estavam repostas as condições de circulação no Ramal de Alfarelos e que se mantinham os condicionamentos na Linha do Douro, com a circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho, e na Linha do Oeste, com a circulação suspensa entre Mafra e Amieira.
A IP destacou ainda que as suas equipas continuam no terreno "a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança".
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Seguro exige que apoios cheguem "rápido" ao terreno, promete ser vigilante em Belém e ouve lamentos de quem quer "reerguer-se das trevas"
Em Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, o rasto da destruição da tempestade Kristin também é bem visível.
Foto: José Coelho/LUSA
António José Seguro concorda e exige que as medidas anunciadas pelo Executivo de Luís Montenegro cheguem a quem mais precisa. Diz que "a realidade é a maior pressão" e que pessoas e empresas precisam "rapidamente desses apoios". "Chega de palavras, este é o momento de acção", avisa o candidato à Presidência da República.
Em declarações aos jornalistas, António José Seguro promete ser "vigilante" no Palácio de Belém e compromete-se a regressar ao terreno, às regiões mais afectadas pela tempestade Kristin, para "verificar" se os apoios chegaram efectivamente a quem mais precisa. "É esse o meu compromisso", garante. O candidato a Belém promete ainda manter o tema na agenda política.
Seis distritos com aviso laranja para queda de neve
Um forte nevão caiu hoje a Norte. Há avisos laranja para seis distritos por causa da queda de neve acima dos 800 metros e vários escolas estiveram encerradas.
Entre voltas. Pedrógão Grande volta a sofrer com a tempestade
Quase nove anos depois dos incêndios, a tempestade Kristin voltou a abrir uma ferida em Pedrógão Grande.
Ventura criticou visita de Marcelo ao Vaticano nos dias seguintes à tempestade
André Ventura visitou uma empresa afetada pela tempestade em Torres Vedras. O candidato criticou Marcelo Rebelo de Sousa por se ter ausentado do país na viagem oficial que fez ao Vaticano nos dias seguintes à tempestade.
Seguro visitou Proença-a-Nova e prometeu regressar enquanto Presidente
António José Seguro visitou uma zona industrial de Proença-a-Nova devastada pela tempestade.
"País mais preparado". Autoridades pedem tranquilidade para próximos dias
As autoridades consideram que o país está preparado para enfrentar as duas intempéries que vão atingir Portugal até domingo.
A ministra do Ambiente anunciou a construção da Barragem de Girabolhos, suspensa há 10 anos, para que as cheias no Mondego não continuem a ser uma preocupação constante.
Ministro da Agricultura anuncia apoio de 40 milhões de euros a fundo perdido
O ministro da Agricultura anunciou um novo apoio de 40 milhões de euros a fundo perdido para os agricultores.
PR avisa que "não serve de nada ter medidas no papel" se não for possível executá-las
O Presidente da República avisou hoje que "não serve de nada ter medidas no papel" de apoio às populações afetadas pelo mau tempo se não for possível executá-las, pedindo coordenação no terreno porque senão as pessoas ficarão desesperadas.
"O problema não é [as medidas do Governo] serem suficientes, (...) faz-se o levantamento da situação que existe, de tal forma que se pode dar a resposta. Não serve nada ter medidas no papel, se não é possível dar resposta às medidas", alertou, em declarações aos jornalistas à margem das cerimónias fúnebres do cineasta João Canijo após ser questionado sobre a ação do Governo na resposta à passagem da depressão Kristin em Portugal continental.
O Presidente da República explicou que na reunião desta tarde com o primeiro-ministro no Palácio de Belém avaliou-se a situação dos próximos dias, para os quais se antevê uma quinta-feira e um domingo "complicados", e como se vai responder aos mais de 100 mil portugueses sem eletricidade e mais de 70 mil sem telecomunicações.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou também que foi abordada nessa reunião a "importância de a máquina" do Estado conseguir responder aos problemas, bem como a sua coordenação.
"E nessa máquina, como é importante, além de uma coordenação, que agora está em Leiria, funcionar tudo bem, desde as pessoas até à coordenação", defendeu, acrescentando que, se isso não acontecer, as "pessoas ficam ansiosas, angustiadas ou desesperadas".
O chefe de Estado disse ainda, sem detalhar datas, que, além do concelho de Ourém, visitará Pedrógão Grande e que prevê estar primeiro na região do Mondego, a que seguirá uma visita à zona do Sado e uma ida à região do Tejo.
Sete dias depois da tempestade. Mais de 90 mil consumidores continuam sem luz
Uma semana depois da tempestade, o número de clientes da EDP sem eletricidade ascende a mais de 100 mil.
Quase não há geradores à venda e os preços dos que existem duplicaram.
Estragos em Pombal. Muitos emigrantes regressaram para reparar casas
Muitos emigrantes regressaram a Portugal depois de saberem que as casas ficaram danificadas pela tempestade.
Cerca de 90% das empresas da Marinha Grande reportaram danos
A Associação Industrial da Marinha Grande revelou que 90% das empresas da região reportaram danos causados pela tempestade Kristin.
Um total de 103 mil clientes da E-Redes sem energia às 17h00
Um total de 103 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pela depressão Kristin na rede de distribuição, informou hoje a empresa.
Num balanço feito às 17:00, a empresa indicou que "estão por alimentar 103 mil clientes, sendo que, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 99 mil clientes".
Leiria é o distrito mais afetado, com mais com 75 mil clientes sem energia, seguido de Santarém, com 17 mil clientes, Castelo Branco, com 7 mil, e Coimbra, com menos de mil, precisou a E-Redes, quando se assinalam sete dias da passagem da depressão pelo território nacional.
No anterior balanço realizado pela empresa, pelas 12:00, o número de clientes afetados ascendia aos 116 mil.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Maioria das escolas em Leiria reabre esta quarta-feira
Algumas escolas vão permanecer encerradas devido aos danos provocados pelo mau tempo, nomeadamente quedas de árvores, cortes de energia e infiltrações.
Metro de Lisboa com portas abertas entre hoje e a madrugada de segunda-feira
Numa informação enviada à agência Lusa, fonte do Metropolitano de Lisboa explicou que esta medida se insere "no âmbito do Plano de Contingência para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, visando assegurar uma resposta adequada às condições de frio extremo que atualmente se fazem sentir na cidade de Lisboa".
Assim, entre hoje e a madrugada de segunda-feira, as pessoas em situação de sem-abrigo poderão pernoitar nas estações de metro de Santa Apolónia (linha Azul), Rossio (linha Verde) e Oriente (linha Vermelha).
O estado do tempo em Portugal continental vai ser afetado entre hoje à tarde e sábado pela depressão Leonardo, prevendo-se chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Nesse sentido, o IPMA decretou aviso laranja para agitação marítima no distrito de Lisboa e amarelo para chuva e vento.
As temperaturas mínimas entre hoje e segunda-feira oscilam entre os 8 e os 12 graus celsius.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, entre hoje e quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo.
Agravamento do estado do tempo. GNR alerta para situações de perigo
A Guarda Nacional Republicana afirma que compreende a situação de vulnerabilidade em que muitas pessoas se encontram e a necessidade urgente de reparar danos causados pelo mau tempo, mas sublinha que "é fundamental que essas intervenções sejam feitas em segurança!".
Para o efeito, recomenda que sejam utilizados equipamentos de proteção individual adequados (arnês, capacete, calçado antiderrapante) sempre que realizados trabalhos em altura e que se evite subir a telhados em condições de instabilidade, vento forte ou chuva.
Avisa igualmente a população para que coloque os geradores exclusivamente no exterior, em locais bem ventilados, nunca no interior das habitações, garagens ou espaços fechados e que assegure que equipamentos a combustível estão desligados antes de qualquer reabastecimento.
A GNR adianta que irá mantém-se no terreno, de forma próxima e discreta, especialmente junto de quem mais precisa de auxílio.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Proteção Civil eleva estado de prontidão para nível mais elevado
Proteção Civil avisa para "situação meteorológica muito complexa"
Há previsão de queda de neve e agitação marítima e risco de inundações urbanas devido à precipitação, que será forte e persistente.
O período mais crítico será entre hoje e quinta-feira.
No arquipélago dos Açores as ondas podem atingir os 14 metros
Em comunicado, a Autoridade Marítima indica que a situação "será caracterizada por uma ondulação proveniente do quadrante oeste, com uma altura significativa que poderá atingir os oito metros e uma altura máxima de 14 metros, com um período a variar entre os 10 e os 13 segundos".
Os efeitos da passagem pelos Açores da depressão Leonardo, com um sistema frontal associado, deverão começar a fazer-se sentir de forma mais intensa a partir da madrugada de quarta-feira, informou hoje o IPMA.
São esperados ventos provenientes do quadrante oeste, "com uma intensidade média até 75 quilómetros por hora e rajadas até 135 quilómetros por hora".
A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha recomendam, em especial à comunidade piscatória e náutica de recreio que se encontra no mar, o eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução.
Recomenda-se ainda o reforço da amarração e vigilância das embarcações atracadas e fundeadas, bem como que os marítimos mantenham um estado de vigilância permanente e acompanhem a evolução da situação meteorológica.
PS de Leiria considera inaceitável isenção de portagens durante apenas uma semana
Os deputados do PS eleitos por Leiria consideram inaceitável a isenção de portagens apenas uma semana na Autoestrada 8, que serve a região de Leiria, gravemente afetada pela depressão Kristin, e não responde "às necessidades reais do território".
"Eurico Brilhante Dias e Catarina Louro têm estado a acompanhar em permanência o evoluir da situação no distrito de Leiria, no terreno e em contacto pessoal ou telefónico com os autarcas e demais agentes que estão a dar resposta à calamidade, tendo confirmado que a utilização do troço da A8 entre a Marinha Grande e Leiria é essencial para os trabalhos de reconstrução", adianta.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos das autoestradas 8, 17, 14 e 19.
A medida terá início às 00:00 de quarta-feira e durará até às 24:00 de 10 de fevereiro, terça-feira, dois dias após a conclusão da declaração da situação de calamidade, segundo o Ministério das Infraestruturas e da Habitação.
O ministério indicou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira, na A14, entre Santa Eulália e o nó de Ançã, e na A19, entre o nó de Azoia e o nó de São Jorge (este troço também na região de Leiria).
Citado na nota, o deputado do PS Eurico Brilhante Dias sustenta que a decisão do Governo, liderado pelo social-democrata Luís Montenegro, "confirma que a isenção era necessária e justa", mas o executivo "tem agora de assumir que a reconstrução vai ser longa e que as medidas excecionais têm de acompanhar essa realidade".
"Estamos perante um Governo que parece continuar sem a noção da verdadeira dimensão da catástrofe. Vão ser necessários meses de trabalho, de deslocações permanentes de equipas técnicas, de empresas, de autarcas e de cidadãos, numa região com uma atividade económica muito significativa", destaca.
Para a deputada Catarina Louro, "esta isenção tem de durar o tempo que for necessário até que todas as infraestruturas estejam reconstruídas", tanto mais porque a sobrecarga da Estrada Nacional 242 (liga Leiria à Marinha Grande), "já hoje com fortes limitações, tornará a mobilidade neste eixo urbano particularmente difícil".
Na segunda-feira, o presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da A8 que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.
Também a Câmara de Montemor-o-Velho pediu a suspensão temporária do pagamento de portagens na A14, enquanto se mantiverem os condicionamentos em várias estradas do concelho, na sequência da depressão Kristin.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Montenegro garante que "estão empenhados todos os meios disponíveis"
Montenegro garante que estão a ser tomadas medidas preventivas.
Marcelo Rebelo de Sousa vai ainda hoje visitar alguns locais da zona centro afetados pela tempestade.
O presidente e o primeiro-ministro vão voltar a reunir-se na próxima quinta-feira para nova avaliação da situação.
Concelhos em situação de calamidade representam 17% da população portuguesa
Os 68 concelhos em situação de calamidade após a passagem da depressão Kristin têm 17,1% da população residente em Portugal e 16,7% da área total, um território onde se localizam grandes empresas, muitas delas fortemente exportadoras.
Segundo os dados do INE de 2023, nos concelhos com declaração de calamidade viviam 1.8267.35 pessoas (17,1%) e com um rendimento bruto de 20.651.694 euros, que corresponde a 16,4 % do total do país.
Em muitas das freguesias, ainda sem eletricidade, existirão dificuldades no acesso ao voto nas eleições presidenciais de domingo, 08 de fevereiro. No total da área afetada, estão inscritos 1.589.165 eleitores (14,4% do total). A abstenção nestes concelhos oscilou entre 26,33% em Vila de Rei e 50,30% na Nazaré.
Acima do poder de compra `per capita` do país, no mapa dos concelhos afetados, apenas está Leiria, Coimbra e Aveiro, mas, entre os municípios com menos de 70% da média nacional existem quatro casos: Oleiros, Penamacor, Góis e Pampilhosa da Serra.
No que diz respeito ao envelhecimento, 30% da população tem mais de 65 anos, acima da média nacional (24%), e, dos 68 concelhos afetados, apenas 14 têm populações mais novas que a média nacional, com destaque para Entroncamento, Batalha e Ílhavo, seguindo-se depois Aveiro, Torres Vedras, Condeixa-a-Nova, Leiria, Rio Maior, Murtosa, Ovar, Vagos, Marinha Grande, Lourinhã e Albergaria-a-Velha.
Na região, encontram-se 14 concelhos com índice de envelhecimento que corresponde a mais do dobro da média nacional, com destaque para Oleiros, Penamacor, Pampilhosa da Serra e Castanheira de Pêra.
Oleiros, aliás, é o concelho mais envelhecido de toda a região afetada, com um índice de 730, quatro vezes superior à média nacional, e o presidente da Câmara disse hoje que mais de 70% do território está sem comunicações móveis ou com instabilidade.
O impacto não é apenas nas pessoas mas também na economia regional e nacional. Os concelhos litorais desta região afetada têm uma forte componente empresarial e toda a região tem 248.586 empresas, que correspondem a 15,7% do total do país.
A região de Leiria e de Aveiro é fortemente exportadora e essa contabilidade também terá efeitos na balança comercial do país.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Coruche ativa Plano Municipal de Emergência
A Câmara de Coruche ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, na sequência da depressão Kristin, que provocou precipitação intensa e uma subida acentuada dos níveis do rio Sorraia, aumentando o risco de cheias e inundações.
Em comunicado, a autarquia do distrito de Santarém explica que a decisão foi tomada após uma reunião extraordinária da Comissão Municipal Restrita de Proteção Civil, perante o agravamento da situação meteorológica e hidrológica no território.
Segundo o documento, "a precipitação intensa e persistente, associada a ventos fortes, originou a subida acentuada dos níveis hidrométricos do rio Sorraia e dos seus afluentes", elevando "de forma substancial o risco de cheias e inundações severas", sobretudo nas zonas ribeirinhas, agrícolas e habitacionais mais vulneráveis.
O município refere que a depressão provocou também "interrupções no fornecimento de energia elétrica, no abastecimento de água e nos serviços de telecomunicações em algumas zonas do concelho", condicionando o acesso a serviços essenciais.
Segundo o comunicado, a ativação do plano visa "assegurar uma resposta célere, eficaz e articulada, mobilizando os meios e recursos necessários para a proteção de pessoas e bens, a mitigação dos riscos existentes e a reposição da normalidade".
A autarquia alerta ainda que as previsões apontam para "a manutenção de condições meteorológicas adversas nos próximos dias", o que poderá agravar a situação hidrológica e os riscos associados.
A Câmara de Coruche diz estar a acompanhar permanentemente a evolução da situação, "em articulação com as entidades competentes", garantindo ainda a mobilização de todos os meios disponíveis.
Na nota, a autarquia apela aos munícipes para que "acompanhem as informações oficiais, adotem comportamentos de autoproteção e evitem deslocações desnecessárias para zonas de risco", enquanto persistirem as condições adversas.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
André Ventura aplaude isenção de portagens
O candidato presidencial e líder do Chega, saudou hoje a decisão do Governo de isentar de portagens durante uma semana nas zonas afetadas pela depressão Kristin e propôs que a medida se mantenha "nos próximos meses".
André Ventura, que tinha reclamado esta isenção nos últimos dias, considerou que "era o mínimo que podia ser feito".
"Estamos a falar de zonas onde as pessoas se estão a deslocar para levar alimentos, para levar eletricidade, para ajudar, há pessoas a deslocar-se do sul do país para as zonas afetadas para ajudar a fazer consertos de estruturas de eletricidade e vão pagar portagens. Ora, que sentido é que isto faz? Ainda bem que ao menos valeu a pena eu ter insistido nisto e valeu a pena andar a falar nisto porque ao menos são estas pequenas coisas que mostram que vale a pena esta política de proximidade", referiu.
O candidato a Presidente da República falava aos jornalistas antes de visitar uma empresa agrícola afetada pelo mau tempo no concelho de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.
A isenção começará à meia-noite e vai estender-se por uma semana, anunciou Luís Montenegro, durante uma visita a uma empresa de Pombal.
Deco Proteste cria linha telefónica de apoio às populações afetadas
A Deco Proteste anunciou hoje ter criado uma linha telefónica para apoiar os consumidores afetados pelas intempéries e responder a dúvidas sobre moratórias, seguros, danos na habitação e acertos de faturação de serviços.
Em comunicado, a organização de defesa dos consumidores avança que, através do número 211 215 656, os afetados pela tempestade Kristin podem clarificar como aceder aos apoios, como acionar seguros e como defender os seus direitos perante falhas prolongadas de serviços essenciais como água, eletricidade e telecomunicações.
O objetivo, salienta, é garantir um "apoio direto aos consumidores" e também "esclarece[r], de forma prática, quais as medidas anunciadas pelo Governo e como devem ser usadas".
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Comissão Nacional de Eleições: haverá "alterações pontuais" de locais de voto no próximo domingo
"As únicas indicações que temos são de alterações pontuais em locais de voto. Por isso, aconselhamos os eleitores a informarem-se no próprio dia sobre onde votar porque o local pode ter sido alterado, principalmente nas zonas mais afetadas", afirmou André Wemans.
O responsável explicou que a maioria das alterações se deve a danos causados pelo mau tempo nos edifícios onde iria decorrer a votação.
"Devido à tempestade, houve danos em alguns edifícios onde decorreu a primeira volta das eleições presidenciais e, por causa disso, deixaram de poder garantir condições para acolher as mesas de voto", especificou.
André Wemans garantiu que, em termos logísticos, está tudo pronto para o ato eleitoral de domingo.
"Sabemos que na parte da logística está tudo a postos. Mas sabemos a situação em que parte do país está, por isso, vamos acompanhando a situação porque está prevista mais chuva forte e intensa durante esta semana", afirmou, admitindo que até domingo poderá haver mais alterações.
Até ao momento, já solicitaram alteração de local de voto municípios de 10 dos 18 distritos de Portugal Continental e um da Região Autónoma da Madeira, pedido aprovado pela CNE, segundo o Portal do Eleitor, da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
Braga, Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Lisboa, Santarém, Vila Real e Viseu são os 10 distritos com municípios que já pediram mudanças.
O pedido de alteração de local de voto deveu-se a "motivos de força maior", sustenta o Portal do Eleitor, sem especificar quais.
No distrito de Coimbra, um dos que registou mais estragos na sequência da tempestade, há três concelhos onde há alterações de locais de voto, nomeadamente Coimbra, Condeixa-a-Nova e Figueira da Foz.
Depois, os distritos de Bragança, Évora e Viseu registam duas mudanças cada, e os restantes uma cada um.
Também na Madeira há uma única alteração, designadamente no concelho do Funchal.
Os cidadãos elegem o próximo Presidente da República numa segunda volta no domingo, depois de António José Seguro ter obtido na primeira volta 31,1% (1.755.563 votos) e André Ventura 23,5% (1.327.021 votos).
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Proteção Civil alerta para inundações e cheias entre hoje e quinta-feira
Região centro: Mais de 1000 militares no terreno
Em Leiria, especifica o comunicado, o Exército "assegura intervenção e limpeza, engenharia, comunicações, energia e apoio logístico, com a finalidade de mitigar os impactos das cheias, remover escombros e obstáculos, restabelecer a mobilidade, reforçar comunicações e energia e garantir apoio logístico a infraestruturas e serviços essenciais".
Para o concelho de Leiria, detalha-se, estão destacados três pelotões de desobstrução e limpeza, na Marinha Grande estão dois destacamentos de engenharia, um módulo de alojamento para 80 pessoas, equipa de comunicações e quatro patrulhas de vigilância e dissuasão e em Vieira de Leiria está empenhado um destacamento de engenharia.
O Exército destacou ainda militares para os municípios de Figueiró dos Vinhos, Pombal e Alvaiázere, com a mobilização de pelotões de remoção de escombros e limpeza, equipas de intervenção, desobstrução e limpeza e módulos de comunicação.
"O Exército Português continuará a acompanhar a evolução da situação, mantendo prontidão para reforçar o apoio sempre que solicitado pelas autoridades competentes", lê-se no comunicado.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Alcochete alerta para perigo de inundações nas próximas horas
A Proteção Civil de Alcochete alerta para o perigo de inundações nas próximas horas, devido à chuva forte e subida do nível do Tejo.
Numa nota divulgada no facebook as autoridades deixam várias recomendações.
Nesse sentido, as autoridades recomendam que se evite circular ou estacionar na zona ribeirinha e se retire veículos e objetos de valor de garagens com cave.
Autoridades de Pedrógão Grande alertam a população para o risco de eletrocussão causado por postes e cabos elétricos caídos
Numa mensagem divulgada através das redes sociais, a Proteção Civil do município de Pedrógão Grande explicou que "muitos dos cabos já se encontram em carga", têm energia elétrica e deve haver a "máxima precaução" para evitar contactos e casos de eletrocussão.
Quem se deslocar para as zonas afetadas deve "nunca tocar em cabos elétricos caídos ou danificados" e "manter distância de postes, cabos ou estruturas suspeitas", aconselhou a Proteção Civil.
O Serviço Municipal de Proteção Civil pediu também para a população não se aproximar de estruturas da rede elétrica destruídas, "mesmo que os cabos aparentem não ter energia", e para sinalizar situações que detete, contactado "imediatamente as autoridades competentes".
"A E-Redes continua no terreno para garantir que a energia elétrica chegue a todo o território do concelho o mais rapidamente possível", referiu a Proteção Civil de Pedrógão Grande, acrescentando que "todas as situações relacionadas com a rede elétrica devem ser registadas na plataforma da E-Redes (https://balcaodigital.e-redes.pt/home/risky)".
Dez pessoas morreram desde quarta-feira passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Ministro da Agricultura anuncia 40 milhões de euros de apoios
O ministro de Agricultura anunciou hoje em Torres Vedras uma linha de apoio de 40 milhões de euros destinada à reposição do potencial agrícola que teve estragos provocados pelo mau tempo.
José Manuel Fernandes anunciou "um apoio adicional ao que tem sido anunciado de 40 milhões de euros para a reposição do potencial produtivo. Para se aceder a esse apoio, é necessário que o prejuízo seja superior a 30% em termos da exploração".
Os apoios a fundo perdido destinam-se aos agricultores dos 68 concelhos onde foi declarada calamidade.
Desde quinta-feira, quando abriram os avisos, só na região de Lisboa e Vale do Tejo 190 pessoas sinalizaram os seus prejuízos, que estão estimados em 18 milhões de euros até agora, adiantou o governante.
O ministro da Agricultura falava aos jornalistas durante uma visita a uma exploração agrícola no concelho de Torres Vedras.
As estufas de produção de tomate, um projeto de quase um milhão de euros de investimento erguido em 2022, ficaram quase todas destruídas, com estruturas metálicas vergadas e plásticos danificados, contou à Lusa um dos sócios.
"Tínhamos plantado tomate uma semana antes da tempestade Kristin e ficámos sem nada. Estavam aqui 22 mil plantas e conseguimos aproveitar cinco mil, porque a estrutura da estuda foi abaixo e a maior parte das plantas ficou debaixo ou estragada pelos ventos", contou à Lusa um dos sócios, Diogo Antunes.
O agricultor estimou entre 500 a 600 mil euros o prejuízo.
"Produzimos anualmente 600 toneladas de tomate que não vamos produzir, não temos trabalho para os nossos nove funcionários e não teremos faturação", alertou.
Câmara de Montemor-o-Velho diz que isenção de portagens "é um incentivo"
O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo (PS), considerou hoje que a isenção de portagens anunciada pelo Governo "peca por tardio", mas constitui "um incentivo" e "um reconhecimento" do sofrimento das populações afetadas pela depressão Kristin.
"É um incentivo, é um reconhecimento para aquilo que as pessoas estão a sofrer, acima de tudo", afirmou o autarca daquele município do distrito de Coimbra, em declarações à agência Lusa, reagindo ao anúncio do Governo de que iria isentar de portagens durante uma semana as zonas mais afetadas pela intempérie.
Questionado sobre se esta medida é suficiente, José Veríssimo frisou que a importância da decisão não se mede apenas em termos financeiros, sublinhando a importância do sinal político dado pelo Governo às populações.
"Eu acho que é muito importante para que as pessoas sintam que o Governo também está connosco", apontou.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.
A isenção começará à meia-noite e vai estender-se por uma semana, anunciou Luís Montenegro, durante uma visita a uma empresa de Pombal.
Na segunda-feira, a Câmara de Montemor-o-Velho pediu a suspensão temporária do pagamento de portagens na Autoestrada 14 (A14), enquanto se mantiverem os condicionamentos em várias estradas do concelho, na sequência da depressão Kristin.
No mesmo sentido, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da autoestrada 8 (A8) que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.
Mecanismo de proteção civil da UE inclui "vários apoios" mas não foi pedido a Bruxelas
O Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia poderia disponibilizar "uma grande variedade de apoios" face ao impacto da tempestade em Portugal, como desumidificadores e geradores, mas ainda não foi solicitado pelo país, anunciou hoje a Comissão Europeia.
"De facto, não houve qualquer novo pedido para a ativação do mecanismo de proteção civil. Naturalmente, neste caso, cabe às autoridades portuguesas - porque estamos a falar de Portugal, mas trata-se dos Estados-membros - avaliar a oportunidade de solicitá-lo", disse a porta-voz principal do executivo comunitário, Paula Pinho, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.
Na mesma ocasião, a porta-voz da instituição para a área da Gestão de Crises, Eva Hrncirova, apontou que a mobilização de desumidificadores e geradores é um "tipo de apoio que costuma surgir após uma tempestade", salientando porém que o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE) "pode oferecer muito mais".
"Estamos preparados para ajudar países em diferentes tipos de crises. Podem ser abrigos temporários, equipamento médico, material de saneamento. Estamos até a fornecer algumas contramedidas médicas em situações de crise quando há surtos de doenças, o que não é o caso de Portugal. Estou apenas a dar exemplos, pois pode tratar-se de uma grande variedade de apoios", elencou.
De acordo com Eva Hrncirova, "o país tem de especificar exatamente quais são as necessidades".
"Depois, coordenamos com os outros Estados-membros e Estados participantes do mecanismo e mantemos contacto constante com o país, porque, naturalmente, as necessidades podem variar à medida que a crise evolui", adiantou a responsável.
Qualquer país do mundo pode pedir assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da UE quando uma situação de emergência ultrapassa as suas capacidades de resposta a catástrofes.
As declarações surgem depois de, na segunda-feira, o executivo comunitário ter indicado não ter recebido até então pedidos de Portugal para alterar o Plano de Recuperação e Resiliência nas regiões afetadas pela tempestade Kristin, ou ativar o mecanismo europeu de proteção civil, instando antes à utilização do fundo de solidariedade
Na segunda-feira, o presidente da Proteção Civil portuguesa disse que "não se justifica" pedir ajuda ao mecanismo europeu de proteção civil para responder às consequências da tempestade Kristin, sustentando que tem regras e não serve "para pedir telhas nem lonas".
José Manuel Moura considerou que "não se justifica, de todo", ativar o mecanismo europeu de proteção civil, uma vez que "Portugal ainda não esgotou a sua capacidade" de resposta à tempestade Kristin.
"O mecanismo tem regras de acionamento e equipamentos específicos que nós devemos ativar. Neste momento, todas as situações que foram solicitadas foram correspondidas. Não temos nenhum meio para dizer à União Europeia que precisamos desta tipologia ou daquela. Não seria para pedir telhas, não seria para pedir lonas, isso são materiais que o país naturalmente tem de ter capacidade de resolver", disse.
Hoje, o porta-voz do executivo comunitário para a tutela da Coesão e Reformas, Maciej Berestecki, recordou que, no que diz respeito ao Fundo de Solidariedade da UE, "o país dispõe de 12 semanas para apresentar o seu pedido".
"No entanto, é importante saber que os custos da recuperação podem ser pagos por este fundo de forma retroativa, a partir do primeiro dia após o desastre. Assim, quaisquer custos que estejam a ser suportados atualmente pelas autoridades portuguesas poderão posteriormente ser reembolsados através do Fundo de Solidariedade Europeu", adiantou.
Segundo Maciej Berestecki, os prazos "dependerão do momento em que Portugal apresentar o pedido", que Bruxelas vai avaliar e, se concordar, submeter à aprovação dos colegisladores (países e eurodeputados).
Uma outra opção é reprogramar os fundos de coesão, que consiste na alteração dos planos em vigor para fazer face aos desafios, podendo as autoridades portuguesas "propor alterações à Comissão para responder aos danos causados pela tempestade", concluiu o porta-voz.
O Fundo de Solidariedade da UE apoia Estados-membros e países candidatos afetados por grandes catástrofes naturais.
Já o Mecanismo de Proteção Civil da UE coordena a resposta a catástrofes naturais e de origem humana a nível da UE.
Desde 2001, o Mecanismo de Proteção Civil da UE já foi acionado mais de 770 vezes dentro e fora da UE, incluindo para incêndios florestais em Portugal.
Residentes de Formoselha em Montemor-o-Velho preocupados, apesar de habituados a cheias
Os residentes de Formoselha, no concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, estão preocupados com o risco de inundações para o Baixo Mondego, apesar de lembrarem que a situação já é habitual.
"Todos os anos estamos sempre contar com isto, por esta altura", disse à agência Lusa Francisco Pescante, de 83 anos, que não esconde, no entanto, a preocupação com a possibilidade de inundações.
"Fizeram aí umas obras, mas foram mal acabadas", atirou, quando se dirigia, de galochas e com um oleado no braço, para o local onde tem vários animais.
Ainda com dúvidas sobre se passaria pelo caminho habitual, devido ao alagamento de algumas zonas, Francisco contou que já morreram oito galinhas, patos e coelhos, e que as "cabras não foram atingidas" porque o filho fez "um curral, novo de cimento, e foi alteado perto de um metro".
Em casa, Francisco Pescante já tomou medidas preventivas, como colocar bens mais elevados.
"Tem de ser todos os anos a mesma coisa, antes da chuva, das cheias, porque senão depois já não há salvação possível", rematou.
Na mesma rua, que está a escassos metros do leito do rio Mondego, Vítor Manuel Andrade também se preveniu com os sacos de areia e retirou os frigoríficos, máquinas e bens essenciais do alcance das águas.
"Estou preocupadíssimo com a situação, visto que os avisos não são muito agradáveis", admitiu.
Apesar de a depressão Kristin não ter causado danos na sua habitação, Vítor Manuel Andrade reconheceu que o mau tempo já está a afetar a sua vida, uma vez que tem de levar o filho à escola, na Granja do Ulmeiro, a cerca de três quilómetros, fazendo uma "volta um bocadinho esquisita", e levar a esposa para Coimbra, e depois ir buscá-los.
"É um vai e vem. Uma situação um bocado complicada", lamentou, face aos cortes nas vias mais rápidas em direção a Montemor-o-Velho e a Coimbra.
De acordo com Vítor Manuel Andrade, a situação vivida há quase uma semana está também a ter impactos psicológicos.
"Estamos sempre preocupados: eu levanto-me de madrugada, vou ver os canos. A água da garagem já me não preocupa muito, porque sei que está num nível mais baixo, o que me preocupa mais é a casa. Mas estou sempre preocupado e sempre com o coração nas mãos. E depois quando ouço os telejornais e as notícias, claro que ficamos todos muito preocupados, porque o tempo, segundo consta, não vai melhorar nos próximos dias e deixa-nos nervosos", observou.
Segundo António Lopes Marques, de 85 anos, a situação em Formoselha "já é antiga", apontando o rio Ega como "um grande problema".
"O leito do Ega está mais baixo do que o do [rio] Mondego, evidentemente que as águas vêm e empancam", descreveu.
À Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão, Marcelo Ferreira, adiantou que a situação está calma e que as águas "estão a baixar".
"Estamos isolados para Coimbra, só se passa pela Anobra, e para Montemor-o-Velho tem de se passar por Figueiró do Campo, Alfarelos, Marujal e Verride", salientou.
Brisa vai comparticipar 30% do custo da isenção de portagens
O presidente executivo (CEO) da Brisa, António Pires de Lima, revelou hoje que a concessionária irá comparticipar em 30% o custo de isenção de portagens em zonas afetadas pelo mau tempo, decidido pelo Governo.
"A Brisa vai fazer um esforço relevante, que estimamos pode oscilar entre os 300 e 500 mil euros, nesta decisão política que nos ultrapassa, mas com a qual queremos mostrar também a nossa solidariedade", destacou Pires de Lima.
O CEO da Brisa disse ainda que, como os troços foram comunicados "muito recentemente", a empresa não dispõe do "valor exato" do que irá custar ao Estado.
Pires de Lima deixou ainda "uma nota de enorme solidariedade para com todas as pessoas e todas as famílias que têm vindo a ser afetadas", salientando há "160 famílias, pessoas que trabalham no Grupo Brisa e que ficaram também sem parte dos seus haveres e com problemas nas suas casas".
O grupo tem "mais de 200 operacionais vindos de diferentes regiões do país concentrados em manter as nossas autoestradas, apesar da adversidade climatérica, funcionais, acessíveis e em segurança", acrescentou.
As isenções de portagens, durante uma semana, para facilitar a mobilidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin abrangem quatro troços com origem e destino em nós das autoestradas 8, 17, 14 e 19, esclareceu hoje o Governo.
Proteção Civil de Pedrógão Grande alerta para risco de eletrocussão
A Proteção Civil de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alertou hoje a população para o risco de eletrocussão causado por postes e cabos elétricos caídos, mas que já têm energia, nas zonas afetadas pela depressão Kristin.
O Serviço Municipal de Proteção Civil de Pedrógão Grande classificou como "significativos" os danos causados em redes de fornecimento elétrico pela depressão, que atingiu a região centro há sete dias e deixou "postes e cabos danificados e caídos na via pública", que agora comportam "perigos de eletrocussão".
Numa mensagem divulgada através das redes sociais, a Proteção Civil do município de Pedrógão Grande explicou que "muitos dos cabos já se encontram em carga", têm energia elétrica e deve haver a "máxima precaução" para evitar contactos e casos de eletrocussão.
Quem se deslocar para as zonas afetadas deve "nunca tocar em cabos elétricos caídos ou danificados" e "manter distância de postes, cabos ou estruturas suspeitas", aconselhou a Proteção Civil.
O Serviço Municipal de Proteção Civil pediu também para a população não se aproximar de estruturas da rede elétrica destruídas, "mesmo que os cabos aparentem não ter energia", e para sinalizar situações que detete, contactado "imediatamente as autoridades competentes".
"A E-Redes continua no terreno para garantir que a energia elétrica chegue a todo o território do concelho o mais rapidamente possível", referiu a Proteção Civil de Pedrógão Grande, acrescentando que "todas as situações relacionadas com a rede elétrica devem ser registadas na plataforma da E-Redes (https://balcaodigital.e-redes.pt/home/risky)".
Chega quer audição urgente do ministro da Defesa sobre empenhamento de militares
O Chega requereu hoje a audição urgente no parlamento do ministro da Defesa Nacional sobre o empenhamento de militares das Forças Armadas no apoio à população após a tempestade Kristin, considerando-o "manifestamente insuficiente" e criticando o Governo.
No requerimento, subscrito pelo líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, e pelo coordenador do partido na comissão de Defesa Nacional, Nuno Simões de Melo, lê-se que perante um cenário de "calamidade pública" em vários concelhos do país, "a resposta do Estado tem sido manifestamente insuficiente".
"De acordo com informação divulgada pela comunicação social, no dia seguinte à passagem da depressão Kristin, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil solicitou ao Exército apenas um destacamento de engenharia composto por quatro militares e três viaturas. Até ao dia 31 de janeiro, apenas cerca de 240 militares se encontravam empenhados no terreno, distribuídos por cinco localidades: Ferreira do Zêzere, Marinha Grande, Vieira de Leiria, Tomar e Figueiró dos Vinhos", é referido no requerimento.
De acordo com o último balanço divulgado pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), estavam empenhados no apoio à população esta terça-feira 1.975 militares.
Contudo, o Chega considera esta resposta "absolutamente incompreensível perante as necessidades prementes das populações" e "quando o próprio chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general José Nunes da Fonseca, declarou publicamente, ao lado do senhor ministro da Defesa Nacional, que as Forças Armadas dispõem de capacidade para empenhar entre 2.000 e 3.000 militares no terreno".
No domingo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, também anunciou que nos próximos dias deveriam estar 2.000 a 3.000 militares envolvidos nas operações.
A bancada do partido liderado por André Ventura considera que "a discrepância entre os meios disponíveis e declarados pelo mais alto responsável militar português e a sua efetiva utilização no terreno é gritante e inaceitável".
Neste contexto, o Chega questiona se se trata de "incompetência na gestão da crise, falhas graves de coordenação entre entidades, ou uma inexplicável falta de vontade política em mobilizar os meios disponíveis", considerando que "qualquer uma destas hipóteses é inadmissível quando milhares de portugueses continuam em situação de desespero".
Os deputados fazem questão de sublinhar que não está em causa a disponibilidade das Forças Armadas e que "a responsabilidade recai exclusivamente sobre as decisões políticas que condicionam o seu empenhamento".
Cerca de 116 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 12h
Cerca de 116 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 12h00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.
Segundo informação enviada às redações, sete dias depois da tempestade, 116 mil clientes continuavam hoje pelas 12h00 sem fornecimento de energia, sendo que nas zonas mais críticas as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 111 mil clientes.
O distrito de Leiria é o mais afetado com 83 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com 19 mil clientes, Castelo Branco com oito mil e Coimbra com mil.
No anterior balanço, correspondente às 08h00 de hoje, 118.000 clientes da E-Redes, sobretudo em Leiria, estavam sem energia elétrica.
Grua que caiu sobre seis casas na Figueira da Foz é removida até quarta-feira
A remoção da grua de grandes dimensões que caiu na segunda-feira de madrugada na Figueira da Foz, litoral do distrito de Coimbra, deverá estar concluída na quarta-feira, disse à agência Lusa fonte do município.
O vereador Manuel Domingues adiantou que desde terça-feira que estão dois guindastes a trabalhar na remoção daquela estrutura de 60 toneladas.
"Os trabalhos estão a decorrer bem e na quarta-feira deverá estar concluída a operação de remoção", referiu o autarca.
A grua de grandes dimensões atingiu seis casas em três ruas da zona turística do Bairro Novo, no centro da cidade, e provocou três desalojados.
Os três desalojados habitavam duas das casas atingidas: dois irmãos foram para outra habitação e uma idosa foi acolhida em casa da filha.
A grua está adstrita a uma obra particular de requalificação de um edifício na rua da Liberdade -- que foi sede do PSD local.
O equipamento de construção civil estava colocado nas traseiras daquele prédio (na rua Académico Zagalo, vedada ao trânsito devido aos trabalhos) e caiu sobre uma casa daquela rua e outras cinco das ruas Bernardo Lopes e Raimundo Esteves.
Batalha recorre a empresa para evitar furto de combustível de geradores
Depois da ajuda de voluntários, a Câmara da Batalha está a recorrer ao serviço de uma empresa privada de segurança para evitar o furto de combustível de geradores para o fornecimento de água, disse hoje o presidente.
"Montámos os nossos geradores das águas, colocámos combustível para o seu funcionamento, para os furos de captação e estação de tratamento, e passadas algumas horas já estavam sem combustível", explicou André Sousa à agência Lusa, referindo que a situação aconteceu após a passagem da depressão Kristin que causou muitos estragos e prejuízos no concelho.
Por isso, acrescentou, a seguir recorreu-se a voluntários, juntamente com a GNR, para "guardar esses mesmos geradores", o que permitiu "normalizar o fornecimento de água", que está, agora, a "funcionar a 90%".
"Tivemos vários carros a passar durante a noite, não identificámos nenhum furto em concreto, mas claramente o papel dos voluntários foi fundamental nessa guarda noturna durante o fim de semana", afirmou.
O autarca do distrito de Leiria acrescentou que, agora, está uma "empresa privada de segurança a fazer esse trabalho em conjunto com a GNR".
André Sousa disse que aos poucos a normalidade começa a chegar ao concelho, as escolas já estão abertas, mas, acrescentou, "quase metade do concelho" ainda está sem eletricidade.
"E tem sido esse o nosso foco", frisou, referindo que se está também a proceder à limpeza dos caminhos florestas num trabalho em parceria com a E-Redes com o objetivo de "encontrar alternativas".
O município realizou na segunda-feira três sessões de esclarecimento dirigidas à população, para tirar dúvidas, falar sobre o fornecimento de energia e rede, e ouvir as necessidades da comunidade.
"Além de esclarecermos as dúvidas e informarmos sobre o trabalho que está a ser feito no terreno, é muito importante para nós ouvir as pessoas e perceber o que estão a sentir e as suas principais dificuldades", referiu, citado em comunicado, André Sousa.
Nas reuniões participaram os comandantes da GNR e dos bombeiros voluntários da Batalha e presidentes de junta de freguesia, estando previstas mais iniciativas do género em zonas onde ainda não foi reposta a eletricidade.
Soure prepara-se para enfrentar intempérie e cheias
O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, garantiu hoje que o município se está a preparar para o mau tempo esperado nos próximos dias, com perspetiva de cheias, havendo inclusive a presença de fuzileiros navais no concelho.
Para enfrentar as intempéries esperadas, a estratégia adotada tem sido de preparação, "sobretudo para os picos previstos para quinta-feira", com meios deslocados e "os fuzileiros navais estacionados na freguesia de Granja do Ulmeiro".
No âmbito das cheias, o concelho está estabilizado desde segunda-feira, sem registos de agravamentos e com a autarquia a gerir o nível da água, disse hoje o autarca à agência Lusa.
Um dos focos de atenção têm sido o rio Arunca, especialmente na localidade de Vila Raso, apesar de as águas ainda não terem chegado ao centro histórico local, estando "as freguesias de Figueiró do Campo, Granja do Ulmeiro e Alfarelos [na zona do Baixo Mondego] na mesma situação", esclareceu.
"As cheias estão na mão da gestão da APA [Agência Portuguesa do Ambiente]" e é igualmente preciso "alguma sorte", acrescentou Rui Fernandes.
Na segunda-feira, a Câmara Municipal de Soure, no distrito de Coimbra, alertou a população para que tenha reservas de água potável, alimentação e medicamentos para três dias, devido ao mau tempo.
"Face à possibilidade de cheias que poderão isolar algumas localidades", o município recomendou, através de uma publicação nas redes sociais, várias medidas de autoproteção.
A valência energética do concelho, também afetada pelo mau tempo, tem sido um dos pontos principais de atenção das equipas, já não havendo "nenhuma povoação integralmente sem luz".
O trabalho agora incide em "recuperações de pontas de casas" (restabelecimento das ligações diretamente em residências).
A atenção tem estado também voltada para reparações domésticas, num aproveitamento "do sol, que, apesar de tudo, vai espreitando", e de a chuva ter dado uma trégua ao concelho, permitindo consertos nas coberturas de estruturas.
A ação, de acordo com o presidente da autarquia, visa garantir que, se "quarta e quinta-feira estiver muita chuva, as pessoas consigam aguentar melhor".
No âmbito das comunicações, fora da sede do concelho a situação "é mais difícil" e a questão tem sido mitigada através de dez torres, ligadas a geradores, para fornecerem "uma cobertura mínima", destinadas "às comunicações críticas".
"Outras ligações domésticas vão demorar muitos, muitos meses", perspetivou Rui Fernandes.
O líder camarário revelou ainda que o número de realojados no concelho aumentou hoje, com uma família de duas pessoas a necessitar de deixar a sua residência, que se encontra "numa situação muito precária".
Ao fim da manhã, o número total de realojados situava-se "entre 70 e 80" pessoas, segundo o edil.
Questionado sobre os prejuízos causados pela passagem da depressão Kristin, Rui Fernandes revelou não terem sido perspetivados valores por enquanto, estando os meios empenhados "na emergência ainda".
Raimundo acusa Governo de menosprezar IPMA e não resolver drama das pessoas
O secretário-geral do PCP acusou hoje o Governo de menosprezar os avisos do Instituto do Mar e Atmosfera, e de anunciar medidas que não respondem "ao drama das pessoas agora", de casas sem telhados, luz ou comunicações.
"Estamos perante um Governo que se atrasou, menosprezou os efeitos da situação e agora corre atrás do prejuízo", frisou Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas numa das zonas afetadas pelas cheias em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, referindo-se aos efeitos da depressão Kristin no distrito de Leiria.
Para Paulo Raimundo, numa situação em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) avisa "que a situação pode tomar proporções catastróficas, o governo tem de precaver e antever o mais possível", mas "não fez nada disso, atrasou-se, hesitou e agora procura tomar medidas que são sempre insuficientes".
"As medidas [anunciadas pelo Governo] são sempre insuficientes. Mais vale tomar estas do que nenhumas. A questão é que cada habitação vai ter acesso a 10 mil euros para obras. Mas as pessoas estão num drama agora, neste momento. Como se resolve isso?", questionou.
"As pessoas querem as telhas no seu telhado. Vão ficar com os 10 mil euros e vão por as notas a forrar os tetos? As pessoas não têm luz. Ou água ou comunicações. A isto é que é preciso responder", sustentou.
Admitindo a "dificuldade" de lidar com os efeitos da destruição provocada pela depressão Kristin, e reconhecendo que não "teria uma formula mágica" para os resolver, Paulo Raimundo lamentou a falha na prevenção.
"Quando há previsão e acompanhamento cientifico do que podia acontecer, o governo precisava de se antecipar. Sabia-se que o vento ia ser muito forte, sabia-se que ia haver telhas a soltar-se. Sabia-se que podia haver falhas na energia e comunicações. Podiam ser mais ou menos. Mas sabia-se que ia acontecer", alertou.
De acordo com Paulo Raimundo, mais do que saber se o valor dos apoios previsto pelo Governo é suficiente, "é urgente resolver como as pessoas passam a ter luz, água, comunicações e casa".
"Isso não foi suficientemente acautelado e temos outro problema. Quais os instrumentos que o Estado tem hoje nas mãos para isso? Temos a rede de produção e distribuição de energia e a rede de comunicações nas mãos de outros interesses que não os nacionais", vincou.
A par disso, "não temos ao dispor serviços públicos capazes de dar resposta, desde logo a Proteção Civil", afirmou.
Para o líder do PCP, "este caminho não serve o país".
"Andamos de desastre em desastre, de catástrofe em catástrofe, de drama em drama e as soluções são sempre improvisadas, não planeadas, descoordenadas. A ver se resolve o mínimo possível para não ficar mal na fotografia", criticou.
Mas, acrescentou, "o que interessa não é ficar bem na fotografia, é a vida das pessoas".
"A dimensão da tempestade foi muito grande, mas é possível admitir, como se prevê, que um mês depois não vai haver eletricidade e comunicações em todas as casas?", questionou.
Para o secretário-geral comunista, o país não pode ter "os serviços fundamentais nas mãos de outros que não seja o Estado".
"O caso da energia e das telecomunicações é fundamental. E vamos ver se não vamos ter outro problema quando combustíveis forem para as mãos de espanhóis", avisou.
Plataforma para pedir apoios à reconstrução disponível entre hoje e quarta-feira
O presidente da estrutura de missão para responder aos efeitos da depressão Kristin afirmou hoje que a plataforma para pedir apoios para a reconstrução das casas afetadas deverá ficar disponível online entre hoje e quarta-feira.
Paulo Fernandes acompanhou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na visita a um reservatório de águas e uma empresa de plásticos em Pombal, no distrito de Leiria.
Questionado quando poderão os apoios aprovados pelo Governo no domingo chegar diretamente às pessoas, Paulo Fernandes apontou para as próximas horas.
"Creio que entre hoje e amanhã a plataforma vai ficar disponível para as pessoas poderem já inscrever-se para apoios até aos 10 mil euros e a partir daí será um processo super simplificado", disse.
À pergunta como poderão os interessados inscrever-se numa plataforma online numa zona ainda com muitos problemas de comunicações, o antigo autarca do Fundão disse que haverá possibilidade de o fazerem nas juntas de freguesia, por exemplo.
Já questionado se o valor será suficiente face aos estragos causados pelas tempestades em muitas casas, Paulo Fernandes disse que este valor chegará para "uma primeira intervenção", lembrando que existem também as coberturas das seguradoras.
A partir da próxima semana, explicou, haverá uma equipa superior a cem pessoas, entre "engenheiros, arquitetos, orçamentistas", que irá ajudar no processo.
Sobre a falta de mão-de-obra para essa reconstrução, apelou a que os recursos disponíveis sejam concentrados nestas zonas.
"Nós temos neste momento já as primeiras equipas para apoiar os municípios para aquilo que são intervenções de urgência em termos de colocação de lona, só que, obviamente, são os municípios que estão a determinar onde é que há as primeiras prioridades", afirmou.
Segundo o presidente da estrutura de missão, para essas tarefas de urgência, "as primeiras três equipas vão começar a trabalhar hoje" sobretudo nos três municípios mais afetados, Pombal, Leiria e Marinha Grande, sendo o objetivo chegar a uma dezena de municípios.
Depressão Leonardo começa a afetar Açores a partir da madrugada de quarta-feira
Os efeitos da passagem pelos Açores da depressão Leonardo, com um sistema frontal associado, vão começar a fazer-se sentir a partir da madrugada de quarta-feira, prevendo-se uma melhoria do tempo na quinta-feira, informou hoje o IPMA.
Nomeada pela delegação regional dos Açores do IPMA, a depressão Leonardo, com um sistema frontal associado, deverá provocar "um aumento significativo da intensidade do vento", com rajadas que poderão atingir os 110 quilómetros/hora nos grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Graciosa) e os 100 quilómetros/hora no grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria).
"Devido a esta situação, encontram-se emitidos avisos, sendo os mais gravosos o aviso vermelho de agitação marítima para o grupo Ocidental, laranja de vento para os grupos Ocidental e Central", lê-se no comunicado do IPMA.
O IPMA já emitiu aviso vermelho, para quarta-feira, para as ilhas do grupo Ocidental dos Açores e laranja para o Central e Oriental, devido à agitação marítima.
"Espera-se que a agitação marítima aumente, com ondas que poderão chegar de altura significativa aos 10 metros no grupo Ocidental (podendo a onda máxima atingir os 19 metros), aos nove metros no grupo Central e aos oito metros no grupo Oriental", referiu o IPMA, na segunda-feira.
O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Camiões carregados de ajuda já partiram de Vizela
Hoje saíram de Vizela cinco camiões carregados de lonas, telhas e água em direção às zonas mais afetadas pela depressão Kristin.
Ponte de Mosteiró em Mirandela volta a ficar submersa
A ponte de Mosteiró, no concelho de Mirandela, distrito de Bragança, está hoje novamente submersa devido à chuva intensa que caiu nas últimas horas.
O presidente da Junta de Freguesia, Rui Melo, disse, em declarações, à Lusa, que a ponte poderá continuar intransitável nos próximos dias, face às previsões meteorológicas.
O autarca revelou ainda que a infraestrutura romana costuma ficar submersa no inverno, mas apenas durante o período de "um ou dois dias".
Este ano, no entanto, esta é a segunda vez que este cenário acontece, tenso a ponte ficado intransitável no dia 27 de janeiro.
O município de Mirandela adiantou à Lusa que a ponte de Miradeses, na freguesia de Vale Salgueiro, também ficou coberta pela água na segunda-feira, mas hoje já está transitável.
Contudo, "a situação é inconstante", admitindo a autarquia que poderá voltar a ficar submersa.
A câmara revelou também que, além dos meios no terreno, tem em curso "a estratégia de adaptação e reforço da resiliência do corredor ribeirinho do rio Tua", para reduzir os episódios de cheias no concelho.
"Atualmente estão a decorrer duas empreitadas, enquadradas no projeto 'Adaptação e reforço da resiliência do corredor ribeirinho do rio Tua' para minimização dos riscos de inundação nas Áreas de Risco Potencial Significativo de Inundação de Mirandela", designadamente a beneficiação das comportas da ponte Açude e a requalificação do pontão do Mourel.
Estas intervenções visam reduzir a vulnerabilidade do território a episódios de cheia, reforçando a segurança de pessoas e bens e promovendo uma gestão mais sustentável do sistema fluvial", disse.
Habitantes de Reguengo do Alviela voltaram a ficar isolados
O rio Tejo subiu cinco metros nos últimos dias. A chuva e as descargas controladas das barragens estão a fazer transbordar vários afluentes. A aldeia de Reguengo do Alviela, no concelho de Santarém voltou a ficar isolada.
Sado voltou a inundar a baixa de Alcácer do Sal
A baixa de Alcácer do Sal voltou a ficar inundada. Por causa da chuva, o caudal do Rio Sado voltou a aumentar. Esta manhã, a eletricidade foi cortada por apreensão e há preocupação com as populações isoladas.
Oficina de mosaicos no Museu de Conímbriga com danos irreversíveis
O diretor do Museu Nacional de Conímbriga disse hoje à agência Lusa que a oficina de mosaico sofreu danos irreversíveis, há escavações alagadas e o espaço reabrirá quando restabelecer a energia elétrica.
A oficina sofreu "danos em parte da cobertura, provocados pela queda de uma das árvores da via pública" e, "felizmente, a oficina em si não sofreu, só mesmo a estrutura do edifício que, como é muito antiga, não será boa opção reconstruir sobre o que ficou, e merece um projeto novo".
Nas imediações do Museu Nacional de Conímbriga "foram várias as árvores que tombaram", uma afetou a oficina e outra, "de grande porte, arrastou o cabo de alimentação de energia que estava enterrado e as raízes acabaram por o romper, levando ao corte de energia e, consequentemente, ao encerramento" do espaço.
O cabo "será do tempo da criação do museu, de 1962, e por isso não é aéreo, tem uns bons 60 metros subterrâneos" e, portanto, "levará algum tempo para que seja arranjado" e, até lá, "só com recurso a gerador".
"Só quando repusermos a energia é que poderemos reabrir em segurança para a circulação das pessoas no espaço. Mas também entendemos que a E-Redes, que já contactámos, tenha outras prioridades. Aguardamos", afirmou.
Outro dano já verificado no espaço museológico em Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, situa-se "na zona das escavações, que decorrem desde 2021, em que se verificou uma inundação severa" do espaço.
Também a Casa dos Repuxos preocupa o diretor, "apesar da cobertura ter resistido solidamente, aparentemente, está tudo muito bem, mas terá de ser feita uma vistoria para comprovar que, efetivamente, está tudo bem" e, isso, "só com uma inspeção técnica especializada".
"Ou seja, não é possível contabilizar os danos. Mais provavelmente só a médio longo prazo é que conseguiremos identificar e quantificar o valor dos prejuízos", disse.
Para já, o trabalho "dos próximos dias é o corte das árvores que tombaram e retirar toda a madeira", depois, "mal seja reposta a energia, o museu terá condições para reabrir, ainda que com algum condicionamento" no espaço.
Indústria vidreira da Marinha Grande fortemente afetada pelo mau tempo
O vidro é um dos três grandes setores da indústria na Marinha Grande e grande parte das fábricas parou a produção. É o caso de uma empresa que produz vidro para mesas e que estima perdas de milhões de euros.
Autarcas alertam para maior risco de incêndios no verão com destruição de caminhos rurais
Os autarcas de Tomar e Ferreira do Zêzere alertaram hoje para o aumento do risco de incêndios no centro do país, com milhares de árvores derrubadas por recolher e obstrução dos caminhos rurais, que são acesso dos bombeiros.
"Isto vai criar um pasto para incêndios", admitiu o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, apontando os problemas de acessos a zonas isoladas, mas também a limpeza dos caminhos junto às casas.
"Temos muito trabalho para fazer, que não sei se será possível fazer", disse.
Por seu turno, o presidente da vizinha câmara de Ferreira do Zêzere considera que esse é um problema que não será resolvido em tempo útil: "Nós não vamos ter capacidade para desobstruir as vias vicinais ou as estradas florestais a tempo do verão".
A necessidade de atribuir recursos à reparação das casas vai retirar meios das florestas e se fosse possível retirar "rendimento das árvores que estão caídas", disse Bruno Gomes.
"Tínhamos a garantia de que as empresas avançariam rapidamente, porque tinham também ali algum rendimento", explicou.
"Mas o que vai acontecer é não vamos conseguir garantir, porque é humanamente impossível garantir que todas as vias florestais fiquem libertas", salientou.
São milhares os troncos caídos e não se pode "chegar lá com uma máquina e empurrar porque são árvores atrás de árvores", considerou Bruno Gomes.
Depois será a manta morta que irá persistir nos solos, o que preocupa o autarca de Ferreira do Zêzere.
"Nós já estávamos num ponto de saturação no concelho, porque sabemos de x em x anos acontecem incêndios de grande dimensão e isto vai exponenciar mesmo muito esse risco", explicou.
Pedrógão Grande pede mais militares para ajudar a reparar telhados e casas
O presidente da Câmara de Pedrógão Grande pediu hoje mais militares para ajudar na recuperação de telhados destruídos pela depressão Kristin, admitindo que faria sentido uma "mobilização de meios" da construção civil de outras zonas do país.
O autarca explicou que há ainda naquele concelho do distrito de Leiria "muitas casas destelhadas" e "muitos problemas nas habitações", a par de "uma enorme falta de mão-de-obra".
"O pessoal que temos no terreno é insuficiente para fazer face a tantas solicitações. Sabemos que não é fácil responder, sabemos que estão todos ocupados na região, mas deixamos o nosso apelo à boa vontade das pessoas que queiram ajudar. Que venham ter connosco, que nós muito agradecemos", afirmou.
O autarca esclareceu que o apelo é dirigido "a pessoas que saibam trabalhar no setor, nomeadamente trabalhadores da construção civil", mas também a voluntários, a quem podem ser atribuídas tarefas menos arriscadas.
"Podem ajudar em baixo, na colocação de lonas, por exemplo", observou.
De acordo com o presidente da Câmara, 60% do concelho está a ser abastecido com energia elétrica atualmente. Nos 40% sem energia, as freguesias de Vila Facaia e, particularmente, a da Graça, são as mais prejudicadas.
"Em 33 povoações, a freguesia da Graça só tem eletricidade em quatro", alertou.
Neste momento, não há perspetivas relativamente à reposição do abastecimento de luz.
"Estamos sempre em contacto com quem está no terreno, mas não há perspetiva. Estão a fazer os possíveis, mas os postes de distribuição foram de tal forma atingidos que demora tempo", esclareceu.
A alimentação para quem precisa está a ser assegurada no "posto distrital", instalado nas cantinas do agrupamento de escolas.
Quanto às zonas mais isoladas e mais distantes do centro do concelho, o autarca esclareceu que "estão a ser acompanhadas pelas equipas do serviço social", contando com "o apoio de equipas da Cruz Vermelha".
Energia elétrica restabelecida em cerca de 50% do concelho da Marinha Grande
O fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em cerca de 50% do concelho da Marinha Grande, enquanto as comunicações apenas foram repostas no centro da cidade, informou hoje a Câmara Municipal.
"Os trabalhos de recuperação são complexos e exigentes, face à dimensão dos estragos: postes caídos, linhas danificadas e, na região, cerca de 5 mil quilómetros de cabos no chão, o que impossibilita uma reposição simultânea e imediata em todas as zonas. As equipas encontram-se a trabalhar de forma ininterrupta para repor o serviço em segurança", referiu.
De acordo com esta autarquia do litoral do distrito de Leiria, todas as infraestruturas da rede de abastecimento de água encontram-se em funcionamento, recorrendo a geradores ou à rede pública de eletricidade.
"Têm-se verificado interrupções pontuais devido a quebras no fornecimento de energia, bem como roturas em condutas, provocadas pelas raízes que se deslocaram com a força dos ventos e movimentação do solo", acrescentou.
Já as comunicações, encontram-se repostas no centro da Marinha Grande, enquanto nos restantes locais e freguesias as operadoras "continuam a trabalhar no terreno para restabelecer a normalidade".
Para apoiar os munícipes, foi disponibilizado acesso gratuito a internet 'wifi' na Praça Guilherme Stephens, na Marinha Grande; no edifício da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria; e, a partir da tarde de hoje, na Junta de Freguesia da Moita.
Também as escolas do concelho se mantêm encerradas, "face à inexistência de condições mínimas de funcionamento, como instalações seguras, energia elétrica, abastecimento de água e comunicações de forma permanente".
Marcelo reduz deslocação a Espanha e reúne-se hoje com Montenegro
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reduziu a sua deslocação a Espanha, reúne-se hoje com o primeiro-ministro e visita zonas afetadas, divulgou o Palácio de Belém.
"Atendendo à evolução prevista das condições meteorológicas, o Presidente da República reduziu a deslocação a Espanha, a convite do Rei Filipe VI, a ida e vinda no mesmo dia de sexta-feira, 6 de fevereiro", anunciou a Presidência, sendo que estava previsto que o chefe de Estado viajasse na quinta-feira.
Marcelo Rebelo de Sousa vai reunir-se esta tarde com o primeiro-ministro e deslocar-se-á a zonas mais afetadas pelas tempestades, refere também uma nota publicada no sítio oficial da internet da Presidência da República.
Na sexta-feira o Presidente da República encontra-se com o Rei de Espanha, Filipe VI, no Palácio Real, em Madrid, onde receberá honras militares e será servido um almoço em sua honra, de acordo com informações da Casa Real espanhola.
Esta visita oficial chegou a estar prevista enquanto visita de Estado, mas foi adiada depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter sido operado de urgência em dezembro passado a uma hérnia.
Ministério das Infraestruturas revela troços das portagens que serão isentos de portagens
Depois de o primeiro-ministro ter anunciado em Pombal a medida de isentar de portagens as autoestradas na área afetada, o ministério das Infraestruturas veio pormenorizar, em comunicado, quais os troços que serão abrangidos.
- Na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente (COL);
- Na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira;
- Na A14 entre Sta. Eulália e o Nó de Ança;
- Na A19 entre o Nó de Azoia e o Nó de S. Jorge;
A medida terá início hoje às 24 horas e durará até dois dias após a conclusão da declaração do estado de calamidade, ou seja, 10 de fevereiro, às 24 horas.
Mais de 70% do concelho de Oleiros sem comunicações ou com instabilidade
O presidente da Câmara de Oleiros disse hoje que mais de 70% do território está sem comunicações móveis ou com instabilidade, numa altura em que "diminui significativamente" o número de pessoas sem energia elétrica.
"Possivelmente, ainda temos mais de 70% do território do concelho com falta de comunicações móveis ou muito instáveis", assinalou à agência Lusa Miguel Marques.
À agência Lusa, o presidente da Câmara de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, disse que, no que toca à internet, "em algumas freguesias do concelho a fibra regressa aos poucos, mas ainda também com uma larga percentagem do território sem fibra".
Na segunda-feira, o presidente disse à agência Lusa que mais de mil pessoas estavam sem ligação energética, nem acesso a geradores. Hoje, adiantou que o número "diminuiu significativamente para entre 200 a 300 pessoas".
"Temos duas equipas da E-Redes no terreno desde bem cedo, acompanhadas por dois funcionários do município", indicou o presidente, que disse ter "ainda seis geradores a funcionar" no concelho.
Miguel Marques disse que na segunda-feira "não foi possível repor a média tensão e, por isso, é necessário continuar a recorrer a geradores, quatro da E-Redes e dois do Município" de Oleiros.
Desde segunda-feira que a Câmara de Oleiros tem no terreno, "em todas as freguesias, 10 equipas para fazerem o levantamento dos danos sofridos, seja em equipamentos públicos ou em particulares".
"Temos também uma equipa técnica municipal a fazer um levantamento dos edifícios públicos e, em caso de necessidade, a apoiar essas equipas, para que, muito rapidamente, possamos contabilizar todos os danos sofridos" com a passagem da depressão Kristin, indicou Miguel Marques.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Vila Velha do Ródão ainda tem aldeias sem energia
"As comunicações são ainda o nosso grande problema", disse o presidente da Câmara, António Carmona, à agência Lusa, salientando que, no caso da eletricidade, falta ligar algumas aldeias, embora o abastecimento de energia ainda seja instável.
O autarca frisou que existem freguesias sem comunicações e que na sede do concelho apenas um operador repôs totalmente o serviço.
Governo vai isentar zonas afetadas de portagens durante uma semana e rejeita críticas
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.
A isenção começará à meia-noite e vai estender-se por uma semana, anunciou Luís Montenegro, durante uma visita a uma empresa de Pombal.
Na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, revindicou a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da A8 que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.
No mesmo sentido, a Câmara de Montemor-o-Velho pediu a suspensão temporária do pagamento de portagens na A14.
"Não estamos concentrados em responder a críticas"
O primeiro-ministro argumentou que o governo está concentrado em responder aos problemas das pessoas e não em responder às críticas que lhes têm sido dirigidas.
Peso da Régua alerta para probabilidade "muito elevada" de cheias
O presidente da Câmara de Peso da Régua alertou hoje para a probabilidade "muito elevada" de se virem a registar cheias junto ao rio Douro, salvaguardando que neste momento a situação está "estabilizada, mas com tendência para agravamento".
O autarca alertou para a saturação dos terrenos e das barragens que estão na sua capacidade máxima.
"Se se confirmar que teremos níveis de pluviosidade dos mais elevados desde que há registos, chegaremos a uma altura em que não há capacidade para gerir este conjunto de barragens", referiu o autarca.
José Manuel Gonçalves retirou que o dispositivo municipal de Proteção Civil está "todo em alerta e o centro de coordenação a funcionar 24 horas".
"Vamos monitorizando e vamos antecipando e avisando as pessoas e ajudando as pessoas a salvaguardar-se", concluiu.
Num ponto de situação à mesma hora, o comandante dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua, Rui Lopes, contou que o rio Douro atingiu um pico durante a noite e o bar que fica numa das margens esteve "a cerca de 15 centímetros de ficar totalmente submerso", mas entretanto o caudal baixou "cerca de 30 a 40 centímetros, mais ou menos aquilo que é o telhado do bar".
"Estamos em total vigilância. Temos a agravante de as pessoas se quererem aproximar e, o que peço, é que não o façam e se resguardem", referiu Rui Lopes, acrescentando que, no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, há uma estrada interdita no acesso à união de freguesias de Galafura e Covelinhas.
Já na sua página no Facebook, o município do Peso da Régua reforça que, "na sequência da precipitação intensa e persistente registada nos últimos dias, se mantém uma situação de risco elevado associada à instabilidade dos solos, com potencial impacto na segurança de terrenos, muros, taludes e infraestruturas".
"A saturação dos solos aumenta significativamente a probabilidade de ocorrência de derrocadas, deslizamentos de terras, abatimentos e movimentos de massa, sobretudo em zonas de encosta, áreas ribeirinhas e locais já fragilizados", lê-se na publicação, na qual são feitas recomendações à população como adiar intervenções não urgentes em terrenos, muros, taludes e estruturas exteriores.
A autarquia também pede que sejam vigiados sinais de instabilidade, como fendas no solo, inclinação de árvores ou postes, fissuras em paredes, portas ou janelas empenadas, se evite a permanência e circulação em zonas de risco, nomeadamente na base de encostas e taludes instáveis, e se garantam condições de segurança antes de realizar qualquer intervenção ou limpeza.
EN2 encerrada entre a barragem do Cabril e Pedrógão Pequeno
O Município da Sertã alertou hoje que a Estrada Nacional (EN) 2 está encerrada ao trânsito no troço entre a barragem do Cabril e Pedrógão Pequeno devido aos trabalhos de limpeza da via.
Enquanto as equipas estão no terreno a proceder a trabalhos de desobstrução e limpeza da via, na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin, os condutores têm como alternativa a circulação pelo IC8, estando a GNR no local a prestar informação e auxílio aos automobilistas.
Estes trabalhos estão a ser articulados entre o Posto de Comando Municipal da Sertã, a Infraestruturas de Portugal e o Serviço Municipal de Proteção Civil de Pedrógão Grande.
Primeiro-ministro visita zonas afetadas. Dos 115 mil clientes ainda sem eletricidade, 93 mil são clientes domésticos
Luís Montenegro visitou a zona de Pombal, uma das áreas afetadas pela depressão Kristin. Em contacto com os empresários, explicou as medidas que o governo tem previsto para ajuda a quem sofreu as consequências da intempérie. "Damos ajuda ao que os seguros não cobrem", diz.
Cheias geram vítimas indiretas e comprometem serviços de saúde
O Conselho Português para a Saúde e o Ambiente (CPSA) alertou hoje que o mau tempo tem gerado impactos graves nos serviços de saúde e problemas de saúde pública e classificou a resposta das autoridades como "claramente inadequada".
Já os problemas de saúde pública associados às inundações, que afetam de forma "especialmente grave" algumas regiões do país, "fazem com que o número total de vítimas desta catástrofe seja seguramente muito superior ao das vítimas diretas reportadas pelos meios de comunicação social", salienta Luís Campos.
Entre as principais causas encontram-se a dificuldade de acesso a cuidados de saúde, os acidentes ocorridos durante ações de limpeza e reparação das habitações, bem como o aumento de doenças infecciosas de origem hídrica, doenças cutâneas, contaminações químicas e perturbações da saúde mental.
A organização reporta serviços de saúde que foram afetados pela depressão Kristin como o Hospital da Figueira da Foz, que foi obrigado a encerrar o bloco operatório, o Hospital de Leiria, onde foram adiadas consultas e cirurgias e foi necessária a aquisição urgente de geradores e o Hospital CUF Leiria que esteve encerrado durante vários dias.
Centros de saúde como os de Fátima e da Batalha ficaram sem água e eletricidade, obrigando à transferência de vacinas para hospitais, enquanto o centro de saúde de Alvaiázere ficou destruído.
"Em alguns casos, o fornecimento de gasóleo foi priorizado para supermercados em detrimento dos centros de saúde", salienta o CPSA.
Segundo a organização, quatro postos de análises clínicas tiveram de encerrar, "várias farmácias tornaram-se inacessíveis ou inoperacionais, e os doentes em cuidados domiciliários também foram significativamente afetados".
Face a este cenário e em situação de catástrofe, o CPSA recomenda a adoção de medidas de forma imediata como "a inventariação rápida e sistemática" dos estabelecimentos de saúde com funcionamento comprometido ou com dificuldades de acesso e a implementação de "planos de contingência robustos", a nível local, regional e nacional.
Estes planos devem identificar e priorizar as necessidades de cuidados das populações e dos doentes, incluindo os que se encontram em cuidados domiciliários, garantindo respostas adequadas e atempadas, que integrem os setores público e privado do sistema de saúde, bem como orientações claras à população sobre eventuais alterações na referenciação.
O CPSA, que reúne 103 organizações, sublinha também a urgência de medidas de saneamento, gestão ambiental e controlo integrado de pragas, incluindo a desobstrução de redes de drenagem e a redução de fontes de alimento e abrigo para roedores e insetos, para minimizar os riscos acrescidos para a saúde pública
A comunicação eficaz à população dos cuidados a adotar e a monitorização sistemática dos problemas de saúde decorrentes das inundações, incluindo vítimas indiretas, são também essenciais para uma resposta eficaz, defende.
O CPSA reafirma que "a adaptação do sistema de saúde às alterações climáticas é uma prioridade de saúde pública e uma responsabilidade coletiva que não pode continuar a ser adiada".
Infraestruturas de Portugal cancela condicionamento de trânsito no IP3
O condicionamento de trânsito previsto para quarta-feira no troço Santa Comba Dão - Viseu do Itinerário Principal (IP) 3, entre Vila Pouca/Treixedo e Tondela, foi cancelado, anunciou hoje a Infraestruturas de Portugal.
Para quarta-feira, estavam previstos trabalhos de deslocação de uma linha de média tensão que obrigariam a interromper o trânsito "por períodos estimados de 10 a 15 minutos", entre as 08:30 e as 12:30.
Segundo a Infraestruturas de Portugal, "estes trabalhos e os correspondentes condicionamentos à circulação serão oportunamente reprogramados e divulgados com a devida antecedência".
A empreitada de duplicação e requalificação do troço entre Santa Comba Dão e Viseu - que representa um investimento de cerca 103 milhões de euros - compreende a duplicação da atual plataforma do IP3, numa extensão de 27,5 quilómetros.
Trânsito restrito em Felgueiras, Amarante, Gaia, Trofa e Gondomar
A circulação automóvel em localidades dos concelhos de Felgueiras, Trofa, Gondomar, Amarante e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, está condicionada devido a desmoronamentos e inundações, avisou hoje a GNR.
Já em Gondomar, a rua do Picoto, em Medas, e a rua Beira Rio, em Zebreiros, estão com circulação restrita devido a inundações causadas pela subida dos rios Sousa e Douro, respetivamente.
Em Amarante, a circulação está restrita no IP4, quilometro 71.600 devido à queda de neve.
A GNR recomenda aos automobilistas que façam o "planeamento antecipado dos percursos, a utilização de vias alternativas e o cumprimento da sinalização temporária no local.
Crianças e idosos retirados de autocarro preso na neve em Castro Daire
Os cerca de 30 passageiros do autocarro que hoje ficou retido na neve na Estrada Municipal (EM) 550, em Castro Daire, Serra de Montemuro, já foram retirados pelos bombeiros, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Os passageiros do autocarro do sistema Mobi Viseu Dão Lafões eram sobretudo crianças que iam para a escola e idosos.
O autocarro mantém-se no local, a aguardar a chegada do limpa-neves, acrescentou.
Lousã cria endereço de correio eletrónico para sinalizar danos
O endereço tempestades@cm-lousa.pt tem como objetivo agilizar o levantamento de ocorrências e prejuízos registados no concelho desde 28 de janeiro
Nevão fecha escolas em Montalegre
Esta terça-feira as escolas estão encerradas no concelho devido à forte queda de neve em Montalegre. Durante a noite os bombeiros estiveram no terreno para desobstruir as estradas.
Fonte da GNR do distrito de Vila Real revelou à RTP que o IP4 está cortado no Alto de Espinho. Na A24 um veículo pesado atravessou-se na via o que levou ao corte da circulação entre o nó das Pedras Salgadas e Vilarinho da Samardã.
Gouveia e Melo doa lonas dos seus outdoors à Proteção Civil de Ourém
O ex-candidato presidencial Gouveia e Melo deu indicações para que as lonas dos seus outdoors de campanha eleitoral sejam retiradas e depois entregues na Proteção Civil de Ourém para minorar os efeitos da destruição da depressão Kristin.
Esta decisão do ex-chefe do Estado-Maior da Armada e coordenador do plano de vacinação contra a covid-19 foi hoje transmitida à agência Lusa por fonte oficial da candidatura do almirante.
Segundo dados da direção da candidatura do almirante, ao longo do período de campanha eleitoral para a primeira volta das eleições presidenciais, que se realizaram no passado dia 18, foram espalhados pelo país cerca de 170 outdoors.
Um número de outdoors que a direção de campanha de Gouveia e Melo diz ser "muito inferior" em comparação com os seus adversários apoiados por partidos, sobretudo António José Seguro, André Ventura, Cotrim Figueiredo e Marques Mendes.
Gouveia e Melo, que se candidatou a Presidente da República sem o apoio de qualquer partido, ficou em quarto lugar na primeira volta das eleições presidenciais, no passado dia 18. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada obteve 12% dos votos, tendo ficado atrás de António José Seguro (31%), André Ventura (23%) e Cotrim Figueiredo (16%), mas à frente de Marques Mendes (11%).
Antes de ter coordenado o plano de vacinação contra a covid-19, enquanto chefe militar, Gouveia e Melo foi destacado pelas Forças Armadas para as operações do incêndio de Pedrógão Grande, em 2017, e pela passagem do ciclone Lorenzo, nos Açores, em 2019, entre outras missões.
Na semana passada, a passagem da depressão Kristin pelo território continental nacional causou cinco mortes diretamente associadas a esta intempérie.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Lusa/Fim
Mais de 400 habitações precisam de coberturas em Figueiró dos Vinhos
Cerca de 440 habitações estão a precisar de intervenção imediata ao nível das coberturas no concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, disse hoje à agência Lusa o presidente da autarquia, Carlos Lopes.
O autarca explicou que tapar os telhados destas habitações, que se situam em todas as freguesias do concelho, tem sido uma das prioridades.
"Os trabalhadores da autarquia, os bombeiros, as equipas voluntárias e o Exército estão a fazer esse trabalho. O Ministério da Defesa disponibilizou-nos lonas e estamos a procurar resolver as questões de uma forma provisória, porque é completamente impossível, neste momento, pensar-se em soluções definitivas", frisou.
A Câmara de Figueiró dos Vinhos realojou quatro pessoas, mas "houve muitos mais desalojados, que ficaram com familiares e vizinhos", acrescentou.
Carlos Lopes disse à Lusa que a passagem da depressão Kristin também deixou "uma empresa completamente destruída, a Eurovegetal", e que, até segunda-feira à noite, mais 20 empresas não conseguiram laborar por falta de energia elétrica.
"Desde ontem [segunda-feira] à noite que conseguimos um gerador para alimentar a nossa zona industrial, que não é muito grande", contou.
O autarca acrescentou que, neste momento, ainda faltará repor energia elétrica em cerca de 40% do concelho, apesar de o município pressionar diariamente a E-Redes.
Segundo a autarquia, desde quarta-feira que se encontra no concelho uma equipa da E-Redes "em trabalho contínuo e permanente, no sentido de restabelecer a energia elétrica o mais rapidamente possível", estando as reparações a ser feitas por fases.
Foram já finalizadas "as reparações mais simples das linhas de Média Tensão que permitiram que alguns locais de Aguda e Figueiró dos Vinhos recuperassem a energia elétrica".
"Os restantes locais do concelho sofreram danos muito graves nas Linhas de Média Tensão e Baixa Tensão, tornando a sua reparação difícil e demorada, não havendo por isso previsão para o restabelecimento total da energia elétrica em todo o concelho", explicou a autarquia, em comunicado.
Neste momento, "existem muitos constrangimentos de energia em Arega, Bairradas e Campelo", estando a ser feito "um esforço ininterrupto para que a E-Redes disponibilize um gerador por freguesia", que assegure os serviços essenciais.
A Câmara de Figueiró dos Vinhos anunciou que, a partir de hoje, a piscina municipal reabrirá "para utilização exclusiva dos balneários para banho quente destinados a quem não tenha energia na habitação e queira usufruir deste serviço", das 09:00 às 22:00.
O fornecimento de água no concelho "encontra-se relativamente normalizado" e "as comunicações no centro da vila de Figueiró dos Vinhos estão relativamente estabilizadas", acrescentou.
Proença-a-Nova contabiliza já 20 milhões de euros de prejuízos
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova admitiu hoje prejuízos de 20 milhões de euros e disse à agência Lusa que a prioridade é repor a energia, enquanto o município distribui alimentos para pessoas e animais.
"A prioridade é a energia e, neste momento, temos 15 postos de transformação (PT) que não estão com energia. Ontem [segunda-feira], eram 41 e, durante o dia de hoje, andaremos a colocar geradores para alimentar parte destes 15 PT", afirmou João Lobo.
À agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, disse que os 15 PT inoperacionais traduzem-se na "falta de energia em mais de 550 pessoas que vivem, maioritariamente, nas zonas limites" do concelho.
O autarca disse que há equipas da E-Redes "no terreno, desde ontem [segunda-feira], a reparar linhas de baixa tensão, e muita gente não entende porque é que na mesma rua uns têm e outros não, mas é pelos danos na baixa tensão e esse trabalho está a ser feito".
João Lobo adiantou que outra das prioridades é "a alimentação que está a chegar às pessoas que estão sem condições, porque é preciso dar conforto a quem está em sofrimento, para não entrarem em desespero".
"A lamentar, igualmente, a morte de animais no setor agropecuário, que também foi muito afetado. Também os armazéns de alimentos, cuja cobertura voou, e, por isso, ontem [segunda-feira], chegou um camião de palha e hoje está outro a caminho, numa aquisição da autarquia", indicou o presidente.
O concelho de Proença-a-Nova tem, "neste momento, um prejuízo estimado em 20 ME, um número que está em aberto, porque ainda agora as equipas começaram a fazer a avaliação de danos" públicos e privados.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC] e a Cruz Vermelha fizeram chegar ao Município "80 lonas que foram distribuídas pelas pessoas para mitigar os efeitos das coberturas destruídas".
"Quatro pessoas foram realojadas em casa de familiares, uma delas na Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova", indicou o autarca, que adiantou haver "centenas de casas afetadas, principalmente nas coberturas, assim como empresas que têm danos severos" nas infraestruturas.
O autarca acrescentou que "não há infraestruturas encerradas" no concelho, embora "haja muitas com danos parciais, umas mais do que outras", como é o caso de uma oficina "com danos severos e cujo funcionamento está comprometido".
João Lobo adiantou que tem "dois espaços preparados [nas Atalaias e no parque empresarial] para acolher pessoas que sintam necessidade, ao longo desta semana, de se refugiarem das suas habitações, caso não se sintam seguras".
A Câmara Municipal de Proença-a-Nova tem na sua página da internet um formulário, que também está a ser distribuído em papel, para "todos os munícipes, proprietários e entidades afetadas" descreverem os danos e anexarem fotografias.
"Esta ferramenta visa complementar o trabalho técnico que está a ser realizado no terreno e contribuir para uma avaliação mais rigorosa do impacto da tempestade, essencial para o planeamento das ações de recuperação e eventual acesso a mecanismos de apoio", indicou.
Mosteiro da Batalha perde seis ciprestes nos claustros
Seis ciprestes que existiam no interior do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, no distrito de Leiria, caíram na sequência da passagem da depressão Kristin, informou hoje a diretora do monumento.
"Os danos principais são a queda dos seis ciprestes nos claustros Real e de D. Afonso V, que precisam de ser removidos", respondeu a diretora do Mosteiro da Batalha, Clara Moura Soares.
Uma das árvores caídas, ao embater no edifício, "danificou algumas flores de lis de pedra de coroamento", acrescentou a responsável.
A força do vento provocou também "o desprendimento das extremidades de alguns pináculos em diversos pontos do monumento".
Os claustros foram as zonas mais afetadas no Mosteiro da Batalha e será aí, de acordo com Clara Moura Soares, que se vão evidenciar mais diferenças na futura visitação.
"Os visitantes vão notar, essencialmente, a ausência das árvores, que eram de grande porte e preenchiam os dois jardins", salientou.
O monumento está atualmente encerrado ao público, dependendo a reabertura da desobstrução dos claustros: "Esperamos que tal possa suceder em breve".
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha (distrito de Leiria), resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.
O monumento é Património Mundial da Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura desde 1983.
António José Seguro apela à brevidade no pagamento dos apoios
O candidato à presidência da República está em Proença-a-Nova onde visitou o parque empresarial da localidade e apelou a que os apoios à população e aos empresários afetados pelo mau tempo cheguem o mais rapidamente possível.
O candidato a Belém não descarta a possibilidade de falar com o executivo de Luís Montenegro para que “os apoios cheguem ao terreno”.
“Chega de palavras! Este é o momento da ação”, acrescentou voltando a apelar para que “os apoios cheguem o mais rápido possível”.
Quase três mil processos de sinistro abertos pelo grupo Ageas
O grupo segurador Ageas Portugal abriu 2.906 processos de sinistro causados pelo mau tempo até ao final do dia de segunda-feira, dos quais 84% já tinham peritagem realizada ou agendada, segundo anunciou.
No total, o grupo Ageas tinha sido notificado, até segunda-feira, de 5.143 ocorrências causados pelas tempestades Ingrid, Joseph e Kristin, que afetaram principalmente a região Centro do país.
Desde sexta-feira que o grupo tem no terreno equipas multidisciplinares com mais de 100 pessoas, formadas por gestores de sinistros, peritos e equipas comerciais das empresas Ageas Seguros e Ocidental.
Até 06 de fevereiro, o grupo continuará a disponibilizar um apoio móvel de atendimento, localizado no Pavilhão Carlos Neto, em Marrazes, Leiria, com horário de funcionamento alargado entre as 9:30 e as 17:00, para ajudar os clientes na gestão dos processos de sinistro.
O Grupo Ageas Portugal lançou também um formulário 'online' que permite a participação à distância dos sinistros.
Em comunicado, o grupo segurador adianta que já começou a indemnizar os clientes afetados, embora sem adiantar valores.
EN222 cortada ao trânsito entre Vila Nova de Foz Côa e Almendra
A Estrada Nacional (EN222) foi hoje cortada ao trânsito, no troço entre Vila Nova de Foz Côa e Almendra, no distrito da Guarda, devido a derrocadas de pedra e terra, disse hoje à Lusa o presidente da câmara.
"Prevemos que os trabalhos de limpeza da via sejam céleres, mas não há garantias de não haja mais derrocadas, devido à chuva que se faz sentir e a previsão de condições meteorológicas adversas para os próximos dias", disse
Segundo o autarca, o corte da EN222 foi efetuado ao início da manhã de hoje e, para já, não há alternativas rodoviárias.
Cerca de 118 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 08h00
Cerca de 118 mil clientes da E-Redes continuavam às 08h00 de hoje sem fornecimento de energia em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, na quarta-feira, informou a empresa.
O distrito de Leiria é o mais afetado com 85 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com 20 mil clientes, Castelo Branco com oito mil e Coimbra com dois mil.
Os clientes da E-Redes correspondem a "pontos de entrega de energia" como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.
No anterior balanço, correspondente às 18h00 de segunda-feira, 134 mil clientes da E-Redes, sobretudo em Leiria, estavam sem energia elétrica, no dia em que o mau tempo da madrugada provocou novas avarias na rede, segundo a empresa.
Baixa de Alcácer do Sal outra vez inundada com subida do Rio Sado
A Avenida dos Aviadores em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou a ficar inundada hoje de madrugada, devido à subida do Rio Sado, que continua com um "nível muito elevado", disse a Proteção Civil.
Por isso, durante a madrugada, "alagou um pouco a marginal do lado da câmara municipal, mas já baixou, e inundou a Avenida dos Aviadores até ao mercado municipal, subindo cerca de um metro, sem baixar", precisou a mesma fonte.
Leiria lança operação "Telhado Solidário"
A Câmara de Leiria lançou hoje a operação "Telhado Solidário", iniciativa especialmente direcionada a técnicos qualificados e empresas com o objetivo de reparar telhados, com a garantia de alojamento aos participantes que não sejam do concelho.
"Depois da campanha de distribuição de lonas plásticas para proteção imediata dos telhados e da campanha de recolha de telhas, o Município lança agora a Operação `Telhado Solidário`, uma iniciativa que visa contratar empresas e mobilizar entidades e autarquias com capacidade para disponibilizar equipas técnicas qualificadas para a reparação de telhados afetados".
Numa nota de imprensa, a Câmara assegurou que o objetivo "é assegurar a colocação de telhas ou de soluções provisórias de proteção, como lonas, em habitações de pessoas que, pela idade, condição física ou ausência de meios técnicos, não têm capacidade para realizar trabalhos desta natureza, que implicam risco e exigem especialização".
A autarquia apelou à "colaboração de empresas do setor da construção e da reabilitação, entidades com equipas técnicas capacitadas, autarquias e outras entidades que possam disponibilizar recursos humanos para este esforço solidário".
"Para as equipas que se desloquem de fora do concelho de Leiria, o Município assegurará alojamento, de forma a facilitar uma resposta rápida, eficaz e coordenada".
As entidades participantes "deverão ter capacidade de atuação autónoma, dispondo dos seus próprios recursos humanos e materiais necessários à intervenção".
Para participar na operação "Telhado Solidário", os interessados devem manifestar interesse através do endereço de e-mail reerguerleiria@cm-leiria.pt ou do telefone 961 668 537, disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários.
A campanha surge na sequência da depressão Kristin que atingiu o concelho de Leiria, "provocando danos significativos em numerosas habitações", com a autarquia a sublinhar que "continua a reforçar a resposta no terreno, com especial atenção às situações de maior vulnerabilidade social".
Autocarro com crianças e idosos ficou preso na neve em Castro Daire
Um autocarro ficou ao início da manhã de hoje retido na neve na Estrada Municipal (EM) 550, em Castro Daire, e os bombeiros estão a retirar crianças e idosos para os levar ao destino, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Segundo a fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões, a EM 550, que liga Pinheiro a Castro Daire, ficou cortada devido à queda de neve durante a noite.
No local estão cinco operacionais e três veículos da GNR e dos bombeiros, a transportar "entre 25 a 30 passageiros" para a sede de concelho.
A mesma fonte acrescentou que não se encontra cortada mais qualquer estrada devido à queda de neve na zona da Serra de Montemuro.
Caudal do rio Douro subiu no Porto e capitania pede atenção à população
O caudal do rio Douro subiu durante a noite, na zona da Alfândega, Porto, mas sem impacto para estabelecimentos e moradores, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro, reforçando o apelo à população para que se mantenha vigilante.
"O mais alto foi na Alfândega. Em Miragaia não chegou à cota de referência", disse o comandante adjunto da Capitania do Douro, à agência Lusa.
Sublinhando que "o Serviço Municipal de Proteção Civil do Porto, bem como o de Vila Nova de Gaia mantêm presença no local e vão fazendo as leituras das cotas, avaliando as zonas mais sensíveis e alagáveis", Pedro Cervaens aproveitou para fazer apelos à população.
"Temos a convicção que as pessoas estão atentas porque têm sido emitidos imensos alertas. Estão atentas e preparadas e algumas até já tomaram medidas preventivas. O que nos preocupa é que isto vai durar alguns dias, portanto não é algo que vá terminar amanhã, e claro que depois pode haver aquela tendência de flexibilizar as medidas", disse, insistindo no apelo para que as pessoas evitem o risco e mantenham a vigilância.
O Porto mantém-se em alerta com previsão de chuva intensa e risco de cheias no Douro.
Sequências de tempestades são raras e a culpa é do anticiclone dos Açores
O especialista em clima Pedro Matos Soares diz serem raras sequências de tempestades como as da semana passada e explica-as com o anticiclone dos Açores, mas recusa ligá-las às alterações climáticas.
Em entrevista à Lusa, o físico da Atmosfera e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa admite que um conjunto de depressões como as da semana passada "não é uma coisa muito frequente", mas relativiza, afirmando: "Sempre tivemos e sempre teremos estes processos, chamados comboios de depressões".
"Faz parte do nosso clima, porque nós estamos num clima de transição. No entanto, a frequência destes episódios é relativamente baixa. Mas não é uma coisa sem precedentes, de modo nenhum", diz, explicando que tal se relaciona com o posicionamento do anticiclone dos Açores de forma persistente em latitudes mais a sul do que o normal.
Nesta posição a sul costuma haver um movimento de pulsação, entre o norte e o sul, o que não está a acontecer nas últimas semanas.
Com uma conjugação de anticiclones persistentes nas latitudes elevadas (Escandinávia), este fenómeno permite haver uma faixa por onde estão a passar as tempestades.
As tempestades não passam pelos sistemas de anticiclones, de altas pressões, mas o anticiclone mais a sul criou um corredor para as depressões que se geram no Atlântico Norte e que estão a vir para leste, para Portugal e até ao Reino Unido.
A depressão Kristin, com especificidades, com precipitação e vento muito intenso, tem a ver com a geração de uma "tempestade de ferrão" ou "sting jet".
Segundo Pedro Matos Soares, estes "sting jet" são relativamente raros em Portugal, mas já aconteceram em 2009 e depois em 2018, associado ao furacão Leslie.
O resultado foi uma tempestade sem precedentes do ponto de vista do vento.
Mas o especialista diz que também aqui é preciso cautela, porque a capacidade de observar hoje a Terra é bem diferente do que era há um século ou há 50 anos, porque o histórico de observação das tempestades, com a qualidade e precisão atuais, é relativamente recente.
O que é certo, acrescenta, é que num clima de transição como o de Portugal, entre o clima subtropical e o das latitudes médias, qualquer oscilação, sendo pouco expressiva do ponto de vista do planeta, tem muito impacto no país.
E por ser um país de grande variabilidade climática (Gerês e Alcoutim são respetivamente e em média as zonas onde chove mais e menos da Europa) é também "muito atreito a ter essa variabilidade exponenciada", com períodos de seca severa, cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas, e depois anos muito húmidos.
O especialista não associa o momento atual às alterações climáticas, mas acrescenta que quando se olha para as evidências há um traço comum a todas elas, que é de que a região geográfica de Portugal será acometida mais frequentemente de extremos de precipitação, muita chuva ou a falta dela.
"Isto é, digamos, o estado da arte científica. Agora se temos uma semana, dois meses muito chuvosos, não podemos logo dizer que são as alterações climáticas, que isto é anormal", avisa.
Mas acrescenta que todas as projeções são coerentes e indicam que Portugal terá temperaturas mais elevadas e maior frequência de ondas de calor.
Essas ondas de calor já existem e "não há dúvida nenhuma que estão associadas a alterações climáticas", como estão as "grandes mudanças nos padrões de precipitação".
"Não se projeta uma grande alteração do número, por exemplo, de tempestades que nos atingem, mas quando essas tempestades nos atingem, as projeções mostram que elas vão ser mais intensas. Temos temperaturas mais elevadas, logo temos mais evaporação, temos mais conteúdo de vapor de água na atmosfera", temos "um sistema mais energético quando se formam estas depressões" e um oceano com mais energia acumulada, explica, para justificar as tempestades mais severas.
Proteção civil registou cerca de 40 ocorrências entre as 00h00 e as 8h30
Em declarações à agência Lusa, Miguel Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que a "noite foi calma, comparativamente aos dias anteriores, não tendo sido reportadas situações significativas.
Quanto à situação do nível das águas, Miguel Oliveira indicou que não há alterações significativas, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento.
Bombeiros Voluntários de Leiria já angariaram mais de 52 mil euros
O valor angariado irá servir para a reconstrução do quartel, obras imediatas para repor a capacidade operacional e também para substituir equipamentos essenciais perdidos ou danificados.
Vários distritos com avisos devido à chuva, vento, neve e ondulação
Portugal continental irá começar a sentir os efeitos da depressão Leonardo "inicialmente com a aproximação ao Baixo Alentejo e Algarve de um sistema frontal a ela associado, a partir do final da tarde" de hoje, "com precipitação persistente e por vezes forte e rajadas de vento que podem atingir 75 quilómetros/hora no litoral a sul do Cabo Mondego e 95 quilómetros/hora nas terras altas".
O sistema frontal irá estender-se gradualmente às outras regiões do continente durante quarta-feira, prevendo-se que "o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite" de quarta para quinta-feira.
Cidadã de nacionalidade moçambicana morre em Portugal durante tempestade
Uma cidadã de nacionalidade moçambicana morreu em Portugal durante a passagem da tempestade Kristin, confirmou a embaixadora de Moçambique em Lisboa, adiantando que as autoridades locais estão a investigar o caso.
"Confirmamos que deu entrada no hospital de Leiria [em Portugal] de um corpo de uma mulher de 28 anos, natural de Moçambique, em Maputo, que estava em Portugal há menos de um mês", avançou a embaixadora moçambicana em Portugal, Stella Pinto, citada hoje pela comunicação social.
A diplomata avançou ainda que o corpo da vítima, natural de Maputo, foi transferido para o instituto de Medicina Legal da Coimbra, "por forma que pudesse ser conservado e, obviamente também se fazer a autopsia para identificar as causas da morte", que coincidiu com a passagem da tempestade Kristin.
Nas mesmas declarações, a diplomata avançou que outros nove cidadãos moçambicanos estão internados desde 31 de janeiro, após inalarem um gás tóxico de um gerador que funcionava dentro da residência onde se encontravam, tendo sido atendidos no Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça, após serem socorridos pelo corpo de bombeiros locais.
Portugal continental foi atingido, entre 22 e 28 de janeiro, por três tempestades consecutivas - Ingrid, Joseph e Kristin -, a última das quais deixou pelo menos dez mortos e um rasto de destruição sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.
O Governo decretou situação de calamidade até ao domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio no valor de até 2,5 mil milhões de euros.
A Lusa noticiou segunda-feira que a Proteção Civil portuguesa registou 1.327 ocorrências nas últimas 24 horas, elevando para um total de 11.839 desde que a tempestade Kristin atingiu Portugal continental, na quarta-feira passada.
A adjunta de operações do comando nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Daniela Fraga, referiu as quedas de árvores e estruturas, as inundações e movimentos em massa foram as ocorrências mais frequentes, sobretudo, nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa.
Para os próximos dias está previsto vento forte e agitação marítima, sendo o mau tempo agravado pela depressão Leonardo, segundo a adjunta de operações da ANEPC.
Daniela Fraga alertou ainda para a ocorrência de inundações em zonas urbanas, de cheias e instabilidade de vertentes, conduzindo a deslizamentos, derrocadas, entre outras consequências.
Ainda dentro dos efeitos expectáveis da depressão, está o piso escorregadio, possíveis acidentes na orla costeira e arrastamento para vias rodoviárias de objetos soltos ou desprendimento de estruturas móveis.
Linha do Norte reaberta para comboios de longo curso entre Braga e Lisboa
A circulação ferroviária na Linha do Norte para o serviço de longo curso entre Braga e Lisboa, e a Linha do Minho foi retomada hoje, prevendo-se a realização de todos os comboios, informou a CP pelas 06:00.
De acordo com a empresa será ainda reposto hoje o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, em todo o trajeto.
Numa nota divulgada na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e os Urbanos de Coimbra.
Na sequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, 10 pessoas morreram.
A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Depressão Leonardo vai afetar Portugal continental a partir da tarde de terça-feira
Proteção Civil com 1.420 ocorrências até às 22h00
Portugal continental registou até às 22:30 de segunda-feira 1.420 ocorrências relacionadas com o mau tempo, que afetaram sobretudo a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Entre as 00:00 e 22:30 de hoje a região Centro foi a mais afetada com 543 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (515), Norte (207), Alentejo (103) e Algarve (52), referiu Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Durante o dia de um hoje um bombeiro ficou ferido no concelho de Ourém, distrito de Santarém, durante uma operação de recuperação, adiantou a mesma fonte.
As principais ocorrências foram queda de árvores (592), seguido de queda de infraestruturas (304), inundações (233), movimento de massas (155) e limpeza de vias (130).
A Proteção Civil registou ainda um salvamento terrestre e cinco aquáticos, tendo sido empenhados no total 4.800 operacionais, apoiados por 1.900 viaturas.
Desde o dia 27 de janeiro às 16:00 até às 16:00 de hoje a ANEPC registou 11.839 ocorrências, sendo as quedas de árvores e estruturas, as inundações e movimento de massa as mais frequentes, sobretudo, nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa.
Telmo Ferreira sublinhou ainda, num balanço à Lusa pelas 23:15, que os meios estão posicionados no terreno para fazer face às situações derivadas do mau tempo, como a subida dos rios.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.