Economia
Chipre pede “ajuda suplementar” à UE mas diz que não quer mais dinheiro
Em dia de reunião do Eurogrupo, o presidente de Chipre Nicos Anastasides sobressaltou os ministros europeus das Finanças ao anunciar que vai pedir à União Europeia “uma ajuda suplementar” no quadro do resgate ao pequeno país do Mediterrâneo. A Alemanha apressou-se a garantir que os dez mil milhões de euros que tinham sido acordados “são inegociáveis”. Fontes cipriotas vieram depois explicar que o Chipre não quer mais dinheiro mas sim “ajuda técnica”.
Ao anunciar que vai pedir “ajuda suplementar” o presidente Anastasides afirmou já ter falado do assunto com o Comissário Europeu para os Assuntos Económicos e Monetários Olli Rehn e indicou que escreverá sobre esta questão ao presidente da Comissão Europeia Durão Barroso e ao presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy .
Alemanha recusa qualquer revisão do montante do resgate
A resposta de Berlim não se fez esperar. O porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, veio assegurar que o montante do plano de resgate a Chipre, definido em 10 mil milhões de euros, "não vai mudar" mesmo se as necessidades do país forem revistas em alta.
"Este montante já é muito elevado", em relação ao peso económico de Chipre acrescentou Seibert, numa conferência de imprensa regular, sublinhando que "a contribuição dos credores internacionais não terá alterações".
Esta afirmação do porta-voz foi reforçada pela do ministério dirigido por Wolfgang Schäuble. “Este montante não é suscetível de ser discutido e não há qualquer razão para o reajustar”, disse em Berlim a porta-voz do Ministério das Finanças, Marianne Kothé.
Um diplomata cipriota veio depois esclarecer à agência France Press que o governo de Nicósia não pede “ajuda suplementar” mas sim “uma assistência reforçada por parte da ‘task force’ da Comissão Europeia”.
Um "enorme mal-entendido"
Uma fonte europeia que não quis ser identificada confirmou estas afirmações: “Há aqui um enorme mal-entendido”, disse a fonte, “os cipriotas pedem ajuda sob forma de uma assistência técnica, sobre a forma de utilizar os fundos estruturais o que nós concordámos em fazer através de uma ‘task force’ em Nicósia”.
“O plano de ajuda ao Chipre inclui um empréstimo que pode ir até dez mil milhões de euros, todos estão de acordo com isso, incluindo os cipriotas” acrescentou a mesma fonte.
Em causa está o facto de os custos do resgate à economia de Chipre terem aumentado para 23 mil milhões de euros, mais 8 mil milhões do que estava previsto nas contas iniciais.
Segundo um documento da troika, a que a agencia Associated Press teve acesso, o governo cipriota terá assim de arranjar por sua conta 13 mil milhões de euros, em vez dos 7 mil milhões inicialmente previstos, já que a Europa só vai contribuir com dez mil milhões de euros.
“As necessidades financeiras de Chipre evoluíram num contexto de recessão mais profunda do que era previsto” confirmou uma fonte próxima das negociações.
Alemanha recusa qualquer revisão do montante do resgate
A resposta de Berlim não se fez esperar. O porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, veio assegurar que o montante do plano de resgate a Chipre, definido em 10 mil milhões de euros, "não vai mudar" mesmo se as necessidades do país forem revistas em alta.
"Este montante já é muito elevado", em relação ao peso económico de Chipre acrescentou Seibert, numa conferência de imprensa regular, sublinhando que "a contribuição dos credores internacionais não terá alterações".
Esta afirmação do porta-voz foi reforçada pela do ministério dirigido por Wolfgang Schäuble. “Este montante não é suscetível de ser discutido e não há qualquer razão para o reajustar”, disse em Berlim a porta-voz do Ministério das Finanças, Marianne Kothé.
Um diplomata cipriota veio depois esclarecer à agência France Press que o governo de Nicósia não pede “ajuda suplementar” mas sim “uma assistência reforçada por parte da ‘task force’ da Comissão Europeia”.
Um "enorme mal-entendido"
Uma fonte europeia que não quis ser identificada confirmou estas afirmações: “Há aqui um enorme mal-entendido”, disse a fonte, “os cipriotas pedem ajuda sob forma de uma assistência técnica, sobre a forma de utilizar os fundos estruturais o que nós concordámos em fazer através de uma ‘task force’ em Nicósia”.
“O plano de ajuda ao Chipre inclui um empréstimo que pode ir até dez mil milhões de euros, todos estão de acordo com isso, incluindo os cipriotas” acrescentou a mesma fonte.
Em causa está o facto de os custos do resgate à economia de Chipre terem aumentado para 23 mil milhões de euros, mais 8 mil milhões do que estava previsto nas contas iniciais.
Segundo um documento da troika, a que a agencia Associated Press teve acesso, o governo cipriota terá assim de arranjar por sua conta 13 mil milhões de euros, em vez dos 7 mil milhões inicialmente previstos, já que a Europa só vai contribuir com dez mil milhões de euros.
“As necessidades financeiras de Chipre evoluíram num contexto de recessão mais profunda do que era previsto” confirmou uma fonte próxima das negociações.