Economia
Cimeira UE. Líderes exigem mais medidas para enfrentar escalada de preços da energia
Para além da crise energética, estão entre os principais temas da reunião o Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, o apoio à Ucrânia e a gestão das migrações. A cimeira que reúne os chefes de Estado e de Governo dos 27 da União Europeia, em Bruxelas, começa esta quinta-feira e estende-se até ao dia seguinte.
Os líderes da União Europeia vão discutir novas medidas para travar a subida dos preços dos combustíveis e da energia, numa fase em que se preparam os últimos detalhes das negociações do próximo orçamento comunitário, agora conduzidas pelo presidente do Conselho Europeu.
“O Conselho Europeu vai pedir à Comissão que apresente mais medidas" para responder à crise energética, anunciou um alto funcionário europeu. “Há a consciência de que é necessário agir ao nível europeu”, adiantou outra fonte.
O impacto da crise na competitividade europeia é "uma das principais preocupações políticas dos líderes" europeus, apesar de reconhecerem que "não existe uma solução milagrosa" para baixar os preços da energia para consumidores e empresas.
Entre as medidas em preparação na UE estão a otimização da capacidade das refinarias europeias, a agregação da procura de energia e uma maior coordenação no abastecimento de combustíveis.
“O Conselho Europeu vai pedir à Comissão que apresente mais medidas" para responder à crise energética, anunciou um alto funcionário europeu. “Há a consciência de que é necessário agir ao nível europeu”, adiantou outra fonte.
O impacto da crise na competitividade europeia é "uma das principais preocupações políticas dos líderes" europeus, apesar de reconhecerem que "não existe uma solução milagrosa" para baixar os preços da energia para consumidores e empresas.
Entre as medidas em preparação na UE estão a otimização da capacidade das refinarias europeias, a agregação da procura de energia e uma maior coordenação no abastecimento de combustíveis.
O próximo orçamento plurianual da UE até 2034 está, também, em cima da mesa. A proposta apresentada pelo Conselho no último fim-de-semana prevê um corte de oito por cento face ao documento da Comissão Europeia.
Ainda assim, as eleições de 2027 em alguns Estados-membros “tornam o acordo [até dezembro] improvável".
Nesta ronda negocial, Portugal tem em mãos o desafio de exigir mais um milhão de euros na dotação nacional que lhe é atribuída, ameaçando bloquear o acordo, caso o montante não seja considerado.
"Para Portugal, não há acordo se não houver verbas" para os Açores e a Madeira, revelou uma fonte diplomática portuguesa.
A discussão relativa às negociações orçamentais centra-se no equilíbrio a coesão e a agrícola e o reforço da competitividade, da defesa e da investigação. António Costa, presidente do Conselho Europeu, ficará responsável pela pasta relativa a este tema e assumirá a condução das negociações.
No último dia da Cimeira, os líderes recebem, em Bruxelas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para discutir o apoio a Kiev, num momento em que surgem novas tensões em torno das iniciativas diplomáticas de Donald Trump para a guerra.
O líder norte-americano anunciou uma trégua energética entre a Rússia e a Ucrânia, mas Kiev denunciou novos ataques russos contra instalações energéticas, colocando em causa a aplicação do acordoA tensão voltou a aumentar depois das negociações dos EUA para a compra de gasóleo russo.
A migração será outro dos temas centrais. Espera-se um debate sobre situações mais críticas, como a do enclave espanhol de Ceuta, que tem exposto fragilidades na gestão das fronteiras externas.
Portugal estará representado no encontro de alto nível pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
"Para Portugal, não há acordo se não houver verbas" para os Açores e a Madeira, revelou uma fonte diplomática portuguesa.
A discussão relativa às negociações orçamentais centra-se no equilíbrio a coesão e a agrícola e o reforço da competitividade, da defesa e da investigação. António Costa, presidente do Conselho Europeu, ficará responsável pela pasta relativa a este tema e assumirá a condução das negociações.
No último dia da Cimeira, os líderes recebem, em Bruxelas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para discutir o apoio a Kiev, num momento em que surgem novas tensões em torno das iniciativas diplomáticas de Donald Trump para a guerra.
O líder norte-americano anunciou uma trégua energética entre a Rússia e a Ucrânia, mas Kiev denunciou novos ataques russos contra instalações energéticas, colocando em causa a aplicação do acordoA tensão voltou a aumentar depois das negociações dos EUA para a compra de gasóleo russo.
A migração será outro dos temas centrais. Espera-se um debate sobre situações mais críticas, como a do enclave espanhol de Ceuta, que tem exposto fragilidades na gestão das fronteiras externas.
Portugal estará representado no encontro de alto nível pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
(Com Lusa)