China quer expandir rede de alta velocidade em 19% até 2030, para 60 mil quilómetros
A China planeia expandir em 19% a rede de comboios de alta velocidade do país até 2030, alcançando cerca de 60 mil quilómetros no conjunto, segundo o plano quinquenal divulgado pela operadora ferroviária estatal.
O número foi avançado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, que cita o operador nacional China State Railway Group, responsável pelo desenvolvimento da rede ferroviária no país.
A expansão integra o novo plano quinquenal (2026-2030), já em vigor, e deverá reforçar ainda mais a posição da China como líder mundial neste tipo de transporte. O país detém atualmente cerca de 70% da extensão total de linhas de alta velocidade em operação no mundo.
Entre 2021 e 2025, a rede cresceu 33%, passando de 37.900 para cerca de 50.400 quilómetros, enquanto a malha ferroviária total atingiu 165 mil quilómetros, uma subida de 12,8%.
Além do aumento da extensão, a China planeia concluir os testes de operação e o desenho de novos comboios capazes de atingir velocidades de até 400 quilómetros por hora.
Apesar dos avanços tecnológicos e da aposta contínua no setor, analistas têm alertado para os riscos associados ao crescente endividamento e à baixa rentabilidade de algumas linhas, sobretudo em regiões menos populosas, apelando a um maior controlo na expansão.
A rede de alta velocidade chinesa liga atualmente as principais cidades do país, como Pequim, Xangai, Cantão e Shenzhen, e tem sido usada como símbolo da modernização da infraestrutura nacional. A expansão visa também melhorar a coesão regional e estimular o crescimento em áreas do interior.
A China iniciou a construção da primeira linha de alta velocidade em 2003, tendo aberto o troço Pequim-Tianjin em 2008.